Arquivo mensal: Dezembro 2019

EDITORIAL Nº 767 – 15/12/2019

patrao
Caro leitor
Neste Natal, vamos renascer como todas as manhãs para o aperfeiçoamento diário, rumo a uma vida mais pura, mais cristalina e assim conseguirmos deixar o mundo mais digno, mais justo para os já existentes e para os vindouros.
Existe lá nesta vida, graça maior do que a de nascer? Quando olhamos para a carinha de um recém nascido, pernas frágeis, olhos profundos, sorriso puro e o rosto rosado, aí encontramos a resposta.
Nascer é uma festa, nem que seja numa manjedoura. Renascer de facto, deve sê-lo também, pois é entrar para o milagre dos vivos. É bom nascer, mas existe muita responsabilidade fazer nascer alguém. Se quer ser pai deve consciencializar-se da responsabilidade de ter filhos. Renascer e nascer é muito mais do que ter um nascimento. O nascimento biológico tem data marcada e muita festa, mas os pais têm a responsabilidade de fazer nascer o seu filho para a maturidade e para o bem, todos os dias da sua vida. Mas é uma responsabilidade feliz. A mais feliz que o homem pode ter.
O Homem tem evoluído na procura do bem. O engraçado é que quando pensa que já sabe tudo, vem Deus e troca-lhe as voltas. Mantem-nos humildes na face da grandeza e complexidade das coisas que nos rodeiam.
Quero neste Natal agradecer o dom da vida. Neste Natal que celebra o nascimento, quero aqui lembrar também os que já partiram e estão com Deus, pois lá pedem a Deus por nós, todos os dias, todas as horas e a cada segundo. Agradecer também aos vivos, à minha família, todas as famílias, caros leitores, clientes e amigos, a todos os colaboradores deste seu jornal Renascimento, anunciantes e milhares de assinantes espalhados pelo mundo, para eles e por eles entrego toda a minha dedicação.
Feliz Natal e um Próspero Ano Novo, são os meus votos.

Abraço amigo,

“Qual a minha medicação? Veja aí no computador…”

Ana Cruz
Muitos são os termos relativos à medicação! Há a “distinta” terapêutica; o “ilustre” fármaco; o “singelo” tratamento ou a “ardilosa” droga! O sentido das palavras interfere sempre na forma como a pessoa dá valor ao significado da mesma. Dizer “Olha, a Maria começou um tratamento novo para os rins” ou “A Maria vai ter de iniciar umas drogas para melhorar o rim”, torna o cenário mental sempre diferente. De fato, imaginaria a senhora envolta de tecnologia, numa divisão de cores neutras criando a ideia de limpeza, acompanhada por enfermeiras e médicos a colocarem o “tratamento”. Mas quando se fala em “drogas” …Logo a nossa mente reduz a situação para um antro escuro, onde o ambiente é esquecido pelo asseio e cujas as figuras são burlescas, passando uma imagem de corrupção e ilegalidade. Isto é o resultado da influência cinematográfica e mediática que criam um julgamento descontextualizado e apressado de uma palavra.
No fundo medicação ou outra terminologia levam sempre para a conflitos na sua toma ou administração, o que levou a histórias que parecem inventadas!
Por exemplo, reza a história que em tempos em que as mulheres pouco detinham controle do planeamento das suas gravidezes, pediam de forma disfarçada a “pílula” ao médico. Este, após o discurso em prol da continuidade da espécie, era cabalmente contrariado perante a miséria salazarista dos filhos pés-descalços e encaminhava a mulher para a enfermeira com um bilhetinho. Passado uns meses a enfermeira vinha entregar os bilhetinhos ao médico com esta frase “Por favor, informe que é para tomar com um copo de água!”. É, que a rapidez de adquirir a milagrosa “pílula” provocava alvoroço na forma de a tomar. Ora se o objetivo é evitar a gravidez, lógico seria coloca-la no local onde procede-se a “união de fato”, o coito. Muitas foram as mulheres que reclamavam que as “pílulas” não resultavam por não dissolverem, ou até por caírem no chão! Penso que a confusão poderá ter-se devido à proibição de proferir certas palavras nessa época, ainda hoje muitas mulheres designam o órgão feminino, vagina, por “boca do corpo”!
Outra também inédita e verdadeira, é a prescrição de um medicamento sob a forma de cápsula que vinha em cartela de alumínio (são as embalagens seladas com uma parte rígida e outra flexível para remover o medicamento da cavidade, com picotado individual). A esposa ficou incumbida de administrar o medicamento ao marido e uma semana depois virem para avaliar os sintomas. O médico ao questionar como foi a toma do medicamento, por ser uma cápsula de dimensões maiores que os vulgares comprimidos, obteve esta resposta: “Bem, Sô Doutor, já não lhe doí tanto os estomago, mas foram difíceis de engolir! O meu marido queixava-se que os cantos arranhavam na garganta” – o médico intrigado questionou como a esposa preparava a medicação. -”Então? Tirava da caixa e cortava pelo picotado e dava-lhe com um copo de água! E já agora se pudesse dar-lhe uma pomada para as hemorroidas, e que este medicamento também custou a sair… ”
Apesar destas descrições poderem ser consideradas satíricas, são na realidade o motivo principal para a “Reconciliação Terapêutica”. Fundamentalmente isto significa, segundo a Direção Geral de Saúde (DGS), Norma nº18/2016: “… define-se como um processo de análise da terapêutica de um doente sempre que ocorrem alterações na mesma, com o objetivo de evitar discrepâncias, omissões, duplicações ou doses inadequadas, promovendo a adesão à terapêutica e contribuindo para a prevenção de incidentes relacionados com a mesma”. Apesar da norma estar orientada para os profissionais de saúde – médicos, enfermeiro e farmacêutico- há uma óbvia omissão do utente neste processo. De fato, ao questionar qualquer pessoa que toma mais de 3 medicamentos diários se conhece os nomes e para que servem a resposta é veloz e acompanhada de ironia “Oh, Sra Enfª, não fui eu que andei a estudar isto!”. Pois, tem muita razão a pessoa! Eu também não estudei para ser chef de cozinha, mas alguém tem de cozinhar, certo! Enfim… E voltamos sempre à mesma situação: comunicação e desresponsabilização! Em primeiro lugar todo o individuo é responsável pela sua saúde e por conseguinte de saber o que toma de medicamentos e como gere esses medicamentos. Segundo, só pode assumir este papel se tiver conhecimento e aceitar as mudanças que podem ocorrer para estabelecer o seu conceito de saúde.
Aqui é importante a recolha da informação que só o utente\ pessoa nos pode fornecer em contexto hospitalar seja fidedigna e que os profissionais consigam adequar o novo tratamento sem causar dano no equilíbrio terapêutico. A “famosa” carta que os utentes são agraciados no ato da alta hospitalar, já contém elementos para continuar o processo de reconciliação terapêutica. Infelizmente, nem sempre coerente no seu esclarecimento. Continua a existir sobreposição de fármacos e balbúrdia na forma de os tomar. É vantajoso este sistema, mas ainda há um grande caminho a percorrer, cujo principio passa por uma maior inclusão do utente\pessoa através da literacia para a saúde! Espero que no futuro o que é uma norma, seja considerada uma mais valia e não um item para atingir a qualidade. Mudar os comportamentos, não só, mas também de todas as partes. Para que uma carta não fique por abrir, para que o ganho em saúde não seja considerado uma perda de tempo!

MEMÓRIAS

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SERÕES À LAREIRA
Tempos de Inverno bravios que hoje ainda desencadeiam em nós a nostalgia de um saudoso passado e que eu numa humildade de partilha que será comum a tantos de vós caros leitores, aqui benevolamente vos imponho mais uma página ditada pelas largas palpitações da vida memoriando a nossa casa que é o santuário da nossa essência. Imaginemo-nos frente à nossa lareira funda de boca larga, qual boca de gigante sem dentes, enegrecida por uma espessa camada de fuligem como densa película de um coração empedernido. Lá fora sentíamos cair a chuva em grossas bátegas, o céu mais parecia uma canastra rota. Estávamos aconchegados á lareira com um lume crepitante, ao fulgor de umas labaredas alimentadas por grossas cepas de árvores, arrebanhadas no monte pela veleidade do serrote e a força do machado. Sentada num “mocho“ nossa mãe cozinhava um caldito de farinha numa panela de ferro, negra do fumo, como aquela noite escura, sem luz nas ruas. Embalados pelo terno calor daquele lume flamejante, enquanto nossos sonhos aqueciam, acicatávamos-lhe aquele espírito em leiva terrosa que nunca levara húmus nem semente, impregnado de uma virgindade espiritual, recitando-lhe pequenas “estórias”, lendas de ilusão de príncipes e princesas encantadas, fadas e duendes que transformavam objectos e pessoas, que lhe faziam transbordar de emoções a sua santa inocência. Envolviamo-la numa nuvem de sonho vivenciava mundos que nunca tinha sonhado e verdadinha jamais conseguiria viver. Era necessário reverter a ilusão para a realidade, avivar a chama que nos aquecia manter o lume com labareda alta pois em breve chegaria o nosso pai que trabalhava na vila ou no campo encharcado até aos ossos. Homem firme e duro, cepa rija que desafiava a intempérie que bradava no exterior. Assava-se no braziol uma sardinhita “escochada“ , suculenta e saborosa. Em cima de umas “trempes“ já a bacia de barro esbeicelada nas bordas e decorada com umas ramagens de oliveira tendo como fundo a Srª do Castelo, transbordava de um cremoso caldo de farinha. Irmanados no amor e no apego sentimental que sempre nos amarra ao nosso ninho natal, comíamos na intimidade das berças, no silencio da luz de um candeeiro a petróleo e da iluminação das labaredas que sombreavam tremelejando como um cortejo de fantasmas na penumbra da cozinha, na “cantareira“ dos pratos, copos e tachos, donde pendiam grossos ramalhetes de ervas medicinais, secas, colhidas no campo e até na berma do caminho para chás e curas de maleitas: o ipiricão, a erva de S. Roberto, a barba de milho, as malvas, a salva, a cidreira entre muitas outras. Terminada a frugal refeição da ceia e enquanto nosso pai ia à taberna desabafar das mágoas, pôr a conversa em dia entre dois copitos de vinho, após um quotidiano de labuta. Nossa mãe resguardava-se da noite fria em frente da lareira, intermeando os remendos da roupa com a cosedura das meias. Lá fora a noite era como breu e a chuva teimava em romper o céu. Não havia luz. E já numa lassidão comprometedora se nos colavam os olhos como ímanes de poderoso magnetismo. Transcendíamo-nos em esforço para ainda ouvir uma reza ao “mau olhado“ que deveria ser feita durante sete dias consecutivos , e tanto se aplicava a pessoas como animais :
Esse ar que te deu, quem to daria que não fosse por maldade? Que não fosse por vingança? Talho-te por Deus e pela Virgem Maria, em que porás toda a esperança.
E pela s três pessoas da Santíssima Trindade, assim como elas querem e podem, ao toque do nosso sino, pelo Seu poder Divino, de onde este mal veio, depressa lá retorne. (Rezávamos três pais nossos e três Avé – Marias).
A noite está densa e ouvem-se os gemidos doridos do vento. Recolhemos ao leito, uma cama quentinha e fofa com um colchão de palha centeia estaladiça, lençóis de flanela e cobertores de estopa. O sono é paz, é aconchego é descanso. Recomendávamo-nos rezando uma oração ao nosso anjo da Guarda:
Anjo da Guarda minha companhia, guardai minha alma de noite e de dia. (Pai nosso e Avé- Maria) .
Com Deus me deito com Deus me levanto, com a graça do Filho e do Divino Espírito Santo
Dormíamos no sossego da corte celestial.
E estamos nós agora a pensar, voando nas asas do tempo: Como é admirável a complexidade evolutiva do ser humano!!!…
Hoje já nada é assim….

IMAGINANDO

francisco cabral
PARTE 70
Continuação
Segundo escritos, foi Saint-Yves d´Alveydre o homem que deu Luz ao Mundo do território Sagrado de Agharta, afirmando que a visitava através da meditação, e tinha conhecimento onde esta se localizava fisicamente, mas que por razões de segurança não a divulgava.
Obs: Para os espiritualistas tanto a meditação como o sono, são estados em que a Alma abandona o corpo físico temporariamente fazendo viagens astrais, embora  preso pelo cordão de prata.
Mas  qual o relacionamento de Sintra com o Reino de Agharta?
Havendo no seu subterrâneo imensas grutas e algumas minas de água e ainda um relacionamento muito forte entre ocidentais e asiáticos através do Budismo e Hinduismo, Sintra e quem a visita entram num mundo em que a paz e harmonia faz parte do seu dia a dia como um paraiso  de grande pureza, semelhante ao Mundo de Agharta.
Obs:Não tenhamos dúvidas que futuramente, este é o caminho  do ser humano na procura de um mundo melhor, para se encontrar consigo próprio.
Estou-me referindo, em Sânscrito (hoje uma língua morta) de inscrições indianas na Quinta da Penha verde, situada no sopé da Serra.
Ainda e em Sânscrito, segundo Saint-Yves d´Alveydre, Agharta significa “impossível de encontrar”
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Os Subterrâneos de Sintra e o Mito de Agharta
Voltando à Terra Oca, após o grande dilúvio, novamente os Lemurianos se agruparam formando uma nova Sociedade de Agharta, tendo como Capital Shamballa, e ao que tudo indica, localizada abaixo do actual Tibete. É através de uma série túneis, que esta cidade se liga à cordilheira do Himalaya.
Ainda pelos túneis, estes evoluidos  seres intraterrenos vêm à superfície evidenciar a “sua poderosa energia” e Sabedoria Divina, baixando a sua vibração à frequência do ser humano, para que possam ser visíveis e muitas vezes ajudarem em diversas curas.
O reino de Agharta tem um ecossistema semelhante ao da superfície. Trabalham a agricultura biológica e na sua atividade fazem-se transportar por teletransporte.
Ao contrário da superfície, tem um sistema de clãs que se associam mutuamente, originando comunidades mais pequenas, que ao se misturarem formam bairros de cidade.
São cidades maiores ou menores, variando entre 10.000 a 1.000.000 de habitantes.
Os habitantes  de Agharta vivem numa rede de cidades de cristal, espalhadas pelo interior do Planeta.
Têm um Conselho, que elege um indivíduo considerado o mais sábio e merecedor de honras, que é eleito Rei ou Rainha.
Ao contrário dos Governos da superfície terrestre, o Rei ou Rainha tem por função colaborar e dar exemplo. É muitas vezes responsável pelo grande exército de colaboradores que secretamente  envia para a superfície na ajuda à humanidade, assim como para colaborar com o Conselho da Federação Galática.
Ainda e para quem desconhece, incluido no Reino de Agharta, temos em Dornes a Cidade intraterrena de Lys Fátima, localizada a cerca de oito kms de profundidade, e que forma um triângulo, que chamamos de “Triângulo de Fátima”.
psicografia
Cidade intraterrena de Lys Fátima (psicografia)
Esta cidade faz parte de um Centro Intraterreno, que magneticamente abarca a Europa Ocidental e de um modo particular a Península Ibérica.
Mediante o que o leitor pode observar, é esta a razão porque os habitantes de Portugal têm muito orgulho no nosso País e exemplo para os demais, por sermos uma comunidade fraterna e com uma proteção tão forte por Seres Multidimensionais, como o caso de Mãe Maria, que fez questão de descer em Fátima. Talvez agora saiba a razão porque foi aquele, o local escolhido.
Antes de terminar, quero expressar a todos os colaboradores deste Jornal, onde incluo os que dão voz através da sua escrita para tornar este quinzenário cada vez mais rico, extensivo a todos os leitores e população em geral, um Santo e Feliz Natal e um  Ano de 2020 cheio de alegria.
Que o Senhor abençoe todos os lares.

SANFONINAS

dr. jose
Entradas desabridas
Dei comigo a pensar nas entradas desabridas.
E foi porque vestira às avessas a camisola interior e só reparei nisso quando já havia por cima dela a camisa, devidamente metida nas calças, e uma camisola. A primeira reacção foi:
– Pronto! Já vesti mal esta porcaria outra vez!
Matei-a, felizmente, à nascença e, serenamente, fiz o propósito de, na próxima, ter mais atenção ainda! E, claro, evitar sempre a entrada desabrida.
«Desabrida». Agora reparo no sentido do termo: desabrida por não ter qualquer resguardo, recato ou ponderação. «Entrada», por seu turno, lembra-me logo o futebol, onde uma entrada dita perigosa ou mal intencionada é de imediato punida pelo árbitro.
Punida. Boa ideia. Será que tem árbitro e punição o uso corrente de palavras ‘feias’ como porcaria e parecidas? Tem, consciencializo-o eu agora, após tantos anos passados: faz-nos mal! Aumenta o nosso mal-estar; contribui para cimentar aquela carga emocional negativa que nos ensombra a existência – como o aumento dos impostos, as guerras, as catástrofes quotidianas, os conflitos sociais… Quanto a esses, pouco nos é possível fazer; mas quanto a nós, ao nosso íntimo, à nossa relação com os demais (desculpar-se-me-á o tom), uma atitude serena constitui válida contribuição para nos sentirmos bem connosco e saborearmos plenamente a vida.
– Pronto! É sempre assim, não tens cuidado nenhum! Bolas!
Sim, é agressão à pessoa a quem nos dirigimos; todavia… não o será ainda mais para nós próprios? Se omitirmos o ‘sempre’, o ‘nenhum’, provavelmente se encontrará outro termo para resolver a situação, sem apoucar a criança, o marido, a mulher… que, naquele momento, por qualquer motivo, não tiveram cuidado. Ou nós achamos que não tiveram. Houve um descuido? O próprio descuidado fica magoado consigo mesmo, não carece que, ainda por cima, nós o critiquemos! E a resposta, a melhor resposta, para nós e para o descuidado, será não a da entrada desabrida mas a de encarar a situação e… resolvê-la!
Que raio de crónica esta! – dirá quem me leia. Perdoe-me o desabafo! É que, hoje de manhã, eu vesti a camisola interior ao contrário e ia perdendo a calma!…

REFLEXÕES

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GRUMAPA- GRUPO MANGUALDENSE DE APOIO E PROTECÇÃO DOS ANIMAIS
Construção do Canil /Gatil
Em 2010 focamos a nossa acção na montagem das boxes. Tínhamos de prever as tarefas que futuramente se iriam desenvolver, a partir da acomodação dos animais. Uma que se tornara prioritária referia-se ao processo de limpeza. Teríamos de ter água dentro do pavilhão. Como já tínhamos aberto um poço no exterior foi fácil instalar uma canalização e um motor eléctrico para criar pressão nas mangueiras que iriamos utilizar futuramente. Isto trazia novas questões relacionadas com o saneamento. Abriu-se um dreno longitudinal a meio do pavilhão que receberia as águas das lavagens e como não existia saneamento básico por perto, teríamos de optar por uma fossa séptica para as receber. Tudo isto se tornava demasiado complicado e dispendioso. Mais uma vez recorremos à Autarquia que acabou por disponibilizar a sua instalação. Tínhamos, portanto, avançado mais uma etapa… E o cansaço cada dia se tornava mais evidente.
Resolvidos estes problemas, já vislumbrávamos a possibilidade de muito proximamente instalar alguns dos animais que albergava em minha casa… Era preciso apetrechar as boxes com estrados, cestos para camas, cobertores, almofadas e mantas usadas para o seu conforto. Havia que solicitar ofertas aos amigos e familiares. Mas nem tivemos tempo…. Surgiu de rompante um pedido urgente – numa estrada próxima e junto à passagem de nível sem uso, uma cadela escanzelada alimentava os seus nove filhotes que se escondiam num tubo instalado na valeta. Ainda não havia chuva e assim eles conseguiam manter-se secos no seu interior. Havia ali duas ou três casas e as pessoas tentavam alimentá-los. Mas não era situação que pudessem manter e recorreram a nós, à Associação.
O Amigo Fábio, como sempre, acompanhou-me na difícil tarefa de recolher os animais. Assim A CADELA E OS NOVE CACHORRINHOS inauguraram as instalações, sem pompa nem circunstância, mas com várias fotografias para o futuro. Agora para além dos tantos que tinha perto de mim, havia que cuidar e alimentar os pequeninos e a mãe, lá longe. Em minha casa, já era habitual fazerem-se panelões com arroz ou massa, carnes e vegetais que era dividido por baldes para que o vizinho Fábio e eu carregássemos no carro e fossemos distribuir pelos 17 cães que já alimentávamos no monte da Senhora do Castelo, e agora de seguida tínhamos também o encargo destes primeiros albergados a dois quilómetros de distância. Se eu me detenho a descrever alguns factos de entre as centenas, senão milhares, que ao longo desta vida fui vivendo em prol dos animais, é apenas para que as e os protectores destes novos tempos fiquem a conhecer um pouco do que já foi feito desde há longos anos. Qualquer período histórico faz-se de factos e estes narrados são minúsculos quadros duma vida.
dezembro 2019

O Pai Natal

Foto
O simpático velhinho de barbas brancas, vestido de vermelho debruado de pele branca, de barrete de dormir enfiado na cabeça, figura católica e pagã, tem muito pouco a ver com o Pai Natal dos tempos passados.
O verdadeiro S. Nicolau, personagem simpática, bondosa, calma, de enorme barbas brancas e que encarnou a lenda do Pai Natal, nasceu na Turquia, no século XIII.
Os dados históricos sobre a sua figura são escassos, mas abundam as lendas que o tornaram um dos Santos mais populares e conhecidos.
As suas relíquias foram transferidas em 1087 para Bari (Itália), mas actualmente repousam na América, na cidade de Nova York. É o padroeiro dos navegantes, comerciantes e das crianças. É ainda padroeiro da Rússia e da Lorena (França). Nos Países Nórdicos é conhecido como Santo Claus.
São Nicolau era um homem generoso e a comprová-lo está uma lenda passada na terra em que vivia.
Um pobre homem, amparo das suas três filhas, adoeceu. A desventurada família começou a sofrer grandes privações. Porém, uma noite, de grande invernia, alguém dessa família esqueceu, junto de uma janela, um par de sapatos. Miraculosamente, apareceu nos sapatos um cofre cheio de moedas de ouro. E esta surpresa repetiu-se durante três noites seguidas.
À terceira noite, a curiosidade era tanta, que as filhas do pobre homem, escondidas, puderam ver um velhinho, que após deixar as moedas, desapareceu velozmente, sobre a neve, montado num cavalo branco. Esse velhinho era S. Nicolau.
Assim, nasceu a lenda do Pai Natal, que originalmente se vestia de roupas variadas e coloridas, usava na cabeça uma coroa de azevinho, trazia na mão um copo de vinho e fumava cachimbo.
Por volta de 1930, na América, uma grande empresa multinacional, resolveu aproveitar nas suas campanhas publicitárias a figura do Pai Natal. Vestiu-o com roupas cujas cores eram as da sua marca e substituiu a coroa pelo barrete de dormir. E por força do dinheiro, do grande poder económico dessa empresa, tornou-se esta figura mundialmente conhecida, aproveitada e explorada. Um fenómeno de puro marketing a substituir a tradição.
Por seu turno, noutro país, na cidade de Greccio, na Itália em 1223, São Francisco de Assis, mandou fazer figuras em argila relacionadas com o Nascimento de Jesus.
Reconstituiu com essas figuras o Nascimento de Jesus, reuniu o povo para que pudesse compreender o cenário em que nasceu Jesus. Assim, nasceu o Presépio de Natal.
Como símbolo da Família, porque a Família é “Sagrada”.
Um Feliz e Santo Natal para todos!

CONSULTÓRIO

dr. raul
O CANCRO DO CÓLON E DO RECTO E O VALOR DA COLONOSCOPIA!
Porque é que se fala tanto na colonoscopia?
E porquê a insistência em despistar o cancro colo-rectal?
Porque, se diagnosticado precocemente, pode curar-se em mais de nove casos sobre dez.
Quando despistado a tempo, um cancro colo-rectal, na maioria dos casos, não tem mau prognóstico.
O cancro colo-rectal constitui uma das mais frequentes causas de morte por cancro. É o cancro mais frequente nos homens, embora, neste mesmo grupo, seja a quarta causa de morte oncológica. Já nas mulheres é o segundo tipo de cancro bem como a segunda causa de morte oncológica.
No entanto, se for diagnosticado logo no início, a taxa de sobrevida a 5 anos pode elevar-se a 94%.
Mas não é isso que se passa actualmente: apenas um em cada em cada cinco é que sobrevivem. Por isso, torna-se imperativo fazer o despiste deste cancro num estado de desenvolvimento ainda mais precoce.
Quais são os factores de risco?
Idade superior a 50 anos;
Factores dietéticos: como o baixo consumo de vegetais verdes, fibras ou excessivo valor energético das refeições;
Excesso de peso e sedentarismo;
Presença de pólipos no intestino grosso;
História de colite ulcerosa ou de doença de Chron;
Certas doenças hereditárias, como a polipose adenomatosa familiar.
Quais são os sinais e os sintomas mais frequentes?
Alteração nos hábitos intestinais, como o aparecimento de diarreia ou de obstipação;
Presença de sangue nas fezes;
Sensação de que o intestino não esvazia completamente;
Desconforto abdominal;
Perda de peso inexplicada;
Cansaço.
Quando e como despistar?
O despiste deve ser feito a todos, mulheres e homens, com idades entre os 50 e os 74 anos.
Recomenda-se a realização, cada dois anos, de uma pesquisa de sangue oculto nas fezes, seguida de uma colonoscopia em casos de resultado positivo (2 a 3% dos casos).
Este tipo de despiste precoce pode permitir atingir uma redução de 15 a 20% da mortalidade ligada ao cancro colo-rectal.
O cancro colo-rectal desenvolve-se, de início, de forma silenciosa, sem sintomas. Muitas vezes, são pólipos intestinais, excrescências na superfície da mucosa do cólon, que se transformam em tumores e que, na ausência de diagnóstico, acabam por invadir os tecidos vizinhos.
As pequenas lesões cancerosas presentes na mucosa intestinal têm tendência a sangrar com facilidade, donde o interesse da pesquisa do sangue oculto nas fezes.
A colonoscopia, exame que permite a visualização do recto e do cólon, é o meio de diagnóstico chave no despiste desta patologia. Um olho experimentado permite reconhecer as lesões, que devem ser biopsadas para estudo histológico subsequente.
Através da colonoscopia podem extrair-se lesões únicas, sem ter de recorrer a métodos cirúrgicos mais invasivos.
Como prevenir?
A prevenção do cancro colo-rectal assenta, essencialmente, na prática dos bons hábitos alimentares, de vida e de exercício.
E-mail: amaralmarques@gmail.com

Operação “Comércio Seguro”

A Guarda Nacional Republicana (GNR), na sua área de responsabilidade, durante o período de 14 a 24 de dezembro, realiza a operação “Comércio Seguro”, com o objetivo de garantir a segurança dos comerciantes e clientes, fruto do aumento de fluxo de pessoas em espaços e áreas de comércio, que tradicionalmente caracteriza esta época natalícia.
Durante a operação serão empenhados militares das Secções de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário, militares da estrutura de Investigação Criminal e militares dos Postos Territoriais, que realizarão ainda ações de sensibilização junto de comerciantes, algumas delas em parceria com a Direção Geral do Consumidor, alertando-os sobre os procedimentos de segurança a adotar, com o intuito de evitar que sejam alvo de ilícitos criminais.
Será ainda reforçado o patrulhamento nas zonas de comércio, com o objetivo de aumentar o sentimento de segurança dos lojistas e clientes, considerando que nesta época existe um aumento significativo de transações monetárias.
Aos comerciantes, a GNR aconselha:
Tenha as entradas/saídas do estabelecimento bem iluminadas; Antes de fechar o estabelecimento, verifique se as portas e janelas estão devidamente fechadas; Não tenha grandes quantidades de dinheiro no interior do estabelecimento; Não tenha uma rotina para a realização dos depósitos bancários; Tenha sempre disponível o contacto telefónico da GNR da sua área do estabelecimento; Em caso de assalto mantenha a calma, não reaja, memorize os traços fisionómicos do assaltante, a roupa que o mesmo vestia e a direção de fuga, contactando de imediato a GNR.
Aos compradores/clientes, a GNR aconselha: Evite trazer consigo grandes quantias de dinheiro e objetos de valor; Numa rua movimentada leve a sua mala de mão ou pasta do lado oposto à berma, mantendo-se junto dos edifícios; Evite circular em locais isolados e pouco iluminados; Em caso de ter algum choque com alguém que circula junto de si, verifique, de imediato, se a carteira, o telemóvel e os restantes objetos de valor continuam consigo.