Arquivo diário: 1 de Julho de 2016

EDITORIAL Nº 688 – 1/7/2016

SR
Caro leitor
É triste mas é verdade. Deixou de ser interessante ou até perigoso ser empresário neste país. Um país onde só há deveres e onde uns são obrigados a pagar o insucesso dos outros. Dizem as estatisticas que trabalham 5 para 3 não fazerem nada. Um país traçado pela corrupção, pelo compadrio e perseguição. É claro que vai de mal a pior. Neste meio não se pode ser um empresário de sucesso, sério e com as contas em dia. Neste meio deve estar insolvente “falido”. Não pagar nada, nem a ninguém e com esses as fiscalizações não se metem, porque nada pagam, e só há um culpado – o estado português – porque permite que os falidos existam. Recuperação de empresa…. Tretas. Enquanto existem prejudicam todos os outros. Deixamos de gostar do nosso meio pelo sucesso que não podemos ter, porque a “camisa lavada” desperta mentes perversas.
Cresci a ouvir dizer e para além de estar escrito que a fé, só que seja do tamanho de um grão de mostarda move montanhas. Agora, eu acrescento, há também, sem fé, quem tente rasgar essa mesma camisa lavada, que é outra montanha. Nesta pequena cidade não se pode viver com a perseguição de pessoas que nada fizeram na vida, mas estes estão sempre prontos para a crítica barata. Aprenderam sabe-se lá como, a pegar num papel e num lápis para passarem a vida a fazer mal aos outros. Tristes, como diz o ditado “os cães ladram e a caravana passa”. Melhor seria nunca terem vindo a este mundo, porque a missão de cada um é deixar o mundo melhor do que o encontramos. Viver e deixar viver em paz. Devia e deve ser este o lema. Mas muitos esquecem-se que este mundo é uma passagem e só ficam as boas obras ou as más, mas como das más não reza a história é bom que cada um faça uma reflexão e veja o homem que é ou não é.
Abraço amigo,

SANFONINAS

dr. jose
Fizeram da língua uma coisa estuporada!
Acabo de ler, de rompante, o livro «o eu desconhecido», de Carlos Carranca. 76 páginas, cada uma com 3 linhas apenas, em jeito de máxima que te obriga a reflectir. Ou seja, primeiro fazes como eu e lês tudo duma assentada, um terceto atrás do outro, sem parar. Chegas ao fim, anotas que leste e… ficas com a ideia clara de que, de facto, não leste. Porque ler implica assimilar, ver o que está por detrás da palavra. Por exemplo, uma das frases (o autor deve chamar-lhe ‘poema’ e poema será decerto), uma das frases reza assim:
Na tua morada
sabes quem lá mora
ou habitas sozinho?
Ora bolas! Eu tenho mesmo de parar. Que morada é essa? E quem é que está a teu lado? Sabes mesmo? Tens consciência disso?
Engraçado! Creio que vou parar um pouco todos os dias e agarro numa frase para meditação.
Mais engraçado ainda é que demorei menos tempo a ler o livro inteiro do que a saborear a redacção de português que fingidamente Teolinda Gersão fez para os netos, e que está acessível na Internet. Estavam atrapalhados os mocinhos – que iam chumbar a Língua Portuguesa porque também a professora já não conseguia entender-se com as regras:
«Por exemplo, o que acham de adjectivalização deverbal e deadjectival, pronomes com valor anafórico, catafórico ou deítico, classes e subclasses do modificador, signo linguístico, hiperonímia, hiponímia, holonímia, meronímia, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica, discurso e interdiscurso, texto, cotexto, intertexto, hipotexto, metatexto, prototexto, macroestruturas e microestruturas textuais, implicação e implicaturas conversacionais?».
Eu nunca fui bom a Filosofia. Sempre achei que Filosofia era uma disciplina que apenas nos ensinava a pensar e que, para isso, serviam as palavras. As do Carranca servem. Agora o que Teolinda Gersão nos conta, aparvalhada também ela, só podiam ter sido inventadas por «filósofos» despudorados, tolhidos em tenebrosa teia de mui estranhos conceitos.
E eu que ando sempre a falar em substantivo próprio e comum, concreto e abstracto, em adjectivo… Pelos vistos, um atrasado mental no que aos novos paradigmas diz respeito. E agora percebo porque se quer o Inglês! É que, ali, é tudo fácil e não há «polaridade negativa» nem «verbos epistémicos» nem nada que se lhes pareça!… É «down» para baixo e «up» para cima – e já está!

MOSTEIRO DE SANTA CRUZ DE COIMBRA

juiz
É sempre muito agradável poder recordar Coimbra. Esse prazer é por nós cultivado com muita frequência em reuniões organizadas pela Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra em Lisboa. Apraz-nos hoje fazer referência a uma importante escola claustral que funcionou no Mosteiro de Santa Cruz, o mais importante monumento da cidade, quer pelo seu valor artístico, quer pela sua história.
O Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra foi fundado em 1131 pela Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, com o apoio de D. Afonso Henriques e seu filho D. Sancho I, tendo, mais tarde, já no século XVI, recebido importante intervenção de D. Manuel I e de D. João III.
A construção do Mosteiro teve o seu início a 28 de Julho de 1131, no local onde existiam os “Banhos Régios”, fora dos muros defensivos da cidade, a cerca de 200 metros do limite das terras islâmicas, cuja fronteira era constituída pelo rio Mondego.
Foi fundado pelo Arcediago D. Telo, por D. João Peculiar e por São Teotónio, tendo sido este o primeiro prior do Mosteiro e o primeiro Santo de Portugal. Logo no ano seguinte a comunidade religiosa contava já com 72 membros.
Na posse da Ordem de Santo Agostinho obteve muitos benefícios papais e várias doações régias, o que lhe permitiu a acumulação de um considerável património. Em 1320 as rendas do Mosteiro foram calculadas em cerca de 21 mil libras, valor que seria cerca da quarta parte da totalidade das rendas do bispado de Coimbra.
Foi uma importante escola medieval que contribuiu para a formação de vários intelectuais e pessoas ligadas ao poder político. Nessa época, o estudante mais importante teria sido Fernando Martins de Bulhões, que veio a ser conhecido como Santo António de Lisboa e também como Santo António de Pádua.
Durante os séculos XII e XIII o Mosteiro produziu diversos manuscritos, que o tornaram um dos centros de referência do reino, sendo conhecida a atividade do “Scriptorium” desde a fase da fundação. Nos finais da Idade Média o Mosteiro passou a ser possuidor de uma tipografia.
O Mosteiro beneficiou de importantes alterações por ordem de D. Manuel I, a partir de 1507, depois da visita do Monarca, quando se deslocou em peregrinação a Santiago de Compostela. D. Manuel I socorreu-se dos melhores artistas que então trabalhavam em Portugal: Diogo de Castilho, João de Ruão, Boitaca e Nicolau de Chanterenne, entre outros. Dessas obras destacam-se as abóbadas e o cadeiral manuelino, de 1513, com temática alusiva aos descobrimentos. Na Sacristia podemos admirar as pinturas de Vasco Fernandes, o conhecido Grão Vasco nascido na cidade de Viseu, e de Cristóvão de Figueiredo, familiar de João de Ruão.
Não só o Templo, mas também as dependências monásticas sofreram uma completa transformação, cujas obras só viriam a terminar no reinado de D. João III. Nessa época foram transladados dos seus sarcófagos primitivos os restos mortais de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I para outros novos situados na capela-mor, reconhecido como Panteão Nacional pela Lei nº 35/2003, de 22 de Agosto.
Recentemente, a Lei nº 14/2016, de 8 de Junho, procedeu a nova alteração da Lei que define e regula as honras de Panteão Nacional, anteriormente alterado pela Lei nº 35/2003, de 22 de Agosto. Nos termos daquele diploma, o Panteão Nacional criado pelo Decreto de 26 de Setembro de 1836 fica instalado em Lisboa na Igreja de Santa Engrácia, sendo igualmente reconhecido o estatuto de Panteão Nacional, sem prejuízo da prática do culto religioso, ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, ao Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha, e à Igreja de Santa Cruz, em Coimbra.
Nas traseiras do conjunto monástico de Santa Cruz situa-se uma bela construção renascentista de uma “pureza de estilo raramente ultrapassada”, o Claustro da Manga. Conta-se que a origem da denominação se ficou a dever ao facto de ter sido D. João III, ao visitar o Mosteiro e ao deparar com um grande espaço desaproveitado, ter esboçado na manga do seu gibão o claustro e o jardim envolvente, que mandou depois executar.
A partir de 1527, tendo-se associado a outros mosteiros de cónegos portugueses, constituiu-se a Congregação de Santa Cruz e fundou-se o Collegium Sapientiae, um importante centro académico com ligação à Universidade de Coimbra, onde lecionaram vários docentes da Ordem.
Pensa-se que o nosso grande poeta Luís de Camões tenha estudado em Santa Cruz. A razão de tal conclusão tem a ver com o facto de D. Bento de Camões, seu parente, ter sido prior do Mosteiro nessa época e também porque da sua poesia parecem resultar indícios da sua passagem por esta escola de Coimbra.

PAZ e BEM, sejam a nossa meta existencial…

fátima tavares cds

Podemos saber, em teoria, como devemos viver para sermos felizes e em PAZ com todos. Achamos sempre que sabemos muito sobre isso. Podemos até fazer dissertações acerca do tema. O busílis da questão está em passar da teoria à prática. Apesar de tanta literatura e retórica, o certo é que a música ainda sai, tanta vez, desafinada.
É fácil de entender, se pensarmos que quase nada depende exclusivamente de nós, já que somos parte integrante do mundo, apenas fazendo sentido a nossa existência se contarmos com aqueles que coabitam no nosso espaço. Inevitavelmente, durante o caminho cruzamo-nos com quem vale a pena e com quem não interessa nada, mas ainda assim, mandam as leis da boa educação, que levemos com todos. Os agradáveis e os nem por isso. Apenas, talvez, com sorte, tenhamos connosco os melhores para nos acompanhar.
Assim sendo, parece-me que o relacionamento interpessoal é das tarefas mais desafiantes que temos para gerir. Diria que pode ter tanto de agradável, como de complicado, já que todos somos diferentes, pensamos diferente, sentimos diferentes e queremos diferente. Haja bom senso, que alias, não está legislado, mas impõe-se, para que seja possível vivermos em sociedade, preferencialmente com a tão desejada PAZ.
Tudo será mais fácil se impusermos livremente a nós próprios algumas regras simples, que, com a prática, passarão a ser quase intuitivas:
Mais palavras bonitas e menos caras feias
Mais olhares sinceros e menos palavras vãs
Mais sorrisos cúmplices e menos olhares reprovadores
Mais doação e menos egoísmo
Mais mãos dadas e menos individualidade
Já que o percurso é para fazer, então façamo-lo sem grande turbulência. Com paz no coração e sorriso no olhar, reflexo de quem está feliz e de bem com a vida, sendo esperado que qualquer adversidade seja superada com êxito e em PAZ e BEM com todos!

LUTA DIA APÓS DIA

676
Foi no passado dia 25 de junho pelas 11 horas que os emigrantes lesados do BES/NB se manifestaram, mais uma vez, num dos pontos estratégicos de Paris. Desta vez, junto à Caixa Geral de Depósitos,  no bairro da Opera Garnier
Cerca de 200 lesados deram eco à sua dor e ao seu desespero dado o silêncio dos membros do governo que, que há cerca de 15 dias, prometeram criar todos os meios necessários para resolver este problema que se torna cada vez mais urgente dada a carência moral e material dos emigrantes lesados.
A palavra de ordem continua a ser “Justiça”.
Mas naquele dia ocorreu mais um episódio lamentável decorrente desta situação difícil que os emigrantes lesados estão a viver. Uma senhora com de cerca 80 anos que continua a ver as suas economias bloqueadas teve um ataque de pânico: as pernas começaram a tremer e os seus olhos desvaneceram. Foi a polícia e alguns dos presentes que lhe acudiram e chamaram os bombeiros que a conduziram ao hospital. Isto foi nas ruas de Paris, aos olhos dos franceses e dos turistas.
Neste momento fui abordada por um casal de franceses que me confessou compreender o que os portugueses ali presentes estavam a viver. Eles próprios tinham uma história triste para contar:
“Os portugueses fizeram-nos perder uma soma bastante importante. Nós queríamos criar uma empresa em Portugal e assim, criar postos de trabalho. Depois de tudo pronto e o dinheiro gasto, foi-nos negada a possibilidade de abrir a empresa. Perdemos tudo!”
Fiquei perplexa. Quantas situações como a desta senhora ainda terão de acontecer? Onde está a consciência dos responsáveis deste caos?
Onde está a justiça? É a pergunta dos lesados há cerca de 2 anos? O Novo Banco que se diz de transição não pode, por isso, sentar-se à mesa para negociações. Tem dinheiro para patrocinar a seleção portuguesa no europeu, pagar publicidades de páginas inteiras para manter alguns jornais e revistas mas não quer reembolsar a quem de direito.
 
Dado o período forte em futebol, a imprensa mostrou-se TIMIDA e, nesta manifestação, reduziu-se à imprensa escrita. 
E como para os lesados o principal objetivo continua a ser reaverem o que lhes pertence, no domingo, dia 26, foram até Marcoussis, onde se encontra a equipa da seleção portuguesa para dizerem  sim à  Seleção e não ao Novo Banco!
Os emigrantes vibram com os jogos da seleção. Cada jogo ganho é razão para festa onde o orgulho de ser português se vê nos rostos entre o sorriso e as lágrimas de felicidade. Mas terão eles razão para este orgulho?
Os emigrantes lesados já enviaram uma carta a Cristiano Ronaldo pedindo apoio não financeiro mas moral, com o intuito de ele interceder em prol desta causa. Ele foi o rosto do BES mas continua a ser a confiança dos portugueses! Fica uma cópia da carta que a AMELP lhe enviou e que espera mereça alguma consideração da parte do grande herói do futebol português.

Brexit? Querem sair, então saiam… e depressa

frederico

Como todos sabemos, o Reino Unido, referendou a sua continuidade na União Europeia. Os resultados não foram, na minha ótica, os mais animadores. Contudo, mesmo não sendo um referendo vinculativo, os britânicos foram claros sobre o caminho que queriam para o seu país. Optaram por sair.
O Reino Unindo decidiu aderir à União Europeia decorria o ano de 1973, mas, com base na forte valorização da libra (moeda interna), sempre recusou fazer parte do processo da moeda única, assim como não aceito integrar o Acordo de Schengen. Mesmo assim, pela força da sua economia era um país muito importante no funcionamento da União Europeia. É certo que, sempre demonstrou não estar 100% imbuído no projeto europeu, mas a sua preponderância era, evidentemente, inegável.
Embora “venha escrito nos livros” que todas as negociações não devem ser feitas de cabeça quente, nem numa lógica de vingança permanente, tenho para mim que a vontade dos britânicos deve ser respeitada e aceite com a maior celeridade possível. Pode parecer um pouco duro e até bastante irreflexivo mas quem, como eu, é um europeísta convicto, não pode aceitar que agora se negoceie de forma medrosa a saída do Reino Unido. Se querem sair, devem sair o mais depressa possível e com isso acarretar todas as consequências das opções que tomaram. Deve ser assim, “sem panos quentes” ou qualquer outro tipo de contemplações. A União Europeia tem de tomar uma atitude de força, sem vacilar naquilo que são os seus verdadeiros interesses.
Para finalizar não posso deixar passar em claro a atitude populista e cobarde que David Cameron teve ao longo de todo este processo. Numa altura em que se sentiu apertado na campanha para as suas últimas eleições internas, prometeu a realização deste referendo, de forma a tentar cativar o voto do eleitorado mais radical. É certo que cumpriu o que prometeu. Contudo há promessas que não se devem fazer. Feito o referendo e conhecidos os resultados, pediu a demissão do cargo de Primeiro-Ministro numa clara opção pelo caminho da cobardia, deixando para os outros, a responsabilidade de lidar com a asneira (enormíssima) que cometeu.

Nota: não posso deixar de ficar alarmado com os últimos avisos, cada vez mais intensos, sobre a possibilidade de Portugal ter de pedir um novo resgate financeiro. Não é por falta de aviso, mas infelizmente para Portugal, sempre que esta gente assume as rédeas governativas do nosso país (com a agravante de serem agora reféns dos radicais de esquerda), as notícias são sempre tudo menos boas.

CONSULTÓRIO

dr. raul
O COLCHÃO – pode ser a origem de noites mal dormidas!
O nosso bem-estar e a nossa saúde passam por um bom sono. Se o stress e as actividades quotidianas condicionam o nosso sono, o ambiente e a nossa cama também desempenham um papel importante. E a verdade é que passamos um terço da nossa vida a dormir… e, quantas vezes, mal?
O sono e o colchão
De acordo com estudos realizados sobre os movimentos registados no decorrer do sono, ficou demonstrado que mudar de colchão pode melhorar a qualidade de sono, embora não a quantidade do mesmo
Estima-se que um colchão e a respectiva enxerga (“sommier”) devem durar, no máximo, 10 anos: esse tempo corresponde a 30.000 horas de utilização e 150.000 movimentos (na razão de 40 movimentos por noite).
A enxerga deve ser firme – nem escavada, nem bombeada – para não deformar o colchão e favorecer a ventilação e, por consequência, a higiene da roupa da cama e do próprio colchão.
No caso de haver alergias deve escolher-se um colchão ao qual se possa aplicar uma cobertura apropriada e com tratamento antifúngico, antibacteriano e anti-ácaros; também os lençóis e as fronhas das almofadas devem ser protegidas por capas adequadas.
A almofada deve permitir que a cabeça e o pescoço fiquem no mesmo prolongamento.
Assegure-se que a sua escolha corresponde às suas necessidades
Deixe-se ficar esticado durante alguns minutos sobre o colchão e feche os olhos concentrando-se sobre o que está a sentir.
Deite-se de costas: se conseguir passar uma mão entre a zona renal e o colchão é sinal que este é muito firme.
Apoie-se sobre um cotovelo: se ele se afunda é sinal que o colchão não é muito firme.
Como cuidar da cama
Passar regularmente o aspirador sobre o colchão e a enxerga.
Arejar a cama e virar, com regularidade, o colchão.
Mudar frequentemente a roupa da cama.
Manter uma temperatura máxima de 19º C no quarto, para lutar contra o desenvolvimento de ácaros.
Arejar o quarto todos os dias (excepto na estação dos pólenes, se for caso disso).
Se a cama é importante, também um ambiente calmo e uma luminosidade fraca propiciam um bom sono.
E, à noite, devem evitar-se as actividades e as bebidas excitantes, os jantares muito copiosos, o álcool, etc.
Do mesmo modo não deve levar para a cama os problemas do seu quotidiano: eles não se resolvem por ficar acordado (a) a pensar neles! Durma bem ou, pelo menos, que o seu sono seja o melhor possível!
E-mail: amaralmarques@gmail.com

UMA QUESTÃO DE SAÚDE

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Prevenção no Verão!
O tão aguardado Verão chegou! Com ele vem o calor, o sol, a praia, as férias…e não podemos ficar indiferentes a tantas questões de abordagem obrigatória no que diz respeito à prevenção em saúde.
O Sol é indispensável à vida. E tem tanto de benéfico, em doses moderadas, no humor e na síntese da vitamina D, como de perigoso, em doses excessivas. A sua exposição abusiva a longo prazo está na origem do envelhecimento cutâneo, traduzido pelo aparecimento de manchas, rugas profundas, perda de densidade e elasticidade da pele e do cancro de pele.
Os efeitos do Sol na pele são provocados principalmente pelos raios ultra-violeta (UV) e estima-se que cerca de 80% da dose de radiação tolerada pela pele se atinge pelos 18 anos. Não nos podemos esquecer que a exposição aos raios UV não está limitada ao sol na praia, mas também na prática de um desporto ao ar livre, jardinagem ou simples caminhada.
Quais os principais cuidados na proteção e evicção da exposição excessiva ao sol e calor? A Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo recomenda:
• Exponha-se gradualmente ao sol, pois a pele necessita de tempo para se adaptar;
• A exposição solar deve ser cuidadosa, evitando as horas de maior intensidade (12h às 16h);
• Use um chapéu, uma camisa ou t-shirt de cor escura e óculos de proteção;
• Evite queimaduras solares e escaldões;
• 30 minutos antes da exposição solar aplique um creme protetor com um fator de proteção igual ou superior a 30. Renove as aplicações de 2 em 2 horas e após o banho, mesmo que o protetor seja à prova de água;
• Consumir frutas, legumes e beber muita água é importante para a proteção da pele e equilíbrio orgânico.
Não se esqueça…
• Proteja a sua pele, os lábios e os olhos do excesso de sol!
•Conheça a sua pele, efetue um auto-exame de 2 em 2 meses. Vigie o contorno, a cor e o tamanho dos seus sinais.
“Sinal que modifica, ferida que não cicatriza, é tempo de ser vista!”
Numa altura em que muitas famílias tiram uns dias para usufruir da estação mais quente do ano com os mais pequenos, aproveitamos ainda para dar conhecimento do programa “ESTOU AQUI!” (EA), incluído na Operação Verão Seguro da PSP. A PSP distribui pulseiras com dados de identificação a crianças dos 2 aos 9 anos de idade, de 1 de junho a 30 de setembro. Vá de férias em maior segurança! As pulseiras são válidas para os países da União Europeia. Mais informações em https://estouaqui.mai.gov.pt.