REFLEXÕES

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GRUMAPA Grupo Mangualdense de Apoio e protecção dos Animais de Mangualde
Construção do Canil / Gatil
Em 2009 as estruturas da SEDE e PAVILHÃO já se encontravam em fase de acabamentos. Agora o nosso problema maior era dar ao pavilhão condições cómodas e agradáveis para podermos começar a albergar os animais. Aqui terei de fazer um esclarecimento – o pavilhão não era propriamente destinado a canil. Tivemos de contornar algumas posições que iam noutro sentido e fazer os respectivos ajustes. Posto isto, iriamos então debruçar-nos nas adaptações do espaço. Poderíamos dizer muito sobre estes momentos difíceis que quase toda a gente desconhece. E por via disso, ao tempo, fomos atacados injustamente. Não foi fácil encontrarmos compreensão por parte de quem a devia ter…mas bom, são factos passados inerentes a um processo de enorme peso que acarretou como fui descrevendo muitas dores de cabeça e aflições. O que hoje se encontra no território do GRUMAPA não foi obtido com o simples toque de uma varinha mágica. E se me propus fazer o seu historial é para que fique para memória futura a luta tremenda que um pequeno grupo de pessoas, muito determinadas e corajosas, desenvolveu ao longo de dezasseis anos. Foi uma grande obra em prol dos animais, mas que bem vistas as coisas nos dias de hoje está, em grande parte, sub-aproveitada. Mas este vai ser um outro período a descrever futuramente.
Então, para a desejada utilização do espaço do pavilhão era necessário fechar todas as aberturas – porta, portão e janelas que se distribuíam ao longo das paredes na sua parte superior. Por outro lado era fundamental tratar do piso que se encontrava em bruto. Alguns elementos da Direcção deslocaram-se ao espaço, pois era chegada a altura de se fazer uma reflexão muito concreta sobre a organização de toda a área, da distribuição das futuras boxes e de outros equipamentos. Entendemos que se deveria fazer de imediato duas filas de boxes ao longo dos alçados mais longos do pavilhão. Entendemos também que não queríamos os animais confinados um espaço fechado. Queríamos que tivessem espaço para arejar durante o dia. Para isso era necessário abrir as boxes ao exterior. Como? Só vimos uma hipótese, rasgar aberturas no alçado junto ao piso, correspondendo a cada boxe interior e construírem-se pátios externos onde os animais poderiam tomar ar, ver o sol e em determinadas horas correrem livres pelo imenso terreno por algum tempo. Teria de ser tudo muito bem planeado para que nunca houvesse embates violentos entre eles. A partir deste momento os nossos horizontes estavam a tornar-se um pouco mais desanuviados, mas com muito trabalho, ainda, pela frente. Lá iremos.
Outubro 2019.