Arquivo mensal: Março 2014

EDITORIAL Nº 635 DE 15-03-2014

SR

Caro leitor
Senti na manifestação de 6 de Março que Portugal ainda não entregou a toalha a estas políticas que afectam o dia-a-dia de todos. O povo não baixa os braços.
Somos ensinados a ser patriotas e a defender o Estado, alguns até por profissão, mas somos sobretudo ensinados a garantir estabilidade pessoal e familiar. Agora a meio da vida perdemos direitos e estabilidade. É injusto. O Estado faltou ao prometido.
Temos de nos lembrar sempre dos milhões sem ordenado mínimo para comer, desempregados que não puderam estar lá naquele dia e só estiveram em alma, pois os meios financeiros já não chegam para os bens essenciais e muito menos para despesas de energia.
Portugal está melhor ou pior? Eis a questão que colocamos desde o início. Visto de fora, seja para o mundo, está melhor, a passos largos. O governo concorda, mal feito fora. E para nós portugueses que trabalhamos dia a dia? Não é este o ponto fulcral? Depois de ouvir o povo damos conta do pior. Não vale a pena vir o governo dizer que há sinais de melhoria, que fez um grande trabalho e que é à conta das suas políticas que vemos a luz, quando na realidade foi o Zé que pagou e paga a crise com a dor que lhe foi imposta. Porque os mais ricos estão mais ricos, como mostram as estatísticas, o que mostra que as medidas governamentais premeiam sempre os mesmos, tanto de uma forma como de outra. Ou seja, se os ricos estão mais ricos e os pobres estão mais pobres, a desigualdade aumenta. Será mais difícil retomar a estabilidade. Nem a troika muda isto. Em Portugal todos os rios vão dar ao mar e o sentido do rio mostra para onde ele vai.
Agora, com mais umas eleições europeias, espera-se que não seja só para irem para a “montra”, mas sim, para defenderem os interesses de Portugal que é para isso que o povo os elege.
Por aqui, vão já discutindo a saída da troika, ou radical ou com programa cautelar. Com os políticos que temos tido à frente de Portugal, para não voltarmos a cair neste abismo irresponsável, talvez fosse mesmo melhor política, que a troika continuasse em Portugal. Porque ao fim de uma ferida cicatrizada voltar a sangrar, custa muito mais cicatrizar de novo. Tem de ser agora que aprendemos. No futuro, quando filhos e netos perguntarem aos governantes porque é que Portugal atravessou estas dificuldades eles provavelmente apontarão dedos. Como sempre fizeram connosco. Esperemos que a seguir expliquem que saímos desta inteiros, com graça e com estabilidade de vida, para nós e nossos vindouros.
Um abraço amigo[/s2If]

SQUASH

Realizou-se nos dias 1 e 2 de Março de 2014 o Torneio de Carnaval 2014,  3ª Prova do Circuito Let&Stroke 2013/2014 prova organizada pelo Let&Stroke – Secção de Squash da Casa do Povo de Mangualde, e que contou com a presença de 26 atletas oriundos de Mangualde / Viseu / Sernancelhe / Anadia / Tondela / Nelas / Porto / Santa Comba Dão / Penalva do Castelo / Lisboa.
Tornar-se assinante para continuar a ler…