Arquivo mensal: Julho 2015

ESPECIAL FREGUESIA DE ESPINHO

667

SR

À Freguesia de Espinho

Caros Leitores,

Depois de ter ouvido vários intervenientes, para focar Espinho numa edição especial, chegou o momento desta publicação fazer face ao prometido, com a voz de todos os que foram contatados. Com várias dificuldades, trabalhamos incansavelmente com o intuito de publicar esta edição até à meta final de 2014, junto do Presidente da Junta de Freguesia António Monteiro. Infelizmente, não foi possível àquela data, mas com muito gosto oferecemos agora esta edição especial que resultou desse trabalho.
Dadas as dificuldades na continuação do trabalho, Renascimento colocou um aviso nas edições de 1 de maio e 15 de junho, para que, quem quisesse e estivesse interessado, se dirigisse à redação deste jornal para contribuir presencialmente e assim colaborar com este jornal na história da sua freguesia.
Quero agradecer aqui a todas as pessoas que o fizeram, pelo seu contributo e por partilhar um pouco da sua freguesia. Quero também agradecer a forma com que nos receberam e o carinho com que trataram o jornal. Obrigado.
Naturalmente, gostaria também de agradecer ao Presidente da Junta de Freguesia António Monteiro, nomeadamente o contato que teve com as pessoas da freguesia. Sem ele este trabalho não teria sido possível. Obrigado.
Espero e desejo que todas as preocupações e ideias aqui partilhadas, sejam tidas em consideração em prol da Freguesia e do bem comum.

Um abraço e, de novo, muito obrigado.

 

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EDITORIAL Nº 667 – 1/8/2015

SR

Caro leitor,

O Presidente da República falou ao país para transmitir a data das próximas eleições legislativas, que se irão realizar a 4 de outubro deste ano. Expressou, nesta ocasião, a sua preocupação face à possibilidade de um partido não obter a maioria absoluta, afirmando ainda que não permitirá a posse de um governo sem que a maioria parlamentar esteja assegurada. Ora, teremos inevitavelmente de concordar. Com a instabilidade económica, tolerou-se a instabilidade política. Por ela decorreram vários episódios, de nome Passos, Gaspar, Portas e afins. Não tivesse sido instaurada a urgência de resposta à crise económica europeia e nacional, a falta de maioria política teria conduzido a mais episódios políticos do contra, como parte de autênticas campanhas durante o mandato vigente. Como no passado. Não se querendo brincar aos governos, permita-se agora a posse em maioria. Quem quer governar, que assegure um governo.
Portugal não poderá agora tolerar de maneira alguma a instabilidade política que nos caracterizou na história. Os sacrifícios que nos foram impostos, não poderão agora perder valor no meio de discursos prometedores. A seriedade política terá de estar na boca dos candidatos e a sustentabilidade financeira das promessas terá de ser um factor de decisão. Votar é um dever cívico e é este exercício que nos dá responsabilidade partilhada pelo estado, e também ao que o estado chega. A abstenção é assiduamente a candidata com mais votos. Chega a ser um desrespeito face à democracia. Igual número de votos em branco seria uma posição muito mais vincada se e quando há descontentamento por parte do eleitorado. Não escreva no boletim estragando o seu voto, mas sim vote em branco. 50% de votos em branco seriam o maior altifalante de qualquer manifestação realizada até à data. Teria de ter implicações na tomada de decisão. Vamos todos votar com dignidade para um dia não termos de nos lamentar que a democracia está na mão de poucos. Sejamos participativos no futuro do país e das nossas comunidades. Demos valor à democracia que tanto tem sido abalada.

Aproveito esta oportunidade para desejar a todos os leitores, colaboradores, assinantes e anunciantes umas boas férias e bom trabalho aos que não as terão.
Voltamos no dia 1 de setembro.

Abraço amigo,

Salvar os Bancos

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(Este texto pretende ser uma explicação simples de um problema complexo e não um manual de finanças)

De certeza que o meu caro leitor já ouviu dizer que os empréstimos que estão a ser negociados para a Grécia se destinam, em grande parte, a “salvar os bancos”. Também se disse o mesmo em Portugal aquando da nossa última bancarrota, em Abril de 2011, a propósito da utilização de uma parte substancial do financiamento de 78 mil milhões que então nos foi concedido.
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ALGUNS DADOS ATUAIS DO EMPREGO EM PORTUGAL

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Os números que têm sido referidos pelo Governo correspondem aos da criação líquida de emprego, no período de Janeiro de 2013 a Abril de 2015, e que é correspondente ao crescimento de 175 mil pessoas na população empregada. Segundo as estatísticas publicadas pelo INE, dados ajustados de sazonalidade, em Janeiro de 2013 estavam empregados 4,291 milhões de portugueses. Em Abril de 2015 estavam empregados 4,467 milhões de portugueses.
O mês de Abril de 2015 corresponde aos últimos dados estatísticos publicados pelo INE, com um caracter definitivo, e não susceptíveis de serem alterados por revisões posteriores. Os dados de Maio, ainda podem ser revistos, pelo INE como tem vindo a acontecer.
O Período de Janeiro de 2013 a Abril de 2015 corresponde ao período em que Portugal iniciou um caminho de geração de emprego, depois de um longo período de recessão económica, e após terem sido restaurados equilíbrios indispensáveis nas contas e finanças públicas e no relacionamento externo.
Este Governo encontrou um País a definhar, à beira do colapso, que entre Junho de 2008 e Junho de 2011 – um período negro para os portugueses – viu destruídos por acção do Governo socialista, 250,5 mil postos de trabalho. Foi quando a população empregada diminuiu entre 6/2008 (4,954 milhões) e 6/2001 (4,703 milhões).
O estado em que deixaram Portugal não mudou de um dia para o outro. Ainda deixou as suas marcas no emprego e desemprego durante 2011 e 2012. Foi o tempo do programa de assistência económica e financeira a que a governação anterior conduziu o País.
A criação do emprego sustentável acontece nas empresas e entidades empregadoras e em Portugal e em Portugal foi o resultado das reformas concretizadas, da confiança restaurada e da persistência de empresários e dirigentes das instituições da economia social.
É significativo que hoje falamos e discute-se o nível de criação de emprego. Apesar do ainda preocupante nível de desemprego, que continua a ser a prioridade das prioridades da acção governativa, tem estado minimizada a situação de o desemprego estar hoje, praticamente, ao nível de 2011, quando este Governo iniciou funções encontraram um País que havia perdido 250,5 mil postos de trabalho nos últimos três anos do governo anterior. Nos últimos 27 meses da acção governativa deste Governo a criação líquida de emprego é de 175 mil postos de trabalho, correspondente ao aumento da população empregada. É uma situação incómoda para alguns interesses, mas que interessa aos portugueses, que anseiam que este caminho possa ser prosseguido, desejavelmente com maior intensidade.