REFLEXÕES

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GRUMAPA – Grupo Mangualdense de Apoio e Proteçcão dos Animais
Construção do Canil /Gatil
Estes textos que me propus escrever para publicar neste jornal que tão bem me recebeu, são fundamentalmente o resumo dum trabalho hercúleo a que nos dispusemos de alma e coração em prol dos animais. E nunca um meio para nos projectarmos socialmente. Espero que os possíveis leitores o entendam assim. E por outro lado servirá para clarificar atitudes e comportamentos de algumas pessoas cuja ética deixa muito a desejar.
Posto isto irei continuar. Com a construção da sede e do pavilhão a decorrer ora em ritmo lento, ora mais apressado, foram-se passando os anos de 2005 a 2008. Procuravámos a cada minuto vencer os inúmeros problemas que obrigavam a um jogo de tempo, dinheiro e boas vontades. Quando a sede já estava com a estrutura quase terminada devia pensar-se nas portas interiores e apetrechar as casas de banho. Mais uma vez tivemos uma oferta bendita. O senhor Costa, nosso sócio e também amigo dos animais, estava a dar por terminado o negócio que possuía na Rua da Igreja. Tinha bom material de que iria desfazer-se. Então decidiu oferecer 12 portas de madeira para o interior, e as louças das casas de banho!!! Foi um gesto notável que nos aliviou as contas e pelo qual lhe ficámos para sempre gratos. Eram estas atitudes de bons Amigos que nos motivavam a seguir em frente. Cada gesto de compreensão e apoio era para nós uma lufada de coragem. Talvez quem me leia ache estes devaneios, lamechices …não são! Apenas a alegria de nos sentirmos compreendidos numa tarefa que para nós se tornou extremamente pesada. Estávamos ansiosos por acabar a sede e tornar o pavilhão o espaço específico para o abrigo dos nossos protegidos. Depois da nave ficar coberta, havia muitos acabamentos – janelas, a porta e portão a colocar e tratar do pavimento. Muita escassez de dinheiro, muita escassez de energias. Nas reuniões de Direcção não se via grande optimismo, como é natural, perante tantos obstáculos. A Camara ajudava o possível, os beneméritos nem sempre tinham disponibilidade e compreende-se…Ficámos muitas vezes num impasse. Em situação extrema lá ia eu, meio envergonhada a bater à porta do senhor Valeriano Couto grande amigo do Grumapa e presidente do Conselho Fiscal, por vários anos, pedir mais um contributo… e lá passava ele um cheque recebendo, claro está, o respectivo recibo porque não nos permitíamos o mais ligeiro desvio de fundos. Tudo era limpo e recto como comprovam os relatórios de contas e a documentação arquivada que existe.
Foi um grande Amigo o senhor Valeriano Couto, entretanto já falecido, e sem assistir à homenagem que nós pensávamos fazer a todo o grupo dos maiores beneméritos e organismos oficiais que contribuíram para a existência do GRUMAPA! Mas temos de dar tempo ao tempo… Há-de surgir uma fórmula.
outubro 2019