Arquivo mensal: Janeiro 2017

EDITORIAL Nº 700 – 15/1/2017

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Caro leitor
Os de mais idade são uma biblioteca, ou seja, uma fonte de sabedoria e a esperança média de vida tem aumentado ao longo dos anos. Mas, de que vale a pena os mais velhos viverem cada vez mais, se os mais novos os ouvem cada vez menos. Os mais velhos não têm sempre razão, nem sequer sabem tudo, mas viveram mais. Ao menos por nós devíamos ouvi-los.
Temos velhos a mais e jovens a menos. Os que são, os que querem ser e os que só são aceites se o forem. Geralmente a sociedade só aceita erros aos novatos, mas, do seu próprio interesse os mais novos deviam exigir o regresso ao tempo em que a importância era coisa que só se ganhava com a idade. Com a vida.
Com a idade sabe-se sempre muito mais, mesmo que se estude menos. E isso é muito mais do que todos os mestrados, cursos e pós graduações, alguns destes até duvidosos e outros que se deixam chamar de doutores, que nem sequer o são.
Por muito facebook, internet, por muita globalização e por muita ciência, os Homens são e serão sempre, o que foram. Sérios ou não, justos ou injustos, bons ou maus e tudo o resto que existe desde a nossa existência. Esta sociedade tem crise de valores e isto compreende-se mais com o passar do tempo. Todo o homem devia ter fé, pois mais de 50% dos seus problemas estavam resolvidos à partida.
Os velhos vivem cada vez mais, vamos ouvi-los por nós e para bem deste mundo, casa passageira.

Abraço amigo,

FUTEBOL PORTUGUÊS: CONTRIBUTO PARA A SUA COMPREENSÃO

ENGº AGNELO ATUAL

Vai por aí uma enorme agitação motivada pelos recentes fenómenos da arbitragem no futebol português. Chega-se a fazer acusações ao Benfica, argumentando que este clube manipula os árbitros dando-lhes prendas diversas para que venha a ser beneficiado.
Rejeito completamente estas ideias!
Reconheço que sim, que existe um problema sério no futebol português, mas recuso-me a acreditar que exista algum esquema ilícito por parte do Benfica.
Ao longo deste texto, tentarei expor o meu pensamento sobre esta problemática. Assim:
Pense nos seus amigos; nas pessoas que conhece; nas que encontra no trabalho ou no café. Pense nas preferências clubísticas de cada um deles; quais são os clubes de que são adeptos? Pense…
Provavelmente terá concluído que a maioria dos seus amigos e conhecidos é adepta do Benfica. E não precisa de se espantar, já que é o próprio clube, o Benfica, que reivindica “mais de 6 milhões de adeptos” em Portugal. E “mais de 6 milhões” significa cerca de 70% da população portuguesa. É obra! Mas é a pura verdade. Em qualquer cidade, vila ou lugarejo, a maioria das pessoas é benfiquista. De resto, uma recente sondagem veio mostrar que na própria cidade do Porto a percentagem de benfiquistas é superior à de portistas. A hegemonia do Benfica, ao nível dos adeptos, é indiscutível e esmagadora!
Este é um fenómeno especificamente português. Nos mais representativos países europeus não existe qualquer clube que tenha uma representatividade nacional semelhante à do Benfica em Portugal; em Espanha, por exemplo, o Barcelona é hegemónico na Catalunha mas poucos adeptos tem nas outras regiões, sucedendo algo semelhante com o Real Madrid; em Inglaterra, os adeptos do Manchester United são, essencialmente, da sua região e, mesmo assim, dividem os apoios com o City; só na cidade de Londres há o Arsenal (o clube inglês com mais sócios), o Chelsea, o Tottenham, o West Ham, o Fulham, o Queens Park Rangers e o Crystal Palace, só para referir os que militam na primeira liga; na Alemanha, na França e na Itália sucedem fenómenos semelhantes, isto é, os clubes são eminentemente regionais, quando não apenas locais, e não há nenhum que tenha um cariz “nacional”.
Em Portugal, como já teve oportunidade de conferir, acontece o contrário; há um clube que tem um esmagador apoio a nível de todo o país: o Benfica! Importa dizer que o actual presidente do Benfica tem levado a cabo uma acção de promoção do clube, com forte uso dos media, que o fez crescer notoriamente ao nível do apoio popular. Note-se, a este propósito, que o Benfica já foi o clube com mais sócios a nível mundial e que, mesmo depois de eliminados os mortos, ainda é, salvo erro, o terceiro maior! Um portento, portanto.
Podemos, agora, pensar em extractos da população portuguesa; pensemos, por exemplo, nos funcionários públicos, que representam uma amostra aleatória da população. Pois é, cerca de 70% dos funcionários públicos serão benfiquistas. E os deputados da Assembleia da República? Não tenha dúvidas: 70% são do Benfica. E os médicos e os juízes? Claro, 7 em cada 10 será benfiquista. E os jornalistas? E os comentadores? E os analistas de jogadas, aqueles que nos jornais e nas TV nos “explicam” porque é que um penalti foi bem ou mal assinalado? E os… ? Exacto! Em qualquer estrato ou amostra da população haverá a mesma percentagem de benfiquistas.
E os presidentes dos clubes de futebol portugueses? Olhe, um dia destes tive ocasião de conversar com o presidente de um clube de futebol que está a disputar a primeira liga. Disse-me ele: “Eu quero que o Benfica ganhe sempre, menos quando jogar com o meu clube!”. E, bem vistas as coisas, isto é natural; é que os presidentes dos clubes não deixam de ser portugueses como todos os outros, logo, a probabilidade de serem benfiquistas andará nos tais 70%.
Nesta altura da minha prosa, o leitor estará a pensar nos árbitros portugueses de futebol. E muito bem. Naturalmente, 70% deles serão benfiquistas. Mas calma; destes muitos árbitros, só alguns, muito poucos, ascendem à primeira categoria, isto é, muito poucos chegam a arbitrar jogos da primeira liga. Até lá chegarem têm de passar por um processo de selecção. Como é que se faz essa selecção? Ora bem, os árbitros são observados durante os jogos, são pontuados e é em função da pontuação, sobretudo, que vão subindo os vários degraus da sua carreira. E quem os pontua? Os observadores. Quem são estes? São pessoas nomeadas pelo Conselho de Arbitragem. E como aparece este Conselho de Arbitragem? Apresentam-se listas candidatas à eleição. E quem vota? Muita gente; representantes dos sindicatos de jogadores, de médicos desportivos, de enfermeiros/massagistas, dos próprios árbitros, da Federação de Futebol, da Liga e até os presidentes e representantes dos clubes de futebol; muita gente, como bem se vê. Bom, mas estas pessoas são todas portuguesas; constituem uma amostra da população portuguesa e, portanto … são maioritariamente benfiquistas. Assim, em condições normais, a lista que vence as eleições para o Conselho de Arbitragem será aquela que mais agrade aos benfiquistas. É óbvio. E, assim sendo, os árbitros que cheguem à primeira categoria serão aqueles que tiverem obtido as melhores pontuações, isto é, tenderão a ser os que mais tiverem agradado aos observadores que, recordemos, são nomeados pelo Conselho de Arbitragem. Desta forma, tenho sérias dúvidas que algum árbitro não benfiquista consiga estar hoje na primeira categoria. E isto sem que haja qualquer cabala, ou esquema ou complô. Nada disso. Trata-se, tão só, da consequência de o Benfica ter uma base de apoio esmagadora em Portugal, que se estende por todos os sectores da nossa sociedade.
Isto também é verdade para todos os outros órgãos e estruturas da Federação e da Liga. Todavia, irei focar-me na Arbitragem. Porquê? Porque, ao contrário do que acontece em muitas outras modalidades, os árbitros desempenham um papel decisivo no futebol.
Pensemos no ténis: há um árbitro de cadeira e oito auxiliares; todavia, nos torneios profissionais, quando existe uma jogada que suscite dúvidas a um dos jogadores, ou ao próprio árbitro, recorre-se a um sistema de vídeo, o Hawk Eye, que desfaz peremptoriamente qualquer dúvida. Mas não só no ténis se recorre a meios auxiliares. No football americano – e tive ocasião de o testemunhar na última final do Super Bowl – o árbitro, perante uma jogada duvidosa com resultado relevante, pára o jogo e manda visionar a jogada num ecrã gigante. E ninguém fica com dúvidas.
Ora, no futebol não é nada assim; não é permitido o recurso a dispositivos automáticos e independentes; as decisões têm de ser tomadas instantaneamente; o árbitro é obrigado a decidir instantaneamente. Contudo, à velocidade com que hoje se joga, é muito difícil ter sempre uma visão clara e inequívoca de todas as jogadas; muitas vezes haverá dúvidas na mente do árbitro; “terá havido contacto?”; “aquele toque terá tido intensidade para fazer cair o outro?”; “o braço cortou a bola mas terá havido intenção?”; etc. Serão muitas as dúvidas mas o árbitro tem de decidir naquele exacto momento.
É aqui que entra o subconsciente; numa situação de dúvida emergente, a probabilidade de decidir segundo o subconsciente é elevadíssima; é que, no íntimo de cada um de nós, o que queremos é que a nossa equipa ganhe e que as nossas rivais não ganhem. Assim, as decisões emergentes em lances duvidosos tenderão a ser ditadas pelo subconsciente dos árbitros. E já vimos qual o clube do coração da maioria dos árbitros…
Por vezes, nem é necessário haver uma situação de dúvida. Ainda recentemente vi – e o árbitro também viu – um jogador do Benfica, dentro da sua grande área, receber a bola com um braço, ajeitá-la com o outro e lançar um contra ataque que redundou em golo.
Portanto, como corolário do que acima escrevi, resulta uma conclusão para mim evidente: o Benfica tenderá a ser beneficiado, enquanto os seus rivais directos tenderão a ser penalizados, nos jogos das diversas competições arbitradas por árbitros portugueses. Isto é, só em circunstâncias excepcionais o Benfica não vencerá todas as competições em que participa em Portugal!
Nesta altura, vários leitores estarão a perguntar: então e o Porto?
De facto, o FC Porto dominou as competições portuguesas de futebol durante um determinado período de tempo. Tal ficou a dever-se, na minha óptica, a dois factores principais: em primeiro lugar, à qualidade das equipas que o Porto conseguiu formar, inegavelmente superiores às dos rivais. Esta qualidade que refiro foi sancionada – para tirar qualquer dúvida – a nível internacional. Basta lembrar que o Porto venceu duas Ligas dos Campeões Europeus numa altura em que o nível do futebol já não tinha nada a ver com os tempos recuados em que o Benfica também se afirmou na Europa. Esta foi a primeira razão para o sucesso do Porto. A segunda terá sido o alegado esquema de condicionamento da arbitragem portuguesa, o que veio, inclusivamente, a dar origem a inquéritos judiciais. Foi um tempo que muito dificilmente voltará.
Repare o leitor que estou aqui a escrever sobre futebol e que ainda não utilizei uma única vez a palavra “desporto”. Fi-lo porque, na minha opinião, o futebol português tem muito pouco de “desporto”. Hoje, o futebol é, essencialmente, um espectáculo à volta do qual giram quantidades astronómicas de dinheiro. São compras e vendas de jogadores, comissões, contratos de publicidade, direitos de imagem, direitos televisivos e eu sei lá que mais. E tudo isto representa milhões e milhões que são repartidos pelos diversos intervenientes, desde os jogadores aos agentes desportivos e aos clubes. Por outro lado, esta sede de dinheiro provocou a necessidade de os clubes fazerem investimentos que, na maior parte das vezes, se revelaram ruinosos. Como resultado, a maioria dos clubes portugueses tem passivos – leia-se “dívidas” – enormes. São essas dívidas, em muitos casos monstruosas, que mantêm o futebol, e não o desporto e a competição.
Efetivamente, se fosse apenas uma questão de “desporto”, haveria diversos clubes que abandonariam a modalidade. Isto poriam a questão: “Para quê competir se a probabilidade de o Benfica não vir a ganhar é quase nula?” O Sporting e o Porto sabem bem desta premissa. Mas poderiam abandonar o futebol? Não! O presidente que tomasse essa decisão ver-se-ia sufocado pelos credores, veria os seus bens pessoais arrestados e, eventualmente, até seria preso. Por isso, apesar de conhecerem a realidade, não têm forma de a alterar, vendo-se obrigados a alinhar no simulacro do desporto.
E assim continuará o pseudo desporto do futebol português por muitos e muitos anos. Até quando?

IMAGINANDO

francisco cabral
Nesta parte aprofundaremos um pouco mais o que são dimensões:
DIMENSÕES não são lugares, mas sim frequências. Nessas frequências adquirimos várias experiências vibração/consciência. Quanto mais elevada fôr a vibração assim será a frequência ou Dimensão em que se enquadra.  
Para dar uma explicação e na minha imaginação mais objectiva, podemos começar pelo nosso Planeta inserido no Sistema Solar.
Há 12 signos Zodiacais, que a grande maioria conhece como ERAS. Vou  mencioná-las, iniciando com a acutal:
AQUÁRIO / Capricórnio / Sagitário / Escorpião / Balança / Virgem / LEÃO /  Cancer / Gémeos / Touro / Aries e Peixes.
O nosso sistema Solar gira em torno da Estrêla Central de Alcione da Constelação de Plêiades sendo o nosso Sol, a oitava Estrêla desta Constelação. Em cada 2160 anos entra numa Nova Era. Continando o seu percurso, depois de 10800 anos o  nosso Sistema Solar se alinha (Linha recta) com a  Estrela de Alcione dando-se ao que chamamos, Precessão dos Equinócios, que erradamente grande maioria pensava ser o chamado Fim do Mundo. Apenas se deu uma elevação de consciência, como abaixo explico.
Este fenómeno  aconteceu em 21/12/2012, consumindo-se com a entrada na sua totalidade, num gigantesco Anel em redor de Alcione, que tem o nome de  CINTURÃO DE FÓTONS. E o que é este gigantesco Anel? Um campo de vibração energético que muda a frequência de todos os planetas deste Sistema. A última vez que o nosso Sistema Solar esteve neste Cinturão, foi na Era de Leão ou seja há 10800 anos.
 Entretanto o Nosso Sistema Solar, só vai completar sua órbita em torno de Alcione quando tiver percorrido as doze Eras. Este trajeto chama-se CICLO, que tem a duração de 25920 anos.
Mas voltemos ao Cinturão de Fótons:
Como o nosso Planeta se encontra na 3ª.Dimensão (nossa energia vibracional) a nível do Universo, (razão porque possuímos este corpo físico denso devido ao apego à matéria,  embora virtual, emoções etc.), ao entrar neste Campo Energético aumenta a sua vibração para frequências mais elevadas, obrigando a tudo o que nele existe a alterar também a sua própria frequência, modificando o ADN e sua consciência. Digamos que o nosso Corpo físico está sendo alterado, sublinhando porque muitas vezes temos sintomas desagradáveis, como dores de cabeça, problemas intestinais, dores de coluna, padrões de sono, irritação, etc. Não nos devemos preocupar com isso; faz parte da transformação. Quantas vezes sentimos determinado sintoma menos bom, vamos ao médico e nada acusa. Podemos ainda  verificar determinado tipo de animais, principalmente aves, que se sentem confusos  no seu percurso de vôo.
Também muitas vezes questionamos aquilo a que chamamos tempo. De reparar que embora os relógios o dividam por vinte e quatro horas, isso já não acontece. São apenas 16 horas o chamado tempo de um dia. Justifica-se porque a pulsação/frequência vibratória (ressonância de Shumann)  do planeta, era de 7 a 8 ciclos e neste momento atinge os 11 ciclos ou mais. A sua aceleração mantém-se constante. A nível científico não se sabe porque isso acontece e nem o que fazer com esta situação.Tudo está relacionado com a entrada no Cinturão de Fótons.
 Ao  entrarmos neste gigantesco Anel, todas as Entidades terão de aumentar a sua vibração, porque o Planeta neste momento encontra-se na sua fase de elevação consciencial  à 4ª. Dimensão (a Energia que vibra nesta Dimensão interpenetra com muita intensidade com o Corpo Eletrónico terrestre), mas por muito pouco tempo porque este Campo energético é da 5ª. Dimensão, embora a sua origem seja da 7ª. Dimensão. O pensamento que criou, será a sua própria realidade totalmente liberada de medos e do que o rodeia. Deixará de ter, para apenas SER. Toma noção que é parte de Uma Única Consciência. Se as Entidades que aqui habitam, optarem por  acompanhar a evolução do Planeta e  aceitarem uma elevação consciêncial a esta Dimensão,(desapego à matéria virtual e prevalecendo a Lei do Amor incondicional) é uma grande oportunidade. Aqui funciona o Livre-arbítrio de cada um. O seu comportamento perante o Universo.
Como a energia é Una, é sentida no coletivo, com mais ou menos intensidade. Quando digo colectivo, me refiro a todo o Universo em si.
Na minha imaginação apenas exemplifiquei as 3ª. 4ª e 5ª. Dimensões, que embora ao nível do Universo especifiquei como actuam no  Planeta Terra.
Procurarei mais tarde aprofundar todas as outras dimensões e as Entidades que nelas se enquadram.
 
Meus emails para quem queira dialogar:
fjcabral44@sapo.pt ou  fjcabral44@hotmail.com

VISTAS DO TALEGRE

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Na Tradição do Natal – I
Noite da Fogueira
A neve cobre a Serra que mais perto está das Estrelas, o frio seco e cortante do ar, conduzido pelo vento, era atenuado pelo forte braseiro das lareiras a arder, e completamente afagado no aconchego do lar, na fartura da mesa, na doçura das estrelas, na compreensão dos homens, na unificação das famílias, na esperança da nova luz que brilha com intensidade por todo o universo, fazendo chegar o seu calor a todos os homens sem excepção, sejam eles ricos ou pobres.
De certa forma podemos afirmar, que o cristianismo, veio apagar e aglutinar as práticas rituais ancestrais, corrigindo-as, modificando-as e convertendo-as de toda a sua camada pagã.
E assim chega até aos nossos dias, a Fogueira do Natal, herdeira mitológica, do contentamento, pelo regresso do Sol, e com ele a chegada dos dias grandes.
Pelo Natal, diz o povo, os dias passam a ser maiores, – pelo Natal, salto de pardal, no dia vinte de Janeiro uma hora por inteiro, mas se bem souberes contar, hora e meia vais achar.
Em Cães de Cima, actual Santo Amaro de Azurara, revestia-se de relevo a Fogueira de Natal, que se fez sempre na Laiginha, (conversão da Rua do Bacorinho, com a Rua das Quatro Esquinas), vá-se lá saber porquê aquele sítio da tradição?
A carrada dos ressequidos cepos e dos troncos de pinheiros, tornava-se tarefa difícil para a junta de bois, não fosse a ajuda preciosa e forte dos rapazes do povo, a puxar nos lados do carro, deitando a mão ora à roda de um lado, ora do outro, até passarem a dificuldade dos lajedos dos caminhos carreteiros, dos lados da Fonte do Vale, ou das Ribeiras, do Alto dos Casais, da Cerca, do Penedo, do Monte do Lobo, dos Tojais, dos Salgueirais, das Carapinhas que tinham de vencer, até entrarem suados no Povo, onde eram descarregados.
Quando à noite, se dirigiam à Matriz para a missa do Galo, já o forte brasido se fazia sentir e alumiava o pequeno largo.
A noite maior do ano, que é mesmo que dizer a noite com mais tempo de escuridão, simbolizava ao mesmo tempo o devir da luz, que de agora em diante, ia madrugar mais cedo.
A vigia da longa noite, em volta da fogueira, era feita por alguns homens e todos os rapazes, as púcaras de barro negro, postas em redor do forte braseiro, depressa fazia aquentar a boa pinga Depois do vinho quente e adoçado, dentro do púcaro era beijada por todos, que numa roda-viva o faziam passar de mão em mão. Já de madrugada ao alvorecer, o café nunca faltava,
Porque a noite era longa e de festa e as pessoas de boas contas, fazia-se colecta, e tostão aqui, tostão ali, lá se juntava os quinze tostões precisos, para paga a conta do açúcar, e do café de cevada que tinha sido feita e, por sinal, até muito bem aviada, numa das vendas do Povo,
Nas pilheiras das casas, ardia um enorme cepo, que se tinha guardado, para o efeito na cabana do casal, era com as brasas que sobravam já carvão, da fogueira de Natal, que iam afugentar, o demónio, os mau olhados e outros males, em defumadouros com o alecrim e loureiro, benzido pelos Ramos.
A fogueira, na Laiginha, e na pilheira lá em casa, ia enchendo de calor, a noite boa e longa, a Santa noite de Natal na minha Aldeia…

SANFONINAS

dr. jose
Terra, um planeta repleto de lixo e sem população

«Se continuarmos a derrubar as florestas como temos vindo a fazer, a Terra será uma “ilha” desflorestada, sobreaquecida, poluída, repleta de lixo e sem população humana» – este o final da mensagem natalícia deste ano do Prof. Jorge Paiva da Universidade de Coimbra.
Empenhado, há décadas, nesta campanha em prol da biodiversidade, aquele botânico todos os anos envia, pelo Natal, centenas de postais ilustrados, sempre com um tema específico. O deste ano, «floresta e sobrevivência», visa consciencializar-nos da importância fundamental que tem para a sobrevivência do género humano a criteriosa gestão da floresta.
Amiúde, ao analisarem-se nas Câmaras Municipais, projectos urbanísticos, raramente há quem se levante contra, quando esses projectos vão acabar, por exemplo, com uma zona de mato (já não falo de floresta). É mato, não há problema ambiental… Erro, claro, porque é nesse mato de muitas espécies vegetais rasteiras que vive uma infinidade de outros seres que, aparentemente insignificantes, exercem função primordial sobre a biodiversidade e, consequentemente, sobre a nossa qualidade de vida.
Não é, contudo, sobre o desaparecimento dos matos propriamente ditos que Jorge Paiva ora nos alerta, mas das matas. Depois de apresentar o exemplo da extinção do povo rapanuio (os nativos da Ilha de Páscoa), devido à completa devastação da floresta original, assim como o da quase total destruição da taiga na Islândia, relembra-nos que «os seres vivos constituem a nossa fonte alimentar»; que cerca de 90% das substâncias medicinais são de origem biológica; que «praticamente tudo o que vestimos é de origem animal ou vegetal»; e que mesmo as turbinas dos geradores de electricidade carecem de ser lubrificadas por óleos de origem biológica. Recorda, finalmente, que constantemente se descobrem «novas utilidades de plantas, animais e outros seres vivos», «que ainda não estavam suficientemente estudados».
Neste dealbar de mais um ano, o mesmo grito de alerta se mantém: importa urgentemente preservar a biodiversidade! E não se pense que isso depende dos governos: depende de cada um de nós! E – permita-se-me o apontamento – é para nós, aqui em casa, um consolo ver, durante o dia, saltitarem de ramo em ramo à cata de insectos e de sementes nas plantas e arbustos do nosso jardim, melros, rolas, pardais, fuinhos, piscos… Uma serenidade reconfortante!…

CONSULTÓRIO

dr. raul
FADIGA INVERNAL:
7 GESTOS ESSENCIAIS PARA A EVITAR
Com a entrada da estação fria é natural sentir-se uma fadiga que se vai acentuando semana após semana. É a dificuldade ao levantar da cama, ou em se concentrar no trabalho, a sensação de que se está doente com alteração do humor. É a chamada fadiga invernal!
O que fazer para a contrariar?
Conservar uma alimentação equilibrada
Os frutos e os legumes, próprios desta época, permitem fazer o pleno em vitaminas: laranjas, clementinas, maçãs, peras, kiwis. As sopas, que reconfortam e aquecem, fornecem ao organismo fibras e água para a manutenção de uma boa hidratação.
Atenção: o álcool e as refeições ricas em calorias podem dar a sensação de calor, mas em nada ajudam na luta contra o frio!
Mantenha o seu ritmo de vida
Para ter um sono recuperador é importante ter horários regulares de deitar e de levantar. Mesmo durante o fim-de-semana evite ficar na cama durante a manhã: as horas de levantar e de deitar não devem variar mais do que uma hora em relação às da semana de trabalho, pois corre-se o risco de alterar o relógio biológico.
Além disso convém evitar as refeições muito copiosas e fontes de luz intensas antes de ir para a cama. Com efeito, a falta de luminosidade durante os dias sombrios não permite ao organismo fazer a diferença franca entre o dia e a noite, donde as dificuldades em adormecer.
É preciso mexer
Evite ficar quieto, enrolado numa manta no sofá, a ver televisão, ou a gozar do calor da lareira, pensando que está a economizar energia.
É importante que mantenha uma actividade física regular por variadas razões. Em primeiro lugar para que o organismo continue a produzir as endorfinas, como a dopamina. Além disso, o exercício físico estimula as defesas imunitárias e a resistência do organismo às variações da temperatura exterior. Sem esquecer a acção benéfica do sono.
Sair sempre que aparecer o sol
Numa perspectiva de lutar contra a fadiga, a exposição à luz solar é tão importante para o organismo como para a moral. A luz do sol ajuda a sincronizar o ritmo biológico. Uma exposição matinal ao sol favorece a secreção, para o fim do dia, da hormona do adormecimento, a melatonina. A serotonina, responsável pela regulação do humor, é estimulada pela exposição ao sol.
A exposição diária, durante 10 minutos, dos braços e pernas ao sol é suficiente para que o organismo possa sintetizar a quantidade necessária de vitamina D, importantíssima no crescimento e na mineralização dos ossos.
Prepare a casa para o Inverno
Com o Inverno, passa-se mais tempo em casa que durante o Verão. Então, para evitar que os micróbios e outros tóxicos invadam o interior, torna-se importante arejar a casa todos os dias, pelo menos durante 10 minutos.
Também é importante não aquecer em demasia os quartos. Acima dos 19 ºC o tempo para adormecer pode prolongar-se e o ar pode ficar mais seco, o que leva a secura das mucosas do nariz, da garganta, dos olhos e, também, da pele.
Lute contra as doenças de Inverno
Nada mais fatigante que uma gripe a meio do Inverno, que nos leva à cama e “amolece” o corpo durante algumas semanas. Para além da vacinação contra a gripe, a pneumonia e outras infecções respiratórias, a maior exigência em medidas de higiene e prevenção é muito importante, como o lavar as mãos com regularidade e de forma correcta. As mãos constituem um meio de transmissão não só de vírus respiratórios mas também dos da gastroenterite.
Pare de fumar
Todas as ocasiões são boas para parar de fumar! O Inverno particularmente, para não ter que sair ao frio e à chuva para fumar um cigarro e correr o risco de uma constipação. Além do mais, o tabaco é um irritante das vias respiratórias capaz de agravar algumas doenças e atrasar a sua cura, em particular as bronquites.
Se, no fim disto tudo, a fadiga persiste ou se agrava chegou a altura de consultar um médico para procurar outras causas para essa fadiga!

Fonte de informação: La santé pour tous.
E-mail: amaralmarques@gmail.com

UMA QUESTÃO DE SAÚDE

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Ano Novo, Boas Novas na Rubrica
E no mês em que damos as boas vindas a 2017, trazemos nós algumas novidades.
Achamos que não há nada como desfolhar um bom livro, um bom jornal, e trazer à memória o cheirinho das folhas de papel. É tão bom ouvir “Eu leio a vossa rubrica no Jornal Renascimento” e saber que nos acompanham, que estão desse lado.
Desde já, o nosso bem-haja.
E é precisamente por vocês que trazemos boas novas.
A rubrica continuará a ser aqui todos os 15 dias, mas resolvemos também inovar, arriscar e desafiar as tecnologias e os mais atentos. A partir de hoje, poderão também nos acompanhar na página de Facebook® “Uma Questão de Saúde” (link: https://www.facebook.com/Uma-Questão-de-Saúde-1705745729680758/). Será um espaço de partilha das rubricas já publicadas, das novas que estão por escrever, de notícias atuais, um espaço dedicado a vocês, onde poderão ter uma voz, sugerir temas, colocar questões, opiniões, críticas.
Queremos crescer, aprender, precisamos de saber que somos mais do que duas…
Pois é, a rubrica é a mesma, os temas sobre a saúde continuarão na ordem do dia, mas a equipa sofreu algumas mudanças. A partir de agora, seremos só duas na escrita. À Drª. Anne-Marie deixamos um agradecimento especial pela colaboração e desejamos a maior das felicidades e muito sucesso nos novos desafios.
Temos encontro marcado no mesmo sítio dentro de 15 dias e para os mais curiosos, no Facebook® diariamente. Basta colocarem um “Gosto” na nossa página.
UM ANO 2017 CHEIO DE SAÚDE PARA TODOS!

Mangualde Livre – JSD Mangualde

Nesta ressaca natalícia e no início do Ano Novo acaba a Câmara Municipal de Mangualde de publicar mais uma revista, “ATUAL”, que na perspectiva da JSD não passa de um requentado opúsculo de agitação e propaganda do nosso Município. Folheando tal revista , ela mais parece um relatório de ativ(a)idades cheio de de ilustrações e fotografias propagandísticas. Na verdade, e ao contrário do que se costuma dizer, “Ano Novo, vida nova”, para a JSD seria melhor alterar para Ano Novo vida velha.
No fundo, esta revista acaba por ser mais do mesmo:  pequenos eventos  a que se dá uma atenção desmesurada,  a omnipresença do presidente da Câmara, referência a actividades levadas a cabo por entidades particulares com escassa ou nula intervenção da Câmara,  obras inauguradas da competência do Governo, festas, festinhas e festarolas, enfim , “peanuts”, ou seja, nada de novo.
E lá vem outra vez a famosa dívida. Esta Câmara anda há quase oito anos obcecada com a dívida, como se os mangualdenses ligassem alguma importância à dívida. O que estes continuam à espera é de obras. E onde estão elas?  Nem uma para amostra,  Em oito anos de mandato este Presidente não tem uma única obra estruturante para apresentar. Triste Balanço! Apenas beijos, abraços, afectos, almoços, merendas e jantares, enquanto as nossas aldeias jazem abandonadas. A JSD gostaria de perguntar ao Presidente da Autarquia por que não seguiu as recomendações do seu ex-chefe político, José Sócrates, para quem as dívidas não eram para se pagas…
Enfim, Mangualde merecia  mais e melhor. Quase oito anos de mandato e o balanço é negativo : uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma.
Por último, afinal ,Mangualde não é nenhum oásis como tentam «vender» o nosso Concelho. Na verdade que tem a dizer o Sr. Presidente da Câmara  acerca dos últimos dados recebidos relativamente às exportações  entre 2013 e 2015 concelho a concelho. Mangualde fica a perder no confronto com os Municípios vizinhos. Em Mangualde elas baixaram 8,1% ao contrário de Penalva do Castelo  que aumentaram 37,3%,  Nelas com mais 44,3%, Gouveia, com mais 263,6% e Viseu com mais 3,3%.
Não acha que já é altura de começar a fazer obra, Sr. Presidente?
Luís Amaral
Presidente JSD Mangualde