REFLEXÕES

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A PROTECÇAO ANIMAL EM MANGUALDE
O nascer duma associação
Poderia continuar a descrever episódios relacionados com os problemas dos animais e isto nunca mais acabaria e tornar-se-ia fastidioso. Irei cumprir essa vontade de forma intermitente. Isto porque entendo que chegou a hora de escrever a história do GRUMAPA, a associação que foi criada com muitos sonhos e se desenvolveu com muitas dores de Alma e muito desgaste físico.
GRUMAPA – Grupo Mangualdense de Apoio e Protecção dos Animais
Quando entrou a década de 90 ainda estavam em andamento os trabalhos arqueológicos na Citânia da Raposeira nos quais participava anualmente uma equipa de jovens estudantes do ensino secundário. Num momento de pausa e de conversa à volta da “bucha” surgiu novamente o tema que já era preocupação entre nós desde anos atrás – o numero crescente de animais abandonados – e ocorreu a ideia de se criar um grupo de protecção. O tempo ia passando, porém os inúmeros compromissos profissionais não me davam margem para outras tarefas. Chegados ao final da campanha deste ano – finais de 1994 – perante demasiadas ocorrências de grande desespero com o abandono e o sofrimento dos animais decidimos fazer uma reunião para ponderarmos na atitude a tomar. Os jovens tinham muita vontade, só desejavam o apoio de alguém com ideais semelhantes. E lá veio a conversa “ tem que ser Dra, tem que nos ajudar “. Gostava muito, mas falta-me tempo. “Não, não. Tem que ser, não temos apoio de mais ninguém, gosta muito de animais, tem de nos ajudar”… toda a gente sabe como é a teimosia dos jovens e eu como de há muito tentava resolver situações degradantes, sozinha, depois de muita insistência aceitei!!!! Começou uma longa, muito longa caminhada tão dura e difícil que até descrevê-la, já longe no tempo, dói o coração.
Com eles ficou acordado que se iria formar a Associação, embora o grande compromisso na condução do barco tivesse ficado sobre os meus ombros por razões óbvias – Adulta, independente, com uma vida activa plena.
O passo seguinte seria encontrar pessoas interessadas na causa, formarem-se os Corpos Sociais e legalizar-se a Associação. Foi assim que em 28 de Janeiro de 1995 se fez a primeira Acta da primeira Assembleia Geral com a presença dos primeiros treze sócios e fundadores que nomearei – Maria Clara Matias, Cecília Póvoas, Súzel Pereira da Silva, Carlos Alberto Costa e Silva, Valeriano Couto, Nelson Augusto, Lúcio Balula, José Saraiva Correia, José Manuel Ferreira Marques, António Marques Marcelino, Benigno Rodrigues, Anabela Cardoso e Henrique Abreu e Silva.
Os Corpos Sociais ficaram assim constituídos:
Assembleia Geral: Presidente – Carlos Alberto Costa e Silva; 1º Secretário – Suzel Nelas 2º Secretário- Benigno Rodrigues.
Conselho Fiscal : Presidente – António Marques Marcelino; Vogais – Valeriano Couto e José Saraiva Correia.
Direcção: Presidente – Maria Clara Matias; Vice-Presidente – José Manuel Ferreira Marques; Secretário – Isabel Maria Beirão; Tesoureiro – Nelson Augusto; Vogais-Cecília Póvoas, Henrique Abreu e Silva e Anabela Cardoso.
A LONGA e DURA VIAGEM IA COMEÇAR