Arquivo mensal: Janeiro 2016

 autarquia investe no trabalho de cooperação com as JUNTAS DE FREGUESIA

 

competencias juntas

CONTRATOS INTERADMINISTRATIVOS DE DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIAS E PROTOCOLOS

DE COLABORAÇÃO COM AS JUNTAS DE FREGUESIA DO CONCELHO PARA 2016 JÁ FORAM ASSINADOS

Como forma de continuar a promover a proximidade com as Juntas de Freguesia, a Câmara Municipal de Mangualde levou a cabo a assinatura dos contratos interadministrativos de delegação de competências e protocolos de colaboração com as juntas de freguesia do concelho para o ano de 2016. Na assinatura dos referidos contratos marcou presença o edil mangualdense, João Azevedo, e os vários Presidentes de Junta do concelho.

Os contratos assinados representam um valor de aproximadamente 850 mil euros em recursos financeiros, patrimoniais e humanos da autarquia que podem ser alocados às juntas de freguesia para o exercício das competências delegadas bem como para o exercício das próprias competências das juntas durante o corrente ano. Os documentos agora outorgados visam regular as relações jurídicas de coordenação colaboração entre a autarquia e as juntas de freguesia permitindo às entidades da administração pública uma maior flexibilidade e capacidade de adaptação aos novos desafios, exigências da gestão autárquica e fundamentalmente na concretização de serviços e ações de proximidade nos domínios dos interesses da populações e comunidades locais.

APRESENTAÇÃO DA OBRA «AS NOSSAS RAÍZES: O PASSADO E O PRESENTE» EM MANGUALDE

PRÓXIMO SÁBADO, 23 DE JANEIRO, 15H30, NA BIBLIOTECA MUNICIPAL

COM PRESENÇAS DO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL, JOÃO AZEVEDO,

E DA AUTORA DO LIVRO, A MANGUALDENSE CELESTE ALMEIDA

Mangualde acolhe, no próximo sábado, dia 23 de janeiro, a apresentação da obra «As nossas raízes: o passado e o presente» da autoria da mangualdense Celeste Almeida. O encontro terá lugar pelas 15h30, na Biblioteca Municipal Dr. Alexandre Alves, e contará com as presenças de João Azevedo, Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, e de Celeste Almeida, autora da obra que será apresentada.

Celeste Almeida nasceu em Canedo do Chão, uma pequena aldeia pertencente à freguesia de Mangualde, no distrito de Viseu. Reside, desde há largos anos, em Ribolhos, no concelho de Castro Daire, vila serrana pertencente ao mesmo distrito. Elegeu como profissão a docência, e cumpriu largos anos de ensino com amor e profissionalismo. Amante da sabedoria popular, e da cultura local, foi registando na memória e no coração, as várias formas de ser e estar das gentes rústicas das aldeias serranas que, na sua simplicidade, a acolheram e amaram como filha da terra. No momento, e para além da escrita, assume, desde 1997, a presidência da Associação, Rancho Flores da Aldeia de Mosteirô, grupo que tem representado o Montemuro e as suas gentes por todo o país, e que inclui também um grupo de teatro. Colabora na Rádio Limite de Castro Daire, com programas de criação própria, meio, através do qual, vem conquistando um auditório cada vez mais vasto. É redatora do quinzenário Diário Notícias de Castro Daire. Tem atividades com crianças da creche e dos primeiros anos do ensino básico no período pós-escolar, como um prolongamento no apoio aos pais e familiares que estão a trabalhar. Entre outras atividades de maior ou menor envergadura.

A OBRA «AS NOSSAS RAÍZES: O PASSADO E O PRESENTE»

«As Nossas Raízes, o Passado e o Presente» é a sua primeira publicação, em livro, embora, tenha já participado em algumas antologias. Celeste Almeida abraçou com “a doçura do seu gesto e com a naturalidade da sua palavra”, as aldeias montemuranas, durante os anos que por ali lecionou, ensinando e aprendendo com a simplicidade e originalidade rústica de pessoas a quem muito carinhosamente chama de “MEU POVO. Foi, porém, nos últimos dois anos, que mais se dedicou a pesquisar e a aprofundar os seus conhecimentos sobre as reais vivências destas gentes, estudando e comparando o pensamento ancestral com as múltiplas formas de pensar e encarar a atualidade. E fê-lo, talvez, melhor que os próprios antropólogos. Daí o título tão sugestivo deste livro «As Nossas Raízes, O Passado e o Presente».

É um livro apaixonante, pleno de conteúdos, onde a autora registou memórias, encontros e desencontros, paixões múltiplas… “Livro de amores dispersos… Pela serra e pelo vale…” (como diz o prefácio), onde Celeste Almeida agradece pelo aprendizado adquirido e partilhado, onde a saudade aperta e as lágrimas se juntam ao caudal do rio Paiva, tão límpidas e puras como as águas que por ele escorrem. “É a fome e a fartura das terras e das águas. A palavra e o gesto de quem ama e de quem sofre.

A festa dos sentidos… Cores e sabores, aromas, ruídos e silêncios… Musicalidade… O toque rugoso de tantos rostos. A finura aveludada de tantas almas… Canções ao vento e gritos abafados na revolta dos dias…” em suma… “A dignidade de um povo na afirmação da sua identidade…” descritos no prefácio por Aurora Simões de Matos… É um livro de contrastes, sem deixar de ser, também, pura poesia.

“A CIRCUNSTÂNCIA DA ESCRITA NA IDADE MÉDIA”

EM EXPOSIÇÃO EM MANGUALDE

29 DE JANEIRO A 5 DE FEVEREIRO

Inauguração: 29 de janeiro, 21h00

De 29 de janeiro a 5 de fevereiro, Mangualde acolhe, no Átrio da Biblioteca Municipal Dr. Alexandre Alves, a exposição “A circunstância da Escrita na Idade Média”. A cerimónia de inauguração está marcada para dia 29 de janeiro, às 21h00, à qual se seguirá a conferência “O misticismo da cópia dos livros na Idade Média”, proferida por Maria José Azevedo, Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

No momento de inauguração haverá a presença de especialistas a desenhar letras e capitulares medievais e a executar os materiais de escrita de então. O momento terá ambiência medieval pela música de saltério. É de salientar que a iniciativa tem como pano de fundo a presença no território do Real Mosteiro de Maceira Dão, de edificação inicial no século XII e continuada no século XVIII.

A exposição, organizada pela Câmara Municipal de Mangualde e pelo Agrupamento de Escolas de Mangualde (Prof. João Carlos Alves), conta com a parceria da Santa Casa da Misericórdia de Coimbra e da Moleiro Editores e com a colaboração de Clara Gomes, músico, de Teresa Gama, Tesouro da Sé de Viseu, de Maria José Azevedo, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e de Paulo Reis.

A exposição, de entrada livre, pode ser visitada no horário da Biblioteca. Para assistir à conferência é necessário confirmar a presença através do telefone 232 613 980. Entrada gratuita mas de inscrição obrigatória.

CIDEM DISPONIBILIZA PLATAFORMA INFORMÁTICA (E-PIN) ÀS EMPRESAS

SESSÃO DE APRESENTAÇÃO DECORREU NO CENTRO DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO EMPRESARIAL DE MANGUALDE

JOÃO AZEVEDO SUBLINHOU QUE «O SUCESSO E A UTILIDADE DESTE NOVO SERVIÇO

DEPENDE DA PARTICIPAÇÃO DAS EMPRESAS (…) ESTANDO A EQUIPA CIDEM À SUA INTEIRA DISPOSIÇÃO».

Decorreu a semana passada uma sessão de apresentação no CIDEM – Centro de Inovação e Desenvolvimento Empresarial de Mangualde. A sessão, que contou com a presença de um conjunto de empresas do concelho, visou sobretudo apresentar e fomentar o contato com a plataforma informática (e-pin), que será disponibilizada pelo CIDEM às empresas, na troca de informações com interesse para os respetivos setores de atividade e realização de negócios. A sessão contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, João Azevedo, que sublinhou que «o sucesso e a utilidade deste novo serviço depende da participação das empresas, através da solicitação dos nossos serviços, estando a equipa CIDEM à sua inteira disposição».

Esta plataforma (e-pin) disponibiliza vários serviços: informação para a gestão, apoio a novos negócios e à criação de empresas, consultoria e formação, acesso a bolsa de projetos, estudos e pareceres, gestão de projetos e organização de eventos. Para aceder à mesma basta manifestar interesse junto do CIDEM, estabelecer o respetivo protocolo de adesão e depois credenciar o acesso.

Foi também apresentado o plano de atividades do CIDEM para 2016, que brevemente será comunicado a todas as empresas do concelho.

EDITORIAL Nº 677 – 15/1/2016

SR

Caro leitor,

Celebra-se em 2016 o ano da Misericórdia. Sendo esta uma palavra chave, poucas pessoas param para pensar no seu significado. Ora seguem algumas palavras em jeito de definição: “compaixão, piedade, perdão”. É o ato de conseguirmos ver e sentir a dor alheia e, quando o fazemos, também a capacidade de perdoar nos vem naturalmente. É um sentimento contrário a julgamentos, distanciamentos, rejeições e indiferenças. É, portanto, um sentimento inclusivo e solidário, como poucos se caraterizam.
O homem não se define em si, mas pelo conjunto das suas influências noutros, sempre positivas e negativas. Nisto, podemos ser alvo de introspeção e realmente divagar acerca da nossa influência positiva e o papel da misericórdia no apoio a terceiros. A oração é uma das formas. A conversa com Deus a respeito daquilo que pensamos, que sentimos, que fazemos revela muito de nós mesmos no processo. Revela também a nós, quem somos.
Com esta idade, cinquenta anos após a minha infância, recordo com saudade os tempos em que era miúdo, só um miúdo, cujas preocupações eram efémeras e vivia sabendo perfeitamente quem era. Fica a saudade dessa vida longínqua. Mas mudam-se os tempos e mudam-se as vontades. Na altura, rezava-se à noite em família, sempre ao fim da ceia, e agradecíamos a Deus os frutos do dia de trabalho. Valorizava-mos todas as posses e produtos que vinham do nosso trabalho.
Os meus Pais exigiam que, ao escurecer, os cinco filhos estivessem em casa. Vi algumas vezes os meus irmãos mais velhos a serem castigados porque gostavam de ficar no largo da santinha, à conversa com pessoas de mais idade. Ouviam-se anedotas e contavam-se histórias. Eram as melhores noites, diziam.
Ao mesmo tempo, o meu pai rezava na cama. Lembro-me até hoje de uma das orações: “- Além vai Jesus. – Que lhe quereis vós. – Quero ir com ele, que me leva à cruz. Seus braços abertos, seus pés encravados, remando o seu sangue por nossos pecados. Pai nosso e Ave Maria”.
As memórias são as coisas mais preciosas que temos e em desabafo ganham de novo vida. Com a correria da vida, com o trabalho, a escola, os deveres, a cama e o televisor, esquecemo-nos amiúde que o que deixaremos de mais importante serão as obras e o bem que deixarmos neste mundo. É isto que perdurará nos tempos e nos nossos. O resto, do pó ao pó voltará.

Um abraço amigo,

TEMPO SECO

663

A gente que somos,
o país que temos (I)
Dantes, era a luta tenaz a troco do nada, que a repetição do ciclo anual, implacavelmente, impunha aos nossos antecessores e suavizada apenas, pelo retorno estival dos seus parentes urbanos, que nas suas loucuras de veraneio queriam comprar tudo: moinhos, palheiras galinheiros, etc., que confundiam com casas. Mas, tão “tesos”, ou mais, que os seus anfitriões, acabavam por nunca comprar nada.
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