Arquivo diário: 1 de Outubro de 2014

EDITORIAL – 647 de 1/10/2014

SR

Caro leitor,
Indústria e mais indústria. Foi assim nas últimas décadas, mas não poderá continuar a sê-lo. Já não satisfaz as nossas necessidades que agora são outras e mais maduras. A única indústria que poderá ainda subsistir é a indústria do stress.
Tivemos indústria para as casas, o betão, as pontes, as autoestradas e as demais edificações. Furou-se o país de uma ponta à outra. Indústria da corrupção, dos interesses desmedidos, da traição e da vadiagem. A indústria da despesa e dos amigos de Peniche. Uma loucura sem travão.
E na mesma nota, os políticos destas últimas décadas muito que também contribuiram para a desertificação no interior do país. É urgente a reforma agrária para evitar a desertificação do interior. Precisa-se de uma mão de ferro na reforma agrária. Deixar de ter uma indústria de silvas, tojo, giestas e terrenos desbravados pelos fogos. Aproveitar os fundos da comunidade europeia para pagar aos donos das terras e fazer o emparcelamento. Deixar de ter um país retalhado. Quem não quiser comprar, vende. O preço é igual para todos. Quem não quer comprar nem vender, junta todos os seus terrenos num espaço só. Só com grandes áreas é que se pode ser produtivo. Ainda temos os mesmos marcos como antes da vinda dos tratores e máquinas industriais. Assim não é possível ser competitivo. Entramos nos grandes mercados e, com alguma atenção, vemos a maior parte dos bens alimentares a virem do estrangeiro. Esta indústria está abandonada pelos nossos governantes que só tapam o sol com a peneira. O nosso país definha e ficamos cada vez mais longe dos nossos concorrentes comerciais. Inerente a tudo isto, por exemplo, uma matéria divulgada recentemente pela autoridade nacional da segurança rodoviária que refere que Portugal é dos países europeus com maior taxa de mortalidade envolvendo tratores agrícolas. Um dos fatores é precisamente a condição dos terrenos, logo, se o Estado proceder ao emparcelamento até este problema será ultrapassado e teremos agricultores com mais vida.
A nossa vizinha Espanha dá subsídios à produção. Aqui brincamos ao território, ou seja, na manta retalhada. Se alguma coisa dão, vêm buscar novamente pela porta das finanças. Mas não se pode fugir do nosso país. Temos que votar com os pés, porque se abandonarmos o país, fica a indústria das novas infraestruturas ás moscas e mais custos virão. Milhões novos foram para fora do país em resposta a coisas tão velhas quanto estas políticas. Vamos andar atentos.
Como líderes podem e devem escolher os melhores, como cabeças pensantes. Não fizeram mais do que esbanjar o dinheiro que veio de fora, mas que todos nós agora pagamos. A maior parte desse dinheiro foi para despesas que apelidaram de investimentos, buracos sem fundo que não só não tinham retorno como implicavam uma despesa acrescida futura em manutenção, espaço e tempo perdido. E o país? Que fizeram por ele? Nada! Sustentabilidade no longo-prazo nunca foi política e consequentemente vivemos na austeridade no curto-prazo…

Um abraço amigo,

ULURU ou AYERS ROCK

juiz
Das várias viagens que fiz pelo Mundo, uma das que mais me impressionou foi a que realizei à Austrália.
Para quem a considera como uma ilha, é a maior do Mundo. Como país, é o sexto em extensão. Apesar da imensidão do seu território, é um dos países mais urbanizados do Planeta, com 2/3 da população a viver nas oito maiores cidades, todas elas, exceto uma – a capital federal, Camberra – situadas no litoral.
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MIGUEL DUARTE COLOCA O CLUBE AZURIBIKE NO PÓDIO DA TAÇA DE PORTUGAL

Miguel Duarte, atleta do Clube Azuribike Mangualde Team, alcançou no passado dia 14 de Setembro o Pódio na 5ª etapa da Taça de Portugal de XCO em Oliveira de Azeméis, numa corrida categoria C1 – Internacional. Competindo no escalão de Juniores pelo primeiro ano, desde o início demonstrou que este era um objetivo a atingir. As condições de chuva que se fizeram sentiram, provocaram alguns percalços no decorrer da prova, nomeadamente, uma queda e uma corrente de transmissão partida, mas, o ânimo e a vontade de ganhar permaneceram até ao fim. Mais um excelente resultado para este jovem atleta que coloca assim o Clube Azuribike num novo patamar em provas de competição da Federação Portuguesa de Ciclismo.

“Homenagens às vítimas de Alcafache”

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“Homenagens às vítimas de Alcafache” é a cerimónia que assinala o acidente de 11 de setembro e mais uma vez teve lugar, este ano, no dia 14 de setembro. Este momento de homenagem decorreu entre as 10h30 e as 12h30 na EN 234 Mangualde-Nelas ao Km 94,850 – local do acidente ferroviário. A organização, mais uma vez, foi da COMAFA – Comissão Organizadora Movimento Acidente Ferroviário de Alcafache.
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