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EDITORIAL Nº 752 – 15/4/2019

patrao
Caro leitor
Viva amando a vida e tenha amor pelos grandes horizontes. Nunca deseje pouco nem se contente com pouco, mas também não perca as estribeiras, tem e deve ter consciência daquilo que é capaz. Sonhe alto e invista fundo, mesmo sendo isto um risco. Vale sempre a pena tentar, ainda que se possa magoar…
Grandes descobertas e conquistas, se fizeram com o fogo de um grande amor, o amor deve estar em tudo que nos rodeia.
Quem voa baixo acaba por não experimentar o envolvimento das alturas e nem chega a conhecer paisagens mais amplas, logo pode não estar a cumprir com os desígnios para os quais veio a este Mundo.
O amor é uma força e uma bênção, podendo também ser apenas um impulso transitório e, como tal, deve-se diante dele, ter cuidado e prudência, pois pode ser fogo de perdição. Por isso previna-se, para que o amor não o domine, fazendo-o perder o bom senso e a razão. Mas, pior do que uma pessoa ferida, por amor, é quem por falta dele, é frio e seco, por nunca ter marcado encontro com o fogo ardente da vida.
Feliz Páscoa.
Abraço Amigo

EDITORIAL Nº 751 – 1/4/2019

patrao
Caro leitor,

No seguimento do editorial da quinzena passada, gostaria de me alongar, novamente, sobre o difícil tema da morte.
Dizia eu, na última edição, que é bom viver com as boas memórias de amigos, que infelizmente morreram mas com a dignidade de quem viveu uma vida boa e contribuiu para a vida de terceiros. Assim serão lembrados.
Um dia, estava eu com um grande Homem e Amigo, a falarmos um pouco de tudo aquilo que nos vinha ao pensamento, quando, sem rodeios, e às páginas tantas, eu senti a necessidade de lhe dizer que tinha sido um grande Senhor, um Homem, por tudo aquilo que tinha feito e construído na vida. A resposta dele foi: “Ó Serafim…olha para ali”. Do lado esquerdo, o cemitério fazia parte da paisagem. Disse ele: “Ali estão todos os grandes Homens”. Fiquei um pouco calado. Já lá vão uns valentes anos, mas aquelas palavras marcaram-me e ficaram na minha vida.
Reconfortei-me com um ensinamento da minha Mãe, que Deus tem. Um dia disse-me que se soubesse o dia da morte, plantava uma árvore no dia anterior. Queria ela dizer que continuaria sempre a trabalhar como se nunca morresse. Assim também eu faço, tento todos os dias plantar árvores.
Dizia o meu amigo que o Cemitério está cheio de Heróis, ou seja, o Ser Humano não tem importância alguma, só tem a que realmente lhe dão ou sente que tem. És importante para ti porque é a ti que te sentes. És tudo para ti, porque pensas que o Mundo gira à tua volta. És importante para ti, porque só tu és importante para ti. Se és assim, não serão os outros assim? Coloca-te ao lado dos fortes e verás o quão pequeno és…
A Maria, o Zé, o Alberto e o Matias e todos os nossos outros mortos que como nós todos eram importantes para si e para si apenas, enquanto eram vivos. Contudo, hoje, sei por certo, Maria, Zé, Alberto e Matias, que apesar da vaidade humana, há gente viva que tem a alma a chorar-vos, a lembrar-vos, a contar feitos da vossa vida, como se estivessem ainda vivos.
Eu, que sou importante para mim, centro do meu próprio universo, penso em vocês que já partiram e lembro-me sempre das nossas memórias.
Dedico estas palavras com carinho ao meu amigo que morreu com a dignidade com que viveu. A morte não é o nosso fim.

Um abraço amigo,

EDITORIAL Nº 750 – 15/3/2019

serafim tavares
Caro leitor,
Hoje vou falar-vos daquilo que o ser humano não gosta de falar nem pensar: a morte.
O princípio da morte é o nosso nascimento. Desde esse dia, persegue-nos todos os dias da nossa vida e, mesmo a caminhar ao nosso lado, evitamos pensar nela. Desde pequeno que ouço dizer que a morte é a coisa menos falada e a mais usada.
Como alguns de vocês sabem, caros leitores e amigos, parte do meu trabalho implica lidar proximamente com a morte alheia. Recentemente, e à semelhança de outros amigos antes, disse-me um amigo, quando estava eu nos Granitos Pimentel e Tavares Lda: “Oh Serafim!! Tu aqui és diferente, tens alegria. Na Funerária pareces outro, ficas triste”. Pus-me então a pensar e cheguei à conclusão que esse meu amigo tem razão. Na Funerária encarno e vivo a tristeza dos outros, sem disso me ter apercebido até me terem alertado para o fato. Sempre gostei e gosto de me rir, mas aparentemente a vida também me ensinou a “rir com os que riem e a chorar com os que choram”. Fazia-o naturalmente porque ambos são frutos da empatia.
Dá-me algum consolo, que a morte pode ser o fim da vida mas não a cancela. É possível vencer a morte, pois a morte não tem aguilhão. Para isso é só não levar uma vida errante, mas como dizia S. Paulo “a alma está pronta mas a carne é fraca”.
Os sentidos que nos permitem viver, os olhos, a língua, o nariz, as mãos e os pés, são a melhor coisa que o homem tem, mas pode ser também a pior coisa que o homem tem, porque nos podem distrair de coisas com mais valor. Nenhum destes sentidos funciona sem o cérebro. O Homem, pode dizer-se, tem dois lobos dentro de si e o que faz verdadeiramente a diferença é qual deles alimenta: o bom ou o mau. Se é respeitador ou não, trabalhador ou não. O Homem bom procede sempre de forma a deixar este mundo melhor do que o encontrou. O que trabalha come o pão do suor do seu rosto, o que não trabalha come sempre o pão de alguém. E aqui o estado é o exemplo da desgraça. Isto a propósito da morte. Há seres humanos que vivem mortos na casa terrena, simplesmente à espera que a alma suba…
Poucos são os que morrem em casa. Ainda bem…. Ou ainda mal… morrem no lar, ou no Hospital, longe de quem gostam, sem amor. Pensamos nós que connosco vai ser diferente. Não faz mal, ainda não chegamos lá, quando chegarmos lá logo se vê.
Confesso que já estou triste a escrever sobre a morte, outro dia continuarei. Sempre ouvimos dizer que dos fracos não reza a história e a morte desses é mais definitiva. Folgo em viver com as memórias que partilhei com amigos que morreram com a dignidade de quem viveu uma vida boa e por isso são lembrados.

Abraço amigo,

EDITORIAL Nº 749 – 1/3/2019

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Caro leitor,

Portugal não tem um governo que se digne de assim ser apelidado. Tem neste caso um conjunto de amigos e inimigos, como diz Pedro Santana Lopes, presidente do partido Nós Aliança, uma frente de esquerda. PS, PCP e Bloco são uma autêntica orquestra de interesses pessoais.
Manuel Alegre em tempos reclamava para que os seus seguidores virassem à esquerda. Desta vez deve reclamar para que o governo se vire ao leme e efetivamente governe Portugal e não familiares alheios. Sim, este é um governo nunca visto em Portugal. Só falta mesmo a sogra, o cão e o gato no governo dos amigos. Toca a pagar o Zé Povinho.
O Presidente da República, que é de todos os portugueses, não existe, existe só para alguns casos, como dar beijinhos e abraços, mas principalmente para defender os interesses da República e expressá-los quando oportuno e necessário. Mas, infelizmente, não foi isso que fez. Veio a público dizer que este compadrio, este nepotismo, deve-se à competência desses mesmos familiares, isenta de parcialidades, quando todos os portugueses sabem que não é verdade. Só ele não vê ou não quer que ninguém veja. Se o governo, ou desgoverno, dá este exemplo, que farão todas as outras entidades do país: Hospitais, Santa Casa, Exército, Finanças, Câmaras Municipais. Uma infindável lista de organismos do estado, em que o governo deixa de ter voz seja para aquilo que for.
Posto este cenário de complacência, parece que tudo é aceitável e tido como normalidade. Viva este governo…

Um abraço amigo,

EDITORIAL Nº 748 – 15/2/2019

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Caro leitor

DISCURSO NOVA ALIANÇA – ÉVORA
Vou falar-vos do interior.
A maior parte de vós não me conhece, mas decerto que a minha história é partilhada por muitos.
Eu nasci, e cresci, no interior do nosso país. Na Freguesia do Avelal, pertencente ao concelho do Satão – Viseu. Vivendo eu no centro, as fronteiras deste mundo eram a minha escola num extremo da aldeia e a casa dos meus padrinhos no outro. Vivia, na altura, num mundo que para mim tinha apenas 40km2.
Trabalhavamos na agricultura e, no entretanto, brincavamos na rua: ao peão, à malha e a outros jogos inventados. Conhecíamos bem, muito bem, os nossos vizinhos, que viviam da mesma forma que nós. Quando a comida que cultivavamos não chegava íamos ao mercado da D. Maria vizinha e quando se estragavam as roupas pedíamos novas à minha mãe, que tambem era costureira nas horas vagas. Havia na rua principal uma igreja (esta ainda existe), um posto dos correios, um hospital, um lar, um posto da GNR, três mercearias e um café. Chegava. Havia vida nas ruas e nas terras. A maioria de nós não tinha emprego mas tínhamos trabalho, que nos alimentava e nos dava o essencial.
Querendo eu isso, mas também mais prosperidade, para ter uma vida melhor, saí da terra e ingressei na então Guarda Fiscal. Depois de correr parte do País mudei-me para Mangualde, onde construí uma casa, uma empresa e uma família. Como eu, muitos conterrâneos meus também migraram.
Desde então que mesmo em Mangualde se começa a notar a ausência da juventude. Migram para Viseu, Lisboa, Porto ou para outras cidades maiores, até mesmo para o estrangeiro. Poucos são os que voltam depois de concluírem a faculdade. Os habitantes do interior são já uma raridade: uma realidade em vias de extinção.
A par e passo com o declínio populacional, ressente-se o comércio tradicional, os ofícios de prestação de serviços públicos e a indústria. É uma bola de neve difícil de combater. Fica a minha geração, e as anteriores à minha, para contarem a história e dizerem, com razão nisto, “no meu tempo é que era”.
São terras que pacientemente aguardam uma injecção de vida, que não virá se nada for feito. Acredito que nós, Aliança, possamos ajudar para combater esta realidade. A falta de vida é mitigada quando o “bom filho a casa torna”, com as visitas dos emigrantes e dos familiares, que vivem longe, por ocasião de férias e das festas.
Nota-se o declínio da economia local e perdem-se lugares e tradições. Criam-se então paisagens fantasma do que outrora foi. A natureza reclama o seu espaço de volta e onde há mais pessoas é nos lares. É triste.
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Os serviços públicos do interior têm vindo a ser encerrados, como as escolas, os bancos e os correios. Digamos que não ajuda estas regiões serem detentoras de poucos eleitores. Dá pouco incentivo a quem tem o poder de melhorar as suas condições.
Por outro lado, no reverso da medalha, temos as grandes cidades, que com o aumento populacional, não conseguem fazer face às necessidades acrescidas de infraestruturas e à pouca oferta de habitação a preços razoáveis. O custo de vida tem aumentado de tal forma que os recentes migrantes se têm radicado na periferia das cidades, enquanto lidam diariamente com o congestionamento no trânsito e nos serviços públicos.
Resulta que a promessa de maior qualidade de vida é uma ilusão, que se tem perpetuado nas novas gerações. Caro Pedro Santana Lopes é aqui que o Aliança é nova esperança.
As empresas privadas escolhem sediar-se no litoral, por ser benéfico ao negócio. Têm, nas proximidades, mão-de-obra qualificada e empresas que as auxiliam na atividade empresarial. Também os jovens se direcionam desde cedo para as grandes cidades, onde sabem ser mais fácil encontrar o emprego qualificado, para o qual estudaram, junto destas empresas.
Trata-se de um ciclo vicioso, em que nenhuma das partes, empregados e empregadores, têm incentivo em radicar-se no interior. Seguem-se um ao outro e ambos estão mais presentes no litoral por oposição ao interior.
Deve-se dizer que é uma fantasia acreditar que benefícios fiscais no interior são suficientes para combater esta realidade. A descentralização passou várias competências para o foro local, mas falhou em alocar os recursos financeiros necessários para que os municípios tenham esta autonomia e, por conseguinte, iniciativa em fixar as empresas no interior. Uma alternativa será concentrar os esforços de requalificação em certas zonas do interior com um nível de urbanização razoável, por forma a criar pólos de investimento, público e privado, e atrair as empresas e a mão-de-obra com oportunidades benéficas. Atualmente, 82% dos jovens com menos de 25 anos vivem no litoral. É preciso haver uma estratégia concertada e investimento com dinheiros públicos para inverter esta tendência.
É aqui que a iniciativa política Nós Aliança pode fazer a diferença e advogar a mudança do paradigma que até hoje se tem mantido. Reconhecer a importância da distribuição populacional e do crescimento por todas as regiões do nosso Portugal. Temos de combater a falta de vida no interior e a falta da qualidade de vida no litoral. Temos de garantir a equidade social e económica para o bem das nossas regiões e assim vivenciar 100% do que Portugal tem para oferecer, em vez dos quase 100% que o litoral tem. Acredito que juntos, em Aliança, possamos fazer a diferença e ter esta questão como prioridade para todos nós. Acredito que possamos reabitar as regiões mais desertificadas e conseguir uma melhor qualidade de vida para todos. Em Aliança conseguimos! Viva Portugal e viva a aliança!
Muito obrigado a todos.

EDITORIAL Nº 747 – 1/2/2019

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Caro leitor,
Portugal tem infelizmente sido governado, há mais de 15 anos, por muitos desgovernantes, que tendo como sua missão, compromisso e juramento governar Portugal, para bem de todos os Portugueses e Portugal, se demonstraram desonestos e o desonraram. Temos então um povo Português que está farto da rotina sem resultados e cansado de carregar com injustos impostos. Costuma dizer o povo que “são todos iguais”. Recuso-me a alinhar pelo mesmo diapasão, o do contentamento, pelo que lutarei até à última pancada do coração pela justiça e representação do colectivo na política. Digamos não aos corruptos, aos interesseiros e mesmo àqueles que comprometem um pouco dos seus princípios por benefício pessoal.
São 18 mil milhões derretidos por:
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e… etc.
Só se pede uma coisa às autoridades competentes: prisão perpétua a quem concedeu estes créditos para o Zé Povinho pagar. Sim! Porque todos estes milhões foram suportados pelo Estado, pelo que paga o Zé, o que trabalha o dia inteiro para ganhar mais um cêntimo. Tristes os que derretem Portugal. Quer dizer, tristes nós. Já não se consegue viver neste país, sobrevive-se.

Viva a liberdade!

Abraço amigo,

EDITORIAL Nº 746 – 15/1/2019

serafim tavares
Caro leitor
O Renascimento festeja o 92º aniversário e ao longo do seu tempo de vida muito se escreveu sobre a história de Mangualde e dos Mangualdenses. Uma história que não se apaga. Além da história, a sua missão principal é levar noticias aos quatro cantos do mundo, foi assim e continuará a ser, como é dever de um órgão de comunicação social.
Saiu para as bancas a 20 de janeiro de 1927, sendo o Dr. José Henriques Pereira Júnior seu fundador. Um homem corajoso, com visão estratégica, tendo mesmo passado pela censura daqueles tempos.
Deste jornal já fizeram parte pessoas e pessoas ilustres do nosso concelho e não só. Grandes Homens já fizeram o jornal, mas o jornal em si, também já fez grandes Homens. Alguns deles estiveram mais tarde à frente dos destinos dos Mangualdenses.
Alguns anos atrás muitos foram os que agoiraram a sua morte, mas esta não aconteceu.
O jornal é uma vida que passa por altos e baixos, não são só rosas. A última vez que esteve para morrer, foi como todos se lembram em junho de 2012 e não fosse eu assumir responsabilidades teria mesmo acabado.
Estamos aqui, a tratar deste seu jornal com amor e carinho para que ele continue a chegar a sua casa com as melhores notícias e qualidade.
Agora vamos olhar em frente para mais e melhores anos de Renascimento. Continuaremos sempre a celebrar os marcos que vamos conquistando e trabalhar diariamente para que um deles seja o seu centenário. Só já faltam 8 anos!!!
Vamos conseguir.
Quero agradecer a todos os assinantes, anunciantes, leitores e colaboradores. O meu bem haja pela preferência deste seu jornal Renascimento.
Viva a liberdade.
Abraço amigo,

EDITORIAL Nº 745 – 1/1/2019

serafim tavares
Caro leitor,
O Homem arranja tempo para tudo e mais alguma coisa. É a coisa mais valiosa que temos e o tempo de vida de cada ser Humano não tem preço. Porquê? Porque nunca sabemos o tempo de existência do Homem, e não há preço para o desconhecido nem para o que já é nosso e não nos pode ser retirado.
Nada cura como o tempo e o tempo é a única coisa que cada ser humano tem. Recebemo-lo como graça e um desafio com a possibilidade e razão de ser da nossa própria vida. O tempo dá-o Deus de graça, nós só temos que saber otimizá-lo. O que fazer com o tempo para otimizá-lo? Eis a questão. Os animais não têm este problema, têm instintos que os regem, o ser Humano faz escolhas e toma decisões, aproveita bem o tempo que lhe é concedido ou não. No seu final o tempo que teve pode ter sido apenas oco e mal empregue. Valeu a pena ter vindo a este Mundo? Vamos pegar neste novo ano para responder sim a esta questão! Rasgar horizontes neste Novo Ano.
Senhor faz com que eu veja. Lembremo-nos que o tempo não pára e quando é bem aproveitado é um ponto de graça para os outros e felicidade para nós.

Numa nota à parte, gostaria de transmitir aqui ao povo mangualdense, tal como o fiz na última Assembleia Municipal de Mangualde, que a partir de agora como deputado independente desempenho as funções para as quais fui eleito, ou seja, sem cor partidária ou ademais afiliações, sendo que irei continuar a defender todos os direitos dos mangualdenses, para o bem deste concelho. Continuo, como já o era, a ser livre. Viva a liberdade e a liberdade de expressão.

Um abraço amigo,

EDITORIAL Nº 744 – 15/12/2018

serafim tavares

Caro leitor
Esta época lembra…
Nascer e renascer deve ser sempre uma grande festa, porque não há graça maior do que fazer parte dos vivos. Quando olhamos para um recém nascido e para todo o seu encanto, temos a resposta imediata de todo o exposto. Que bons são os nascimentos, pelo menos, nos tempos que correm em que a natalidade escasseia. Claro que, é muita responsabilidade fazer nascer alguém. Ser pai é consciencializar-se da grande responsabilidade de ter filhos. Um nascimento, é muito mais do que o nascimento em si. O nascimento biológico acontece com data quase marcada e há uma grande festa, mas os pais assumem a responsabilidade de fazer nascer o seu filho para a maturidade e para o bem todos os dias deste mundo, por isso, todo o nascimento é um compromisso. Nesse sentido, deixar um mundo melhor é um compromisso feliz, o maior, que o homem pode ter.
Falar de Natal não é mais que falar do nascimento do Menino Jesus (Amor).
Vamos neste Natal e à semelhança de outros anos, fazer feliz alguém que amamos muito, dizendo-lhe hoje para ser bom. Porque, é em vida irmão, em vida.
Se desejas dar uma flor, não deixes que ela morra, manda-a hoje com amor… em vida, irmão, em vida.
Se desejas dizer gosto de ti, às pessoas de tua casa, ao amigo próximo ou de longe… diz-lhe hoje, em vida, irmão, em vida.
Não esperes que as pessoas morram, para lhe quereres bem e fazer-lhes sentir o teu afeto… em vida, irmão, em vida.
Tu serás muito mais feliz, se aprenderes a fazer felizes a todos os que conheces… em vida, irmão, em vida.
Não enchas túmulos de flores, enche corações de amor… em vida, irmão, em vida.
Um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo aos nossos estimados assinantes, leitores e anunciantes.
Feliz Natal.
Abraço amigo,

EDITORIAL Nº 743 – 1/12/2018

serafim tavares
Caro leitor,
Diz o povo e já diziam os meus pais, que Deus tem,
que “meio mundo está nas mãos de outro meio”.
Estamos sempre dependentes de outros, que
pouco produzem ou nada fazem. São estes que têm
tempo e gosto em criticar os demais. Venha a nós
“o vosso reino”, que Deus me perdoe. Acontece que
isto é o que sucede em sociedade, na democracia
e na economia colectiva. Uns ajudam outros que
contribuem menos para si mesmos e/ou para a
comunidade.
Existe uma certa incapacidade por parte dos
Estados soberanos e organizados, de fazer face às
responsabilidades que lhes estão atribuídas para dar
melhores condições de vida aos seus povos. É este o
principal mandato para o qual são democraticamente
eleitos: salvaguardar os direitos fundamentais de que
a humanidade depende e garantir o cumprimento dos
deveres. Devem ser inequivocamente e rigorosamente
acautelados. Por isso, é necessário e é obrigação dos
povos, conhecer as leis com que se regem, os seus
direitos e deveres, para agirem como guardiões dos
mesmos e da sua liberdade. Quem se atreve a pôr
em causa os sistemas instituídos como um garante
de ideias que consagram? Portugal está 20 anos
atrasado em relação a França por exemplo. Basta
ver os noticiários. O pautado em Lei pelas letras da
Constituição da República ao esvaziarem de conteúdo
o visado auxílio aos mais necessitados e carentes, é
que a sociedade deve cumprir e vigiar. Deve de igual
forma apadrinhar o património da democracia e da
liberdade, respeitando assim a diferença entre os
ideais de cada um.
O estado, tem como dever primeiro de cuidar e
salvaguardar os interesses dos cidadãos no que
concerne aos direitos humanos. Neste século XXI,
não se aceita que o conceito de sociedade, e até
mesmo de comunidade, seja posto em causa sem que
sejam assumidas responsabilidades nas limitações
à prestação de cuidados de saúde e serviços de
primeira necessidade às populações. A democracia
não pode perder credibilidade, deve fazer chegar aos
seus destinatários o tudo já exposto em epígrafe,
sem atentados cruéis e autoritários de personagens e
incompetentes capacitados com mandatos. Para isso,
o povo tem de saber em quem vota. Diz o povo e já
diziam os meus pais também: “O que há-de dar quem
nada tem?”
Viva a liberdade!
Um abraço amigo