REFLEXÕES

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GRUMAPA Grupo Mangualdense de Apoio e Protecção dos animais
Contributos para conhecimento da sua história
(O conhecimento da Humanidade – de um povo, de uma empresa, de um grupo de trabalho e tudo o mais… só tem sido possível porque alguém deixou testemunhos escritos, imagens, ou formas materiais, que proporcionaram esse conhecimento. Se ninguém tivesse deixado essa documentação tudo o que se fez para trás teria ficado no vazio. Cada momento seria único e desapareceria. Temos, portanto, que escrever para a História, seja qual for a dimensão e importância do facto narrado. É imprescindível que se deixem testemunhos sérios e verdadeiros, para que a História não se perca. Foi assim ao longo dos séculos e milénios e deverá continuar a ser).
Prosseguindo então na senda da história do Grumapa, lembro que, com muito sacrifício, se tinha adquirido um terreno e que de imediato começaram a surgir os obstáculos. Tivemos de recorrer a engenheiros geólogos de Coimbra que, gratuitamente, nos vieram estudar o subsolo. Infelizmente confirmou-se que não era um espaço adequado a instalações que poderiam eventualmente provocar contaminação de águas subterrâneas. Foi um mau veredicto…
Porém este primeiro choque, não nos levou a baixar os braços. Com a disponibilidade da Engenheira Suzel, nossa sócia dirigente e Técnica Superior na Câmara, percorremos todos os terrenos pertencentes à Autarquia na esperança de encontrar um semelhante ao já adquirido e aventar-se uma permuta. Foram esforços inúteis, porquanto só havia pinhais distantes, com maus acessos, sem água ou energia por perto! Foi um somatório de desilusões….
Teria sido uma óptima altura para desistir de vez, se por qualquer visão sobrenatural pudesse vislumbrar o que o futuro me estava a preparar…
Perante os factos os Corpos Directivos concordaram que se precisava de algum tempo para reflectir – sim ou não? Se não, que faríamos deste primeiro bem, que tanto nos tinha custado ?…
Um dia, inesperadamente, volto a cruzar-me com o Sr. Presidente da Junta de Freguesia, e de imediato- “Então, sr. Presidente, depois de tanto sacrifício na aquisição do terreno na área da sua freguesia, não nos consegue por aí um outro que possamos negociar?” Bom, neste momento posso dizer-vos que uma senhora fez a doação à Junta de um seu terreno e nós estamos a vendê-lo para terminar a Casa Mortuária. Se quiser ir vê-lo eu neste momento estou disponível. “ OK. Vamos já!” Localizava-se entre a Mesquitela e a Cunha Baixa, no lugar dos Barreiros. Com dificuldade devido ao imenso mato conseguimos fazer o reconhecimento da sua extensão. Eram 3 ha de terreno em socalcos, bem localizado, com a linha de luz eléctrica a 300 metros e duas poças de água nascente !!! Ó Deus, era o ideal !
E qual importância ? – “ Três mil e quinhentos contos”
_ “Chi !!! Tanto dinheiro ! Nós não temos. O que conseguimos foi para adquirir o que já possuímos “… Então o Presidente da Junta, senhor César, foi muito Amigo da causa que defendíamos. Deu-nos uma série de sugestões para que negociássemos com a Autarquia uma possível permuta, dentro de toda a legalidade Como éramos uma Associação juridicamente constituída poderíamos beneficiar de algum apoio…Fiquei um tanto optimista, embora intimamente vislumbrasse o caminho a percorrer repleto de pedregulhos.
Na imediata reunião de Direcção traçamos as linhas de rumo. Não perder esta oportunidade era crucial. Acertamos, então, continuar a luta para vencer mais esta etapa…
Mangualde Abril 2019