Aquivo do autor: Renascimento

MANGUALDE IMORTALIZA DS BOCA DE SAPO

ROTUNDA DA CITROEN EQUIPADA COM OBRA DE ARTE EM GRANITO REALIZADA PELA EMPRESA GRANITOS PIMENTEL E TAVARES E DA QUAL FOI GRANDE IMPULSIONADOR O DR. ELÍSIO OLIVEIRA DA PSA DE MANGUALDE

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DS-BOCA DE SAPO
Um veículo com arte e significado

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Desde o passado dia 16 de Julho que Mangualde ficou equipado com uma nova obra de arte, um veículo DS-Boca de Sapo em granito. Uma iniciativa promovida pela PSA de Mangualde.
A este propósito o Jornal Renascimento entrevistou o impulsionador desta obra, o Dr. Elísio Oliveira, Director Económico-Financeiro e Relações Institucionais da PSA de Mangualde.

Antes da colocação do veículo DS foi necessário conseguir a realização da rotunda?
Exactamente. O primeiro passo, que foi uma luta de vários anos, foi instalar uma rotunda no acesso  à fábrica da PSA,  em vez dos semáforos visando reduzir a sinistralidade, melhorar a fluidez e a flexibilidade logística e dar ao acesso à fábrica a dignidade que esta merece.
Importa referir que a realização desta rotunda teve por base um protocolo entre as Infra-estruturas de Portugal (IP), a CMM e a PSA.

Porquê o DS- Boca de sapo?

O DS é considerado um dos veículos mais bonitos de toda a história do automóvel. Um veículo muito inovador na sua época e que foi produzido em Mangualde durante 10 anos, tendo sido produzidos 2720 unidades. Temos assim o veículo de excelência ideal para homenagear a história desta fábrica e a excelência dos trabalhadores que ao longo de mais de 5 décadas têm mantido viva esta empresa.

Quem realizou esta obra de arte?
A obra foi realizada pela empresa Granitos Pimentel & Tavares de Mangualde, que levou vantagem sobre outros concorrentes. Queria a este propósito deixar um agradecimento público aos administradores da empresa, a Dna. Maria de Lurdes Pimentel e o Sr. Serafim Tavares que aceitaram fazer a obra a um preço abaixo do custo real, constituindo-se em contrapartida também como patrocinadores. É de registar que esta obra tem um potencial enorme para projectar as competências desta empresa de granitos no mercado.

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Queria ainda aproveitar para realçar o profissionalismo, a dedicação e a forma exímia com que o Eng. Luis Tavares, filho dos proprietários da empresa, conduziu a execução desta obra de arte.

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Foram muitas horas, muita arte, muita programação de máquina e exigência tecnológica. Uma palavra de apreço também para os operários António e João que com mãos de aço espremeram o rijo granito até dele extraírem esta preciosidade.

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Quanto tempo demorou?
Esta obra durou 8 meses: arrancou em Dezembro de 2015 e terminou em Julho de 2016.O veículo DS tinha que ser feito em granito preto, homogéneo e denso para exprimir todo o potencial deste carro, a sua nobreza. Ora este granito, rijo como o ferro, dificultou e tornou lento o trabalho. Mas não podíamos abdicar deste material, porque sabíamos que só com ele o efeito seria conseguido.

Quem financiou esta obra de arte?
A produção do veículo foi, gratamente, financiada pelas seguintes entidades: PSA  Mangualde, PSA Lisboa, GEFCO, Antolin e Granitos Pimentel &Tavares. Foi importante conseguir estes apoios, 100% privados, sem os quais não era possível realizar a obra.

Que intervenção teve a CMM?
A CMM teve desde logo, como já referi, uma participação no protocolo de co-financiamento da rotunda conjuntamente com as IP e a PSA. Este protocolo foi assinado em acto público na CMM em que estiveram presentes o Presidente das IP, o Dr. António Ramalho, o Sr. Presidente da CMM, eu próprio em representação da PSA e o Dr. Sérgio Monteiro, então Secretário de Estado das Infra-estruturas. A CMM terá ainda um papel adicional no arranjo final da rotunda.
Como tem sido recebida a obra?
Tem sido gratificante registar o sucesso que esta iniciativa teve dentro do nosso Centro de Produção, nos mangualdenses em geral e nas reacções diárias das largas centenas de automobilistas nacionais e estrangeiros que diariamente passam pela rotunda que acolhe o veículo DS-Boca de Sapo. Temos, também, registado reacções de espanto e admiração dos nossos colegas de Espanha e França.

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Que significado pode ser atribuído à colocação do veículo ali naquela rotunda?
O DS não está ali apenas para decorar a rotunda, nem podia estar num lugar qualquer. Naquele lugar está implantado o maior investimento de toda a história de Mangualde. Só nos próximos dois anos serão investidos cerca de 50Milhões de euros. Ali está o local mais exportador da região e um dos 10 maiores de Portugal, ali está o sítio mais empregador. Ali se desenvolve a maior e mais complexa organização do concelho e a mais exposta à concorrência internacional. Só esta dimensão podia dar palco a uma estátua desta natureza.
Este carro é feito de pedra, mas é também feito de simbolismo. Incarna o carácter dos homens e das mulheres de têmpera rija que ao longo de mais de meio século, nesta nesga de terra, fazem denodadamente os carros com uma qualidade e competitividade do melhor nível mundial!
Aquele carro, belo, clássico, mítico e intemporal, transporta dentro daquela pedra negra, rija, férrea, a alma grande daqueles que somaram futuro a esta fábrica ao longo dos anos!

Em que medida beneficia Mangualde?
Aquele carro é um selo de garantia das potencialidades industriais do nosso concelho. Nesta obra a boa tradição industrial de Mangualde está ali toda. A qualidade de trabalho dos mangualdenses, a sua capacidade de adaptação a produções sofisticadas e a força exportadora desta economia. É claramente mais um elemento de notoriedade para o nosso território. O potencial de marketing territorial está lá e está já a funcionar, basta ver as redes sociais.

Contributos da Lei da Paridade

 

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Isabel Ramos, natural de Mangualde onde reside,
casada, mãe de dois filhos, com licenciatura e
mestrado em Serviço Social, empresária na cidade
de Mangualde, Presidente da Comissão Politica
Concelhia do PSD de Mangualde e vereadora de
oposição no atual executivo, promoveu na tarde do
passado dia 26 de maio, na Biblioteca Municipal de
Mangualde a sessão de apresentação da obra de sua
autoria intitulada “Contributos da Lei da Paridade”.

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Editorial – 1 de Julho 2012

Poucos serão os Países tão exigentes para com a sua Seleção Nacional quanto nós. Não sei se por miserabilismo, se por uma necessidade extrema de retirar satisfação ou de sentir uma ponta de orgulho pelo facto de sermos este pequeno retângulo num cantinho da Europa, este País pobre, triste e deprimido. Regressando ao futebol, o que para mim é um facto é que, depois de um início de campanha de apuramento para o Euro2012 atribulado, Portugal, “à pressão”, tocados os sinos a rebate, aplicada a terapia de choque, lá viu os seus objetivos alcançados. O que para mim é um facto é que, depois de dois jogos de preparação para o Euro 2012 muito mal conseguidos, Portugal entrou no Campeonato da Europa com o peso do mundo às costas. E logo perdeu!! Gastou logo o primeiro cartucho dos três apenas que tinha disponíveis!

Perdeu, mas à semelhança da campanha de apuramento, encontrou-se!

Encontrou-se e quando lhe restavam apenas dois cartuchos, que não podia de forma alguma desperdiçar, com muito sofrimento cardíaco, é certo, Portugal não falhou nenhum deles e chegou aos quartos de final do Campeonato da Europa!!

Ali chegados, mais uma vez, Portugal superou as dificuldades, não sem antes auto infligir mais uma dose de considerável sofrimento, é certo, mas as portas das meias-finais foram abertas!!

Ontem deu-se o tão ansiado embate, frente à atual Campeã da Europa e do Mundo! O resultado final não foi o que todos desejávamos. Portugal perdeu…
Perdeu, mas caiu de pé, com honra e dignidade! Perdeu da mesma forma que poderia ter ganho! Perdeu, mas afirmou-se, consolidou-se como uma das melhores seleções do Mundo dos últimos 10 ou 15 anos!

Não perdemos como uns pobres quaisquer a quem “saiu na rifa” chegar às meias-finais!
Posto isto, deixo-vos a analogia que esteve na base deste artigo…
Ao longo dos séculos da sua História, Portugal conseguiu alcançar das maiores proezas da História da Humanidade e, ao mesmo tempo, conseguiu perder oportunidades atrás de oportunidades de ser e de se afirmar até como uma verdadeira potência mundial, em toda a sua plenitude.
De facto, em condições normais, sem desvios, Portugal teve todas as condições para ser hoje uma potência mundial a todos os níveis, sejam eles o financeiro, o económico, o social ou o político. Curiosamente, também a Espanha!! Mas adiante…
Por outro lado, ao longo da sua História, Portugal atravessou inúmeras crises, dificuldades extremas, quer de caráter financeiro e económico como a que vivemos hoje, quer político, quer social. Momentos absolutamente catastróficos para Portugal e para o Povo Portugês.
Ora, onde eu pretendo chegar é aqui:
Eu não tenho dúvidas absolutamente nenhumas que nós, Portugueses e Portuguesas, vamos superar mais este calvário que estamos a atravessar.
Este é “apenas” “mais um”… Sempre ultrapassámos todos os nossos ncalvários e sempre conseguimos fazer coisas extraordinárias.
Eu acredito mesmo que nós somos um Povo talhado para resolver problemas,
quaisquer que eles sejam, mas aqueles que são mesmo difíceis!!
O que eu gostaria, era que, de uma vez por todas, depois de resolvermos os problemas difíceis e de superadas as dificuldades, usássemos esta capacidade que temos e que poucos têm como Nós e começássemos a resolver os problemas “mais pequenos” em vez de entrarmos de novo na lógica do “deixa andar”, “agora não porque temos eleições”, etc., etc., etc..
É que se assim não for, voltamos à mesma História e daqui por uns anos, depois de mais uns adiamentos, de mais umas mentiras, de mais umas ilusões, de mais opções fáceis, os pequenos problemas resultarão em mais uma “calamidade”… E lá estaremos Nós a sofrer novamente…

Se for difícil, Nós conseguimos!
Se for fácil, Nós não fazemos nada…
Terá de ser, mais uma vez, assim?
Um abraço

Aníbal Maltez

Mangualdense em entrevista ao Renascimento

“Não sou político. E não quero fazer política”

A meio de uma carreira profissional brilhante acabou no governo, é um dos Secretários de Estado que mais tem dado nas vistas no governo.
Mas diz que não quer fazer política. Sérgio Monteiro falou-nos sobre o seu trabalho, o seu trajeto e sobre a sua casa: Mangualde.

 

Serafim Tavares inicia funções como administrador do Renascimento

No dia 14 de Junho de 2012 e na sua sede social e em substituição do Sr. Carlos Francisco que por motivos que indicou cessou as suas funções na administração da Empresa Jornalística Renascimento, Ldª, assumiu em sua substituição tais funções o Sr. Serafim Ferreira Gomes Tavares.
Passou assim a sociedade a ser constituída pelo identificado Senhor e pelos Senhores Dr. José Albertino Melchior Gomes, advogado e Engº Carlos Edmundo Videira Martins Francisco.
Por unanimidade a gerência nomeou Director do jornal o Senhor Dr. Aníbal Carvalho Maltez.

SERAFIM FERREIRA GOMES TAVARES

Em 1959, no primeiro dia de Agosto, nasce Serafim Ferreira Gomes Tavares. Junto da família empenha-se na colaboração direta com as atividades que seus pais exerciam. Dois anos trabalha na construção civil e cumpre o seu dever de cidadão cumprindo o serviço militar, que inicia em Janeiro de 1980.

A Guarda Fiscal foi a próxima meta, onde entra a 12 de Maio de 1982, exercendo serviço no posto de Alvor, Portimão.
Contrai matrimónio no primeiro dia do ano de 1983 com Maria de Lurdes de Almeida Pimentel, deste casamento nascem dois filhos, Luís Carlos Pimentel Tavares, mestre em Engenharia Civil e Isabel Pimentel Tavares, Licenciada em Economia, ambos pela Universidade Coimbra. Como tal, pede transferência para o batalhão nº4 em Coimbra onde entra em 1985. Passou pela 5º Companhia Aveiro, onde foi distinguido com um louvor. Depois desta, foi a vez de Vilar Formoso, onde foi apurado para o curso de Cabos.
Por diversas paragens ao longo do tempo, chega a vez de Mangualde, em Julho de 1987, posto mais próximo de sua terra natal e cidade a quem se tem dedicado de corpo e alma.
Fascinado por outras atividades empreendedoras, em 1991, e projetando o seu próprio futuro, começa a dedicar-se à indústria, mais precisamente à transformação de Granitos e Rochas Ornamentais. Como todos os inícios, nem sempre fáceis, começa a desenvolver a sua atividade na garagem de sua própria moradia.
Em 1993 foi extinta a Guarda Fiscal e assim passa à reforma, tendo a possibilidade de dedicar-se ao seu empreendimento. Assim, em 1995, construiu na zona industrial um pavilhão com espaço e maquinaria adaptada às novas exigências tecnológicas para melhor servir o mercado.
A atividade foi crescendo de forma sustentada até à constituição da sociedade Granitos Pimentel & Tavares, Ldª, agora existente e à automatização das operações produtivas, graças aos equipamentos adquiridos para a transformação de todo o tipo de rochas ornamentais, permitindo ganhos importantes na produtividade e na qualidade. Este empenhamento fez crescer rapidamente o volume de negócios.
Esta tenacidade conduziu à exigência de novas instalações fabris pois as anteriores tornaram-se insuficientes. Deste modo encontra-se em construção novas instalações com uma área de 21 mil metros quadrados, dos quais 4 mil de área coberta, faltando apenas a construção dos escritórios.
O alargamento das perspetivas empreendedoras ajudaram a alargar horizontes, levando a uma consciência social que deve ser partilhada por muitos. Num mundo em constante mutação tem papel importante a Informação, como meio rápido para levar a todos a esperança duma mutação que se quer que seja para o verdadeiro “bem comum”, onde cada um é parte importante para a transformação da sociedade em que vivemos.
O empenhamento no Jornal Renascimento é uma resposta à vontade de fazer chegar a todos os Mangualdenses a informação útil e importante para que todos possam também descobrir oportunidades e convicções para fazer melhorar o nosso concelho, e assim contribuir deste modo, para um país melhor.