Arquivo diário: 1 de Fevereiro de 2019

EDITORIAL Nº 747 – 1/2/2019

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Caro leitor,
Portugal tem infelizmente sido governado, há mais de 15 anos, por muitos desgovernantes, que tendo como sua missão, compromisso e juramento governar Portugal, para bem de todos os Portugueses e Portugal, se demonstraram desonestos e o desonraram. Temos então um povo Português que está farto da rotina sem resultados e cansado de carregar com injustos impostos. Costuma dizer o povo que “são todos iguais”. Recuso-me a alinhar pelo mesmo diapasão, o do contentamento, pelo que lutarei até à última pancada do coração pela justiça e representação do colectivo na política. Digamos não aos corruptos, aos interesseiros e mesmo àqueles que comprometem um pouco dos seus princípios por benefício pessoal.
São 18 mil milhões derretidos por:
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e… etc.
Só se pede uma coisa às autoridades competentes: prisão perpétua a quem concedeu estes créditos para o Zé Povinho pagar. Sim! Porque todos estes milhões foram suportados pelo Estado, pelo que paga o Zé, o que trabalha o dia inteiro para ganhar mais um cêntimo. Tristes os que derretem Portugal. Quer dizer, tristes nós. Já não se consegue viver neste país, sobrevive-se.

Viva a liberdade!

Abraço amigo,

Progresso sem desumanizar

Ana Cruz
A sabedoria popular já dizia “Depressa e bem, há pouco quem” com o retrato puro de que para ter qualidade no serviço prestado tem que existir calma e organização (pensamento organizado). Tudo isto requer adaptação à novidade que a evolução\ progresso tem conduzido ao quotidiano. Mas para existir adaptação é imperioso gerir a resistência à mudança, tão típica do ser humano. Fornecer estabilidade psicológica através da formação profissional para atualizar o uso de novas tecnologias, constituí um meio de motivação profissional. E fornecer divulgação à população acerca dos benefícios das novas tecnologias é uma ferramenta para evitar o conflito associado à exigência de um atendimento célere desconhecendo o motivo da demora.
De fato, a resma de papelada manuscrita em consultório médico era apanágio de uma boa consulta. Escrever num papel timbrado ou carimbado era tão corriqueiro que o profissional de saúde realizava de forma natural conseguindo ouvir o discurso do utente em simultâneo, e muitas vezes durante a redação alterava a suspeita de diagnóstico mediante os sintomas verbalizados. A realidade é que qualquer profissional na área da saúde tinha tempo para realizar um exame físico e questionar o utente, porque estava despreocupado em relação à prescrição ou requisições de exames. O avanço científico quer na farmacologia quer nos meios complementares de diagnóstico era tão embrionário, que o número de medicamentos disponíveis era reduzido a fórmulas manipuladas pelo farmacêutico, e a realização de exames era apenas destinados a situações de emergência. E também existia a questão financeira dos cuidados de saúde. Não me canso de referir (em artigos anteriores já relatei esta situação!), que a economia das famílias no Estado Novo era parca, e gastar dinheiro em medicamentos ou exames desnecessários era um dilema constante nos profissionais de saúde, especialmente os médicos. Saber que para adquirir um medicamento significava um sacrifício para toda a família, pesava muito no ato da prescrição!
O salto tecnológico foi enorme e a adaptação foi carente em formação profissional a nível de comunicação de rede (computadores) e a exigência dos gestores de Saúde em melhorar resultados (indicadores) colide com este “muro”, que é a escassez de educar os grupos profissionais na introdução aos computadores! Impor a utilização de um computador na prática diária de qualquer trabalhador acarreta sempre uma formação. Mas o que acontece quando nada é explanado, porque pressupõe-se que toda gente já tem um computador em casa? Como colocar uma visão positiva ao profissional que durante 20 anos de carreira a escrever em papel, deve agora aderir sem questionar o uso de um objeto que desconhece? Bem… A saída mais airosa no final do séc. XX, era a reforma da carreira profissional para não sujeitar-se à adaptação. Para a psicologia contemporânea, este mecanismo de defesa é denominado por fuga, para o comum mortal significa medo de falhar! Assim terminava a minha carreira contributiva sem abdicar da minha resistência às novas tecnologias, e delegava isso para os mais novos! Mas muitos permaneceram no seu local de trabalho, sem qualquer apoio na introdução ao novo meio de comunicar e enervam-se com a complexidade de teclas e senhas que têm de saber para utilizarem o computador. A verdade é que o olhar passa a estar assente no monitor e como desconheço como devo proceder tenho de me concentrar no computador em vez de olhar e escutar o utente. Este por sua vez, nem fala devido à irritação que o profissional demonstra (comunicar não é só palavras, uma testa franzida inibe o inicio de uma conversação!). O mesmo profissional que tinha sempre tolerância em escutar o utente e realizar uma parte importantíssima da consulta que é a entrevista (Anamnese), agora foca-se em encontrar os milhentos códigos que simplificam a sua prática. E antes do utente falar já tem as análises, as ecografias a serem impressas ou enviadas em SMS (outra novidade do SNS, mas pouco divulgada ou adaptada para a população em geral). Quando chega a vez de questionar os sintomas do utente, o tom de voz já desespera de antecipação por ter de procurar mais códigos no computador para investigar os sintomas do utente. Porque numa história clínica há sempre a versão subjetiva (a sensação que o utente refere) e a versão objetiva (sinais medidos pelo profissional de saúde\ Exame físico). O que significa que quando falha a parte subjetiva, o profissional pode realizar um plano ou diagnóstico incorreto, deturpando o motivo do utente recorrer ao seu serviço. Isto leva à famosa “Medicina Defensiva”, que é prescrever múltiplos exames\ medicamentos sem queixas associadas para prevenir conflitos na relação com utente por falta de exames. Porque faz-se reclamações por falta de exames, mas nunca por exames desnecessários e com efeitos secundários desagradáveis.
É a cultura do “mais é melhor”, desvalorizando que somos seres únicos e que não devemos generalizar. Lá porque a vizinha fez 3 Rx, 2 colonoscopias e 5 análises clínicas num ano, não significa que tem mais saúde do que eu! Aliás invejar a quantidade de exames e medicamentos que os outros têm, demonstra a desvalorização que a pessoa faz da sua saúde. Bem que a vizinha não queria passar por tantos exames….

REFLEXÕES

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PROTECÇÃO ANIMAL EM MANGUALDE
Episódios
Situando-me de novo na minha terra revivo na memória um incontável número de factos em que os animais e as suas desgraças eram protagonistas. Referi na última crónica o primeiro cãozinho que abriguei em Coimbra em finais da década de 70 – o Niky – o qual passou a acompanhar-me todos os fins – de- semana que me deslocava a Mangualde. Mas entretanto já tinha na casa paterna, a Luna – uma cadelinha de porte muito pequeno que andava a deambular anos antes, no Rossio. Quando a recolhi já estava prenhe. Passaram-se semanas e parecendo ter chegado o momento do parto preparei-lhe de novo a sua caminha. Em princípio seria essa noite… antes de me recolher fui vê-la, ainda estava bem. Cerca das oito horas da manhã voltei para verificar a situação. Entrei em pânico. Vi dois cachorrinhos mortos e a cadela sem reacção com um a nascer de patas! … Mas não nascia. Não sabia há quantas horas estaria sem contracções… e também não sabia que os filhotes não deviam nascer naquela posição. Aflita, pensando que ajudava puxei pelas patinhas, ouvi um estalido, não saía ! Fiquei bloqueada …que fazer? A quem poderia pedir ajuda? Veterinários aonde?! Lembrei-me de um empregado da fábrica ali ao lado, que criava animais nos tempos livres. Será que me poderia ajudar? Fui lesta e descrevi a situação. Acalmou-me …vamos lá a ver, na minha vida de agricultor já salvei muitos bezerros, cabritos, borregos… e as mães. Quando chegamos junto da cadelinha estava quase inerte…. Depressa, traga-me azeite numa tigelinha (!!). Azeite ?! Sim, azeite…
Fui rápida. Ajoelhado junto ao animal ele molhava os dedos no azeite e besuntava as patitas e a parte traseira do cachorrinho e ia puxando com cuidado…fez isto várias vezes e o corpo assim amaciado ia deslizando, ia saindo ! Eu nem conseguia falar. Não sei quanto tempo demorámos, mas de repente…pronto, já está fora !! Também morto, é evidente. Chorei de emoção…e a cadelinha? Massajou-a, começou a recuperar e passado algum tempo ficou finalmente descontraída, mas ainda não estava tudo resolvido. Continuou em trabalho de parto e agora sim, nascia outro cachorrinho normalmente… o único vivo, por felicidade, para poder aliviar a mãe na produção do leite.
Ao recordar este insólito acontecimento ainda me espanto com o poder da sabedoria popular. Sabedoria que os nossos antepassados foram acumulando e transmitindo de gerações em gerações. E foi graças à sabedoria deste agricultor que esta cadela e o seu filhote viveram os anos das suas vidas, felizes, convenientemente cuidados e acarinhados.
Talvez estranhem a descrição deste episódio situando-nos nos dias de hoje em que os recursos estão todos a dois passos. Foi mais um das centenas que se foram desenrolando ao longo de quatro décadas (alguns dos quais irão ser relatados para que conste), numa época em que a expressão protectora de animais soava a “maluquinha dos bichos”. Não seria caso único no País, com certeza, mas a verdade é que só na última década a protecção ganhou força e expansão, para o Bem e para o Mal, já que para além do bom que se tem feito, há pelo País fora factos e situações que devem ser investigados. Há comportamentos humanos verdadeiramente desastrosos em que os pobres animais são os protagonistas e as infelizes vítimas.
Janeiro 2019

IMAGINANDO

francisco cabral
PARTE 51
Lei da Atração-continuação
O Vácuo Quântico é:  (99%) -Onda Eletromagnética/Energia Pura e (1%)-Átomos. Essa Onda começou a ganhar complexidade tornando-se Átomos.
Os Átomos, são formados por Elétron-Negativo e um núcleo. Dentro desse Núcleo estão os Próton-Positivo e Neutron-Neutro),ambos presos por força nuclear.
 Os Prótons e os Neutrons, são feitos de partículas ainda menores, os Quarks, que também se ligam por força nuclear, funcionando para cima e para baixo.É aí que nasce a substância ( matéria). Poderia falar no Boson de Higgs ou Teoria das cordas mas fico-me por aqui. O principal creio ter explanado.
Obs: Nossas células são constituídas por Átomos sendo que o centro de cada Átomo é (99%) Vácuo Quântico, a Centelha Divina que nos criou à Sua Imagem e é parte do Todo. Os Átomos interagem pelo que chamamos  pacotes de energia ou Quântuns, e através do pensamento abrimos um Portal para uma realidade transcendente sem tempo nem espaço, de onde as coisas surgem e desaparecem do nada.
O que é um Quântum? É exatamente a menor parte de uma coisa, a que é mesmo indivisível. Para que se entenda melhor a nível atómico, vamos exemplificar em matéria o que definimos por Quântuns.
Ex: O Quântum de um deserto é o grão de areia, do Oceano é a gota de água, e o Quântum de um organismo humano são as células. Há aqui um interação. Por sua vez as células são Átomos que se interagem por Quântuns, ou seja pela emissão de pacotes de energia. Não esqueçamos que a areia de um deserto e a água também são Átomos. O Quântum da Fisica quântica simplificando, é a menor parte da energia una, possivel do Universo. São esses Quântuns que a partir da consciência, nos ajudam na intuição e contemplação de realidades Metafísicas (o que vai além de tudo, Natureza ou Física). Transcendentais. Observemos: A paisagem formada pelos grãos de areia de um deserto leva-nos  a uma contemplação na sua imensidão através da interação, podendo até a partir da nossa consciência, usar a intuição (imaginação) para novas paisagens com esses mesmos grãos de areia. Os Átomos interagem entre si através dos quântuns e em função da frequência vibracional dos nossos pensamentos, em comunhão com os sentimentos. Aí damos realidade às nossas próprias paisagens.
Como acima mencionado, concluo que todos estes grãos de areia, água, corpo humano, etc.,  ou seja estes microcosmos são Átomos e eles, são um espelho do Macrocosmos (Mente Superior). Somos a Sua composição.
Uma das Setes Leis Herméticas diz-nos: O que está em Cima é como que está em Baixo e o que está em baixo é como o que está em cima (HermesTrismegisto) ou seja esclarecendo;  cada célula, grão de areia, água etc., é a projeção da Mente Superior e vice versa. È a prova real que Todos somos UM. Nada está fora, tudo está dentro desse Vácuo.
 No dia em que compreendermos que SOMOS UM COM O TODO, que fazemos parte do Seu Pensamento e Sentimento (Amor Incondicional), e que se afetarmos seja quem fôr nos estamos afetando a nós por sermos esse Vácuo Quântico, não precisaremos dos paradigmas que estamos vivendo na atualidade. Não haverá concorrência, guerras, crenças, etc,. Apenas amor.
Continua
fjcabral44@sapo.pt

HISTÓRIAS DENTRO DA HISTÓRIA

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O XAILE
É há séculos peça de vestuário transversal á vida das mulheres. Agasalha instintos maternos de semente que germina, marca nascimentos, eventos públicos, festas de gala, lutos e dores. Navegou por mares e oceanos até chegar a Portugal como peça rara, num fumo de ansiedade era muito procurado, o xaile de Caxemira por todas as damas elegantes numa disputa frenética e até á margem da lei, no contrabando, trazidos como prendas valiosas para suas esposas e filhas pelos viajantes das longínquas paragens do oriente. Era uma peça de luxo apenas ao alcance de alguns privilegiados. Os primeiros xailes que foram importados, simbolizavam estatuto social e económico apenas ao alcance de algumas bolsas mais abastadas. Eram sinal de riqueza. No início do século XX, disfrutando o nosso país de um conjunto de circunstancias sócio-económicas favoráveis, o xaile chega ás camadas populares, tornando-se acessível e contribui imenso para o desenvolvimento da industria. A mulher camponesa que com a enxada abrandece a terra dura, ou de cajado na mão pastoreia o gado no monte, sempre teve o hábito tradicional de usar pelas costas uma espécie de agasalho servindo-lhe uma saia dobrada, uma capa, uma capucha, capoteira ou mantéu, tendo finalmente aparecido o xaile. A sua preferência decorre do facto de ser prático no uso diário, permitindo maior amplitude e liberdade de movimentos. Resiste ao desgaste do tempo, torna-se mais durável. O xaile de lã, o mais habitualmente usado pelas pessoas do campo, além da sua durabilidade e reduzida manutenção, fácil de limpar é lavado todos os anos no tanque público, seco no arame estendido no quintal e arrumado na arca de madeira, salpicado com bolas de naftalina para afastar a traça. A mulher do campo envolvia-se no seu xaile para esconder a pobreza do seu trajar, mas como viçosa paisagem que o sol ama em brando sonho, e que a transparência e a alegria da sua vida quotidiana fatalmente lhe conferiam numa majestosa e assoberbada dignidade. Muito prático para uma saída á rua. Na lavoura colocavam-no em triângulo, pelas costas, que lhes deixava os braços livres para o trabalho e simultaneamente lhe tapava o frio gélido dos invernos rigorosos com cheiros de tristeza e melancolias puras. Xailes de festas e romarias eram considerados um luxo e jóia de família sendo transmitidos como herança de mães para filhas.
E o fado nas suas vozes mais cristalinas e quadras sentimentais não o esqueceu e o exalta com muita justiça e com o sentir do coração o elogiou e cantou:
O xaile de minha mãe
Que me aqueceu com carinho
Mais tarde serviu também
Para agasalhar meu filhinho

Com suas franjas brincava
E dormia docemente
Quando minha mãe cantava
A s canções da antigamente

Diz meu filho com amor
Nem um manto de rainha
Para mim tem mais valor
Que o xaile da avozinha

Não há relíquia mais linda
Que o xaile dos meus afectos
Quem sabe se serve ainda
Para agasalhar meus netos

A ambição desmedida
Que a minha alma contém
Era vê-lo toda a vida
Aos ombros de minha mãe

FEVEREIRO

juiz
O mês de Fevereiro é o mês mais pequeno do ano, pois só tem 28 ou 29 dias, enquanto todos os outros têm 30 ou 31 dias.
Aliás, nem sequer tinha lugar no primeiro calendário romano, onde só existiam dez meses, sendo o primeiro o mês de Março. Os atuais nomes dos últimos meses do calendário ainda evidenciam exatamente a mesma ordem, desde o 7ª ao 10º: Setembro (7), Outubro (8), Novembro (9) e Dezembro (10). Anteriormente, o mês de Julho tinha o nome de Quíncio e o de Agosto o de Sêxtil, por serem, respetivamente, o 5º e o 6º mês do calendário de Rómulo.
Para os romanos era mais fácil adotar um calendário lunar. Assim, de Março a Dezembro, o calendário de Rómulo contava os meses lunares com 29,5 dias, mas com a adaptação, atribuíam aos meses a duração de 30 ou 31 dias, alternadamente, totalizando 304 dias. Ficavam de fora 61,25 dias, pois os astrónomos romanos sabiam que o ano solar tinha a duração (de solstício a solstício, por exemplo) de 365,242 dias.
Quando Numa Pompílio se tornou rei de Roma, modificou o calendário. Como os números pares eram, na época, considerados fatídicos e os ímpares agradavam aos deuses, todos os meses de 30 dias passaram a ter apenas 29. O ano passou a ter 12 ciclos lunares, ou seja, 12 meses e, portanto, foram acrescentados mais dois: o mês de Janeiro, dedicado ao deus Jano, no começo do ano, com 29 dias, e o de Fevereiro, cujo nome deriva de Februo, “deus dos mortos” ou de februare, “purificar”, no final do ano, com 28 dias.
Deste modo, o ano passou a abranger 355, sendo, portanto, inferior em 10 dias e uma fração ao ano trópico. Sentiu-se então necessidade de intercalar entre os dias 23 e 24 de Fevereiro, de 2 em 2 anos, mais um mês, denominado Mercedonius, com 22 ou 23 dias, alternadamente.
Quando Júlio César chegou ao poder, em 46 a. C., o calendário lunar foi substituído pelo calendário solar. Janeiro e Fevereiro foram colocados no início do ano e Júlio César repartiu os dez dias de diferença por vários meses, continuando o mês de Fevereiro a ser o de menor duração. A ordem pela qual se alternavam 31 dias nos meses ímpares e 30 dias nos meses pares também sofreu alteração. O mês dedicado a César Augusto (Agosto) não podia ter menos dias do que o mês dedicado a Júlio César (Julho). Por isso, foi acrescentado a este mês mais um dia, que foi retirado ao mês de Fevereiro. A ordem dos meses também foi alterada ficando os dois últimos meses com 30 e 31 dias.
A palavra calendário deriva do latim Calendarium, que significava o livro de contas que indicava as calendas em que os juros deviam ser pagos. O calendário Juliano foi substituído pelo calendário gregoriano, criado pelo Papa Gregório XIII, em 24 de Fevereiro de 1582. No nosso País entrou em vigor na data indicada pela Santa Sé, por força de uma lei assinada pelo rei Filipe I de Portugal. A sua adaptação obrigou a que, de início, tivessem de ser omitidos 10 dias do calendário juliano, pelo que deixaram de existir os dias 5 a 14 de Outubro de 1582. Assim, o dia imediato à quinta-feira, 4 de Outubro, desse ano, passou a ser sexta-feira, dia 15 de Outubro.
Demorando o movimento de translação da Terra 365 dias e quase 6 horas, determina que, ao fim de cada 4 anos, há necessidade de um ajustamento, considerando mais um dia. Trata-se do ano bissexto, que tem a duração de 366 dias. Esse dia a mais é acrescentado ao mês de Fevereiro que passa a ter 29 dias. Matematicamente, portanto, o ano é bissexto quando é divisível por 4. Assim, o próximo ano de 2020 será bissexto. Excecionalmente, os anos seculares só são bissextos quando são divisíveis por 400, ou seja, 1600, 2000, 2400, etc.
Para sermos mais precisos, devemos dizer que o ano solar dura, em média 365 dias, 5 horas, 49 minutos e 12 segundos, ou seja, 27 segundos mais do que o ano trópico. Estes segundos de diferença são quase irrelevantes, pois só se traduzirão em mais um dia ao fim de 3.323 anos.
A mudança para o calendário gregoriano foi sendo adotada pelos vários países por um período de tempo que se prolongou por mais de três séculos. Na Europa, os últimos Países a seguir o calendário gregoriano foram a Grécia, em 1923, e a Turquia, em 1926. Alguns Países conservam, em paralelo, outros calendários para usos de caráter religioso.

SANFONINAS

dr. jose
Andar de cabeça para baixo
– Ó pai! Então se tu tinhas bilhete válido, porque é que mostraste o da outra semana? Quiseste chatear o revisor, foi?
– Não, filho, não foi! Tu imaginas o que é a vida daquele homem, de manhã à noite, «Bom dia! Se faz favor!…», «Obrigado!», «Bom dia! Se faz favor!…», «Obrigado!»? O passageiro mostra o bilhete, sem um sorriso, nem sequer, por vezes, olha para ele, o revisor põe maquinalmente o bilhete na máquina do controle e… segue em frente. Milhares de vezes, se calhar, ele faz isso, sem que o cumprimentem e lhe sorriam! Assim, hoje, ao final do dia, ele chega a casa e, ao jantar, é capaz de contar aos filhos: «Hoje, houve um velhote que me quis enganar e me entregou um bilhete da semana passada! Mas eu topei-o!».
Há anos, vinha de carro com a rádio ligada. Era de manhãzinha.
– Então, Amélia, ainda não há nenhum acidente?
Era o locutor de serviço no programa, em que, como é habitual, se dá conta do movimento rodoviário, para informar quem se desloca para o emprego. A Amélia estava na redacção:
– Não, está tudo normal. Acidente nenhum!
Senti que haveria no ar de ambos algo de enfastiado. Que maçada, uma manhã sem acidentes!… Não tem piada nenhuma, não há nada para contar!
Lembro-me de ter ouvido a Balbina aconselhar o amigo que ia casar:
– Ouve lá! Quando já souberem tudo um do outro, como acordam, como se despem, como dormem, e houver iminente perigo de canseira, mudem os hábitos, troquem as mãos, façam trinta por uma linha!…
Lembrei-me da Balbina outro dia, quando me apercebi que até o meu labrador não ia lá muito à bola com os rituais e cada dia escolhia um roteiro para os nossos passeios higiénicos. Abençoado!
E veio mesmo a talhe de foice uma daquelas mensagens com que os amigos nos enriquecem a caixa do correio. Esta, porém, não era nada despropositada e trazia uma série de recomendações para se adiar a chegada do Sr. Alzheimer. Referia-se à ciência que dá pelo nome de Neuróbica e que tem justamente como propósito «fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional»: pôr o relógio no pulso contrário; vestir-se de olhos fechados; andar às arrecuas pela casa… Ora toma! N’As Aventuras de João sem Medo, de José Gomes Ferreira, também há pessoas que andam de cabeça para baixo; acho que é para terem as ideias mais frescas. Mal sabia o autor que… tinha inventado a Neuróbica!…

Grandes Projectos para a Região

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Nos últimos dias temos assistido ao lançamento de grandes ideias e projectos para a Zona Centro do País.
Entre os grandes projectos a ligação por comboio entre Aveiro e Mangualde. A ideia é óptima por ser uma ligação directa dos Portos de Aveiro e de Leixões à Espanha e à Europa.
Esta ligação traria de novo o comboio à cidade de Viseu e mais coesão e desenvolvimento aos territórios de baixa densidade promovendo a sua sustentabilidade.
Voltemos à ligação ferroviária Aveiro – Mangualde. Esta grande obra com 86 quilómetros, seguiria paralela à auto estradas A25, electrificada, com travessas polivalentes susceptíveis de adaptação à bitola europeia podendo atingir 200 Kms por hora e transportaria cargas superiores às actuais. Respeitaria mais o ambiente e traria menos poluição.
Não podia ser melhor. Viseu voltaria a ter comboio ao fim de 30 anos de interrupção.
Viseu, Capital de Distrito, é na actualidade a única sem caminho de ferro.
E Mangualde uma grande plataforma. A unidade de montagem de automóveis em Mangualde poderia beneficiar imenso com a concretização deste grande projecto que ajudaria muito à sua manutenção.
Este é o projecto mais caro, no que diz respeito à ferrovia, cerca de 675 milhões de euros, para o próximo quadro europeu. Este projecto, ou outro parecido, apresentado anteriormente a Bruxelas foi chumbado com base na sua taxa de rentabilidade negativa. E por isso este anúncio é uma segunda tentativa do Governo, que se não tiver aprovação, apoio dos Fundos Europeus de 405 milhões de euros não terá no futuro próxima realização.
A linha da Beira Alta está subaproveitada, só tem 6 comboios de carga por dia.
Ainda há outros problemas, que têm o apoio de Coimbra, que vê neste projecto uma forte concorrência à renovação da linha da Beira Alta.
Por isso corremos o risco de ficarmos só pelo sonho desta ligação.
E sonhar já não é nada mau! …