REFLEXÕES

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GRUMAPA – Grupo Mangualdense de Apoio e Proteção dos Animais
Contributos para a história de Mangualde
CONSTRUÇÃO DO CANIL/GATIL
Todo o ano de 99 foi dedicado fundamentalmente à preparação do terreno para as possíveis construções. Entretanto realizamos várias reuniões com o Presidente da Autarquia ao tempo, Dr. Soares Marques, o qual se mostrou sempre atento aos nossos problemas e nos orientou na solução dos mais difíceis.
Era agora necessário que se recolhessem informações sobre alguns possíveis canis já existentes no País, para direcionarmos os procedimentos. Recordo ainda a linda imagem de um já construído algures no Sul, que a sócia Cristina Rosa tinha descoberto nas suas pesquisas.
Depois de analisarmos várias soluções foi-nos permitido que os Serviços Técnicos da Câmara elaborassem o projecto para o Canil /Gatil. A implantação seria em L com um só piso, mas com a possibilidade de ser aumentado consoante as necessidades. Era bem bonito e com ele preparamos uma candidatura a um Organismo do Estado para uma possível comparticipação. Mas não fomos bem sucedidos. Devolveram-nos o dossier por que esses não eram projectos contemplados(!?) Ficámos desgostosos, mas não derrotados. Teríamos de tentar nova fórmula, porque sem alguma ajuda do Estado, a construção ficaria comprometida. Numa reunião de avaliação do sucedido, um sócio lembrou-nos que, se eramos uma Associação Legal e com Estatutos registados no Cartório Notarial, poderíamos alterar o objecto do dossier – uma Sede e um Pavilhão para diversos usos e actividades. E mais uma vez os Serviços Técnicos da Autarquia se disponibilizaram à execução de novo projecto. Esta colaboração era essencial e lógica até porque pelos nossos primeiros Estatutos todo o Património do Grumapa pertenceria à Autarquia, se surgissem desacordos entre os Corpos Sociais e uma provável dissolução do Grupo.
Refizemos então a candidatura e desta vez sim. Fomos aceites!! Uff! Que alívio!! Analisando bem todo este processo não foi alívio nenhum, foi sim, a entrada numa grande e difícil empreitada, um compromisso brutal que todos os dias nos tirava o sono. Estávamos assim situados num ponto sem retorno e tudo o mais que se seguiu, foi sempre a acumular preocupações.
Agora ao recordar este absurdo compromisso fico incrédula como a paixão pelos animais e pela defesa da Vida me arrastou por muitos anos para uma luta de forças desiguais – porque eu era fisicamente frágil e só podia contar com a minha grande força mental e espiritual – foram estas o meu suporte até ao fim de 2011. Claro que não estava sozinha. Pude felizmente contar sempre com o incansável apoio de alguns dirigentes e sócios e a indispensável ajuda de AMIGOS, extraordinários beneméritos, que em momentos de grande aperto disponibilizavam o seu sempre bem vindo donativo.
E esta estória parece que só agora começou.