Arquivo mensal: Março 2018

“Há palavras que Nos beijam” NO SEXTAS DA LUA

Em mangualde, 23 de março, 21h30, biblioteca municipal DR. ALEXANDRE ALVES
Em março, no ‘Sextas da Lua’, “Há palavras que nos beijam” com o espetáculo “Pessoa e Companhia” da Associação AMARTE. A iniciativa tem lugar no dia 23 de março, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal Dr. Alexandre Alves, em Mangualde, e a entrada é livre. A Associação AMARTE apresenta o espetáculo “Pessoa e Companhia”, trazendo à cena Fernando Pessoa e os heterónimos Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos, Bernardo Soares, o Dr. Pancrácio, o Barão de Teive e Maria José. Ainda haverá um momento especial dedicado ao romance com a sua Ofélia.
Em 2018, comemoram-se os 130 anos do nascimento de Fernando Pessoa. Assim, o ‘Sextas da Lua’ do mês de março é dedicada à poesia (21 de março – Dia Mundial da Poesia), relembrando o nosso grande poeta.
Sinopse:
“Hoje ele não faz anos. Dura. Somam-se-lhe os dias.
Hoje, Fernando Pessoa e alguns dos seus muitos heterónimos sentam-se à mesa, num jantar organizado pela sua “Bebezinha”, pela sua Ofélia. Revivem histórias, citações e excertos, revivem memórias de um Modernismo distante, mas sempre presente.
Passaram 130 anos desde o tempo em que festejam o dia dos seus anos.”
Dramaturgia e encenação: Maria Aguiar
Interpretação: Bruno Amaral, Carolina Almeida, Diogo Silva, Francisco Almeida, Fátima Marques, Inês Pinto, João Messias, João Vouga, Levi França Tiago Amaral
Coreografia: Helena Couto
Bailarinos: Carolina Almeida, Leonor Cardoso, Inês Cardoso, Mariana Gomes, Pedro Sobral, Soraia Coelho

MANGUALDE É O ÚNICO MUNICÍPIO EM PROJETO EUROPEU DE FORMAÇÃO PARA INDÚSTRIA AUTOMÓVEL DO FUTURO

Apresentação DRIVES
“Até 2025, a comissão europeia estima que será necessário preencher mais de 900 mil postos de trabalho (…) metade dos quais exigirão qualificações de alto nível. Tendo consciência desta realidade e conhecendo bem o nosso tecido industrial, não podíamos ficar parados.” – afirma João Azevedo
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EDITORIAL Nº 726 – 1/3/2018

serafim tavares
Caro leitor,
Partilho uma história, que revela uma realidade entre os chamados conhecidos ou amigos de vista.
Esticando a mão, ele disse: “Olá. Como está?”
Satisfeito por ver uma cara conhecida, cumprimentei-o, apertei-lhe a mão e perguntei: “Como estão a sua mulher e as crianças?”
“- Bem”, respondeu-me acrescentando: “e as suas?”
Então, de repente, comecei a ter dúvidas. “Certamente conheço este homem, mas quem será ele?”, pensei.
Enquanto amaldiçoava a minha memória, decidi arriscar:
– Desculpe, mas não consigo lembrar-me do seu nome.
– Engraçado, disse ele. Também não me lembro do seu.
Concordamos em sentar-nos num café para resolver o mistério. Foram os empregados de balcão que esclareceram a questão.
Frequentemente, tínhamo-nos encontrado em negócios, durante bastante tempo. Alguns anos antes, tínhamos até estado juntos em frente um do outro num restaurante, sem trocarmos uma palavra. Às vezes estávamos ali sentados sozinhos, inclusive. Conhecíamo-nos, mas sem realmente nos conhecermos.
Esta experiência afetou-me consideravelmente. É sinal de como podemos ser subconscientemente indiferentes aos outros, e no entanto, as pessoas com quem lidamos todos os dias são parte da nossa vida. Se as ignorarmos isolamo-nos do mundo, e podemos até julgar que estamos a proteger-nos do mundo, quando na realidade nos tornamos mais suscetíveis.
Desde então, vejo o mundo de outra forma e acho mais fácil retribuir simpatia com um sorriso ou apertar a mão de alguém, mesmo que não o conheça, para que não volte a acontecer que nos conheçamos sem nos conhecermos. Todos os cruzamentos com pessoas trazem valor à nossa vida.

Abraço amigo,