Arquivo mensal: Abril 2016

BARRAGEM DE GIRABOLHOS CANCELADA

Não execução do Aproveitamento

Hidroeléctrico de Girabolhos

 

Na sequência da decisão hoje anunciada pelo Governo relativamente à não execução do Aproveitamento Hidroeléctrico de Girabolhos, cujo contrato de concessão foi assinado entre o Estado Português e a “HidroMondego – Hidroeléctrica do Mondego Lda.”, de que é proprietária o Grupo Espanhol Endesa, e que visava a construção da Barragem de Girabolhos e da Bogueira no Rio Mondego, os Presidentes das Câmaras Municipais de Gouveia, Mangualde, Nelas e Seia vêm pela presente referir o seguinte:

 

Lamentar essa decisão do Governo Português e do Grupo Endesa, sobre a qual os municípios expressaram a sua oposição, em reunião mantida hoje (18 de Abril) com os promotores e o Sr. Ministro e Secretário de Estado do Ambiente.

 

Estranha-se que ao longo do processo de reavaliação do Plano Nacional de Barragens, não tenha sido dada qualquer explicação aos municípios.

 

Que seja garantido às populações que, no que respeita às expropriações por utilidade pública já efetuadas, bem como pelos trabalhos preparatórios de construção da Barragem em curso, não haverá qualquer prejuízo nem para os proprietários em causa, nem para as comunidades que não deixarão, com qualidade, de utilizar os acessos já concretizados;

 

Exigir ao Governo e ao Grupo Endesa um conjunto de medidas de compensação para as comunidades atingidas com esta decisão, uma vez que durante décadas foram criadas altas expectativas sobre o projeto e constrangimentos inerentes a uma obra desta natureza e dimensão;

 

Nesse sentido, efetuaram já, os Presidentes das Câmaras Municipais acima referidos os contactos com os responsáveis governamentais do Ministério do Ambiente e da empresa Endesa, no sentido de, a muito curto prazo, verem concretizados nos seus territórios, junto das suas comunidades, as referidas medidas de compensação e de minimização dos impactos económicos e sociais negativos desta decisão que acaba de ser anunciada.

 

As Câmaras Municipais de Gouveia, Mangualde, Nelas e Seia.

 

já arrancou a obra que vai fazer nascer a queijaria vale da estrela em mangualde

 

 

Arranque obra queijaria (2)

PRIMEIRA QUEIJARIA TRADICIONAL DE MANGUALDE

DEVERÁ COMEÇAR A LABORAR EM FINAIS DE SETEMBRO DE 2016

 

Na passada sexta-feira, dia 15 de abril, foi celebrado o auto de consignação que simbolizou oficialmente o arranque dos trabalhos da Queijaria Vale da Estrela. Trata-se de um investimento de cerca de 1.200.000€ do empresário e antigo ministro, o mangualdense Jorge Coelho. O momento contou com a presença de Jorge Coelho e do Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, João Azevedo.

A intervenção, da responsabilidade da Empresa MAP Engenharia, Lda., tem a duração prevista de cinco meses e a entrada em funcionamento da queijaria deverá acontecer em finais de setembro do corrente ano. Nessa altura iniciará a receção de Leite e respetiva produção de Queijo Serra da Estrela DOP (Denominação de Origem Protegida) certificado e de Requeijão Serra da Estrela DOP.

A obra é financiada pela Caixa Económica Montepio Geral e tem como parceiro estratégico, relativamente a produção e recolha de Leite de Ovelha Bordaleira Serra da Estrela, a COAPE – Cooperativa Agro-Pecuária dos Agricultores de Mangualde.

 

FABRICO DO QUEIJO VISÍVEL DO EXTERIOR, POR FORMA A

PROMOVER AS VISITAS POR PARTE DE ESCOLAS E ATRAIR O TURISMO

Esta será a primeira queijaria tradicional do concelho de Mangualde. A nova unidade terá a designação de Queijaria Vale da Estrela e, numa primeira fase, vai criar 20 postos de trabalho sendo uma alavanca para a economia local. Com cerca de 950 metros quadrados, este novo espaço vai servir para produzir regularmente Queijo Serra da Estrela DOP certificado. O modelo da unidade vai incluir uma mezzanine, que permite que seja visível do exterior o fabrico do queijo, por forma a promover as visitas por parte de escolas e atrair o turismo.

GNR

 

DCIM101MEDIA

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Viseu – 19 detidos em operação de Combate ao tráfico de armas de fogo

Militares do Comando Territorial de Viseu detiveram, ontem, dia 17 de abril, nos distritos de Viseu e Guarda, 19 suspeitos de tráfico e mediação de armas, dando cumprimento a 33 mandados de busca e cinco mandados de detenção.

No decorrer da operação foi apreendido o seguinte material:

  • 51 armas de fogo;
  • 1625 munições de diversos calibres;
  • Três silenciadores;
  • Cinco cartucheiras;
  • 28 detonadores;
  • Uma mira telescópica;
  • 56 doses de heroína;
  • Diverso material para transformação e modificação de armas;
  • Cerca de 1800 peças de vestuário presumivelmente contrafeitas;
  • Seis telemóveis;
  • Um cofre;
  • 65 € (em numerário).

Entre os detidos estão 18 homens e uma mulher, com idades compreendidas entre os 21 e os 65 anos, que serão presentes a tribunal amanhã, dia 19 de abril.

Esta operação, envolveu militares dos Comandos Territoriais de Viseu, Guarda, Coimbra, da Unidade de Intervenção, num total de 220 militares, contando ainda com o apoio da Polícia de Segurança Pública (PSP).

O material apreendido está exposto para recolha de imagem, nas instalações do Comando Territorial de Viseu (EN16 Ribeira de Mide – Abraveses).

Para mais informações contactar o Comandante do Destacamento Territorial de Mangualde, Capitão José Lopes – 961 195 246.

Ministro do Trabalho, DA Solidariedade e DA Segurança Social Visitou Mangualde

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A CONVITE DA CÂMARA MUNICIPAL DE MANGUALDE REUNIU COM RESPONSÁVEIS DAS IPSS’S DO CONCELHO E FICOU A PAR DAS PREOCUPAÇÕES DOS DIRIGENTES LOCAIS

O Ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, José Vieira da Silva, visitou Mangualde no passado sábado, dia 16 de abril. Acompanhado de João Azevedo, Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, o Ministro visitou o Lar Padre António Pinto Lobinho, no Complexo Paroquial, onde ficou a conhecer algumas valências e serviços desta instituição. A convite da Câmara Municipal de Mangualde, Vieira da Silva reuniu, posteriormente, com os responsáveis das IPSS do concelho, onde ficou a par de algumas das preocupações dos dirigentes locais. O Ministro visitou ainda algumas das valências da Santa Casa da Misericórdia de Mangualde, nomeadamente o Lar Nossa Senhora do Amparo e o Lar Morgado do Cruzeiro.

(…) «FICAMOS ESCLARECIDOS SOBRE A VISÃO DESTE GOVERNO RELATIVAMENTE AOS INVESTIMENTOS E ÀS POLÍTICAS SOCIAIS». (…) «A REDE SOCIAL DE MANGUALDE QUE É, SEM DÚVIDA, UMA REDE SOCIAL COMPETENTE E SOLIDÁRIA» – JOÃO AZEVEDO

João Azevedo sublinhou que «foi uma honra receber o Senhor Ministro Vieira da Silva no nosso concelho e ficamos esclarecidos sobre a visão deste governo relativamente aos investimentos e às políticas sociais». Valorizou e felicitou «a Rede Social de Mangualde que é, sem dúvida, uma Rede Social competente e solidária, sempre com uma postura e atuação elevada e competente. Nas reuniões que tivemos essa postura ficou clara e não podia deixar de enaltecer o papel dos agentes que compõem esta Rede.»

Vieira da Silva encerrou a visita ao concelho de Mangualde com um jantar/conferência, promovido pela Santa Casa da Misericórdia de Mangualde, no âmbito do seu 403º aniversário.

EDITORIAL Nº 683 – 15/04/2016

SR

Caro leitor,

Múltiplas situações marcam a nossa vida ao longo desta caminhada terrena.
Situações ou acontecimentos que nos acompanham e que a nossa memória jamais apagará, que se prendem na sua essência com memórias carinhosas, até das primeiras bofetadas, o primeiro dia de escola, as reguadas da professora, a primeira namorada, o primeiro trabalho, o amor, o casamento, o nascimento dos filhos, a morte de um familiar, a escolha profissional, etc.
Uma grande parte destas situações ocorre em fase de crescimento. Mais flagrantemente, a escolha profissional acontece numa época em que o adolescente ainda anda à procura de si próprio.
No 10º ano, o aluno vê-se confrontado com uma escolha, um caminho que será deveras importante para o seu futuro. Aqui conta o seio familiar com o seu apoio, contam os seus educandos, mas no final, só a cada um cabe e cada um conhece a sua vocação. Manifestamente que lhe cabe a ele o verdadeiro papel e protagonismo deste processo. A opção deve ser totalmente respeitada por quem o rodeia, embora se saiba que a adolescência é uma fase difícil com falta de experiência e uma certa crise de personalidade.
Impõe-se pois, que o adolescente faça um exame de consciência profundo, analise bem as suas capacidades e as suas limitações, e assim poder escolher livremente. Em tempos longínquos era fácil um homem fazer outro homem e nascia-se capacitado, engenheiro, economista, doutor, professor, carpinteiro, resineiro, agricultor, etc.
Atualmente não é assim tão fácil e é necessário ter os pés bem assentes na terra para poder vencer neste mundo de vastas e difíceis oportunidades. Assim, é necessário ter consciência da escolha que melhor se coaduna com a sua personalidade, interesse e capacidades para, no futuro, não ter de se queixar da sua sorte.

Um abraço amigo,

A AMELP em ação

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No passado dia 2 de abril, sábado, a AMELP- Associação dos Emigrantes Lesados Portugueses foi oficialmente apresentada na sala de festas da Câmara Municipal de Gentilly.
Nesta reunião estiveram presentes os principais membros da associação, o Presidente Sr. Luís Marques que se deslocou de Portugal, onde reside, a vice presidente Helena Batista, residente em Paris. Estiveram também presentes os advogados que se deslocaram a Paris, mais uma vez, Nuno da Silva Vieira do Gabinete Vieira & Associados, Advogados Maria do Carmo Pereira e António Pereira de Almeida do Gabinete Pereira de Almeida & Associados. Por motivos de saúde o advogado Miguel Reis do Gabinete M.R.A. chegou quase no final da reunião.
O Sr. Conselheiro da Câmara de Paris, Hermano Sanches Ruivo, fez questão de estar presente mais uma vez como apoiante desta incessante luta dos lesados do BES/Novo Banco.
Nesta reunião onde estiveram presentes mais de 300 emigrantes lesados e onde frase de ordem foi “nunca desistir” ficaram agendadas novas reuniões e marcadas as datas para as duas próximas manifestações. A 1ª já para o dia 14 de maio e, a 2ª para o dia 10 de junho, data importante para todos os portugueses, mesmo os emigrados e em que o Presidente da República se desloca a Paris para comemorar o Dia de Portugal.
Como reuniões agendadas  e neste momento já realizadas foram:
No dia 9 de abril, sábado, em Paris, reunião com o Sr. Paulo Pisco e o coordenador da secção do PS, Sr. Aurélio Pinto, onde foi feito o ponto de situação de todo o processo.
No dia 11 de abril, segunda-feira, em Lisboa reunião com a CMVM e o grupo parlamentar do BE.
No dia 14, quinta-feira, também em Lisboa, reunião com a Presidência da República e o grupo parlamentar do Partido Socialista.
Segundo a Vice-presidente da AMELP, Helena Batista, “Congratulamo-nos com a abertura da parte das várias entidades para negociações, mas aguardamos dados concretos”. Insistiu ainda que os emigrantes não têm nada a negociar com o BES uma vez que as suas contas estão no Novo Banco. A mesma afirmou ainda, “estamos abertos a negociações por parte do Governo e fazemos um apelo ao Governo, ao senhor Presidente da República e ao Banco de Portugal para que revejam a nossa situação”, já que este caso é “muito político”.
A imprensa, até há bem pouco tempo, ignorou a luta dos emigrantes falando apenas nos lesados do Papel Comercial mas hoje o silêncio acabou. Todos somos portugueses, todos fomos lesados, por isso, queremos o mesmo tratamento: A devolução daquilo que nos pertence! O slogan de todos os que estão em stand-by já há dois anos, neste processo politico-financeiro, continua a ser : “ Desistir nunca! “
A AMELP apela a todos os lesados para se inscreverem na associação porque “juntos venceremos”!
Durante uma recente curta estadia em Portugal tive a oportunidade de ouvir de várias pessoas que os emigrantes foram gananciosos quando subscreveram os produtos que hoje estão em causa. A estas pessoas mal informadas aconselho que não falem sobre assuntos que não conhecem e que respeitem a dor daqueles que foram enganados. Hoje são uns, amanhã serão outros ! Tal como disse um dia Fernando Pessoa, “O povo nunca é humanitário. O que há de mais fundamental na criatura do povo é a atenção estreita aos seus interesses e a exclusão cuidadosa praticada sempre que possível dos interesses alheios”! Depois de tantos anos ainda assim continua a ser!

RECORDAÇÕES

janeiras

ISABEL DE CASTRO
1931-2005
Isabel Maria de Castos Osório de Castro e Oliveira, de seu nome completo, nasceu, em Lisboa, no dia 1 de Agosto de 1931 e faleceu em Borba no dia 23 de Novembro de 2005, vítima de doença prolongada. Deixou-nos aos 74 anos e para trás ficou uma carreira feita de muito e bom trabalho, no entanto teve um inicio de trabalho precoce. Aos 7 anos escrevia ficção e aos 9 anos escrevia poesia. Aos 16 anos escreveu uma novela “Antes da Vida Começar» que foi publicada em 1951. Com apenas 14 anos entrou no filme “Ladrão Precisa-se” e representou 3 peças no Teatro Estúdio do Salitre. Depois foi conhecida no teatro e no cinema rodando 69 filmes.
Trabalhou nas maiores companhias do Teatro Português. E embora já muito debilitada conseguiu reunir forças Para rodar o que seria o seu último trabalho no filme “A Casa Encantada” que não chegou a estrear nos cinemas em Portugal. Do palco despediu-se em 2002 no Teatro Nacional de São João do Porto onde protagonizou a celebre tragédia “A Castro”.
Poucos actores tiveram o privilégio de trabalhar com tantos encenadores diferentes e de representar tantas peças de teatro passando pelos palcos do Teatro Avenida, Trindade, Experimental do Porto, Monumental, Cascais, Cornucópia, Teatro Aberto, Casa da Comédia e São Luis Cine. Por opção fez pouca televisão, no entanto nos anos 80 entrou nas series “Duarte & Cª “ e “Alves dos Reis” e nas novelas “A Grande Aposta” e “Anjo
Selvagem. Fez uma digressão a África, Angola e Moçambique. A sua beleza e o valor representativo invulgar chamou a atenção de produtores espanhóis que a chamaram ao país vizinho para rodar vários filmes, tais como, “Barrio” (1947), “El Gordo Que Viu Uma Estrela” (1955).
Em Portugal entrou em obras importantes como “Brandos Costumes” (1975), “Francisca” (1981), “Um Adeus a Portugal” (1986), “Chá Forte Com Limão” (1993) e muito especialmente no filme “o Destino Marca a Hora” ao lado de Tony de Matos e Anabela.
Chegou a recusar um convite para Hollywood numa altura que fazia cinema em Espanha.
Foi várias vezes premiada ao longo de uma carreira de 60 anos, sendo no ano de 2003 homenageada em Abrantes, um facto que passou despercebido no País mas apoiada pelos colegas e amigos.
Isabel de Castro também frequentou o Conservatório Nacional, uma escola na formação de grandes actores e actrizes, o que não acontece agora onde estes aparecem em telenovelas sem quaisquer preparação artística. É pena.

SANFONINAS

dr. jose

A tirania da Informática
O senhor pediu a palavra, levantou-se e declarou:
– Não dou parecer favorável, porque este relatório foi apreciado há um ano!
Estava a brincar, porque se tratava, naturalmente, de inofensiva gralha na data; contudo, era um documento oficial e havia mais adiante outros indícios de que se tivera, para poupar tempo, uma apressada atitude de «cópia e cola».
Dei comigo a pensar na tirania da Informática, que nos poupa, de facto, longas canseiras, mas nos causa, outras vezes, mui sérias dores de cabeça, mormente quando, perante um erro evidente, nos respondem:
– Foi o computador, não há nada a fazer!
No talão de multibanco daquela firma, há anos que a rua da sede vem indicada como sendo «de Mente Real» e é «de Monte Real»; mas… não há nada a fazer, «trata-se de um erro informático»!
Na escritura daquela clínica puseram-na como estando localizada num bairro e está bem no coração de um outro. E não há nada a fazer: «Trata-se de um erro informático»!
Na etiqueta de um produto sólido vem a informação de que pesa 300 ml. Chamei a atenção: mililitro é medida de capacidade! «Lamentamos, não se consegue corrigir, foi um erro informático!».
Noutra, vem escarrapachado que ‘contém 6 unidades’, mas… estão lá é 4! Temos pena, amigo, mas não pode ser corrigido: foi um erro informático!
A minha rua tem o código postal 662; a segunda transversal é a 663; a terceira, a 653; mas à primeira foi dado o código 560 e a do 561 está a… 1,7 km dela!… E a do 559 fica num bairro do outro lado da ribeira! Para lá se chegar, a pé, reza o Google maps que são precisos 25 minutos para percorrer esses 1,9 km! Chamei a atenção dos Correios. Lamentamos, senhor, foi um erro informático, não há nada a fazer!
Gramava mesmo que um «Senhor Computador» se enganasse – para mais! – no processamento dos nossos ordenados e depois alguém viesse proclamar alto e bom som: «Não há nada a fazer: trata-se de um erro informático!». Porque será que, num caso desses, o estapor do computador permitiria de imediato a correcção?!… Ná! Cá para mim, essa «do erro informático» é, amiúde, mais marosca do que realidade! Oh se é!..