REFLEXÕES

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GRUMAPA Grupo Mangualdense de Apoio e Protecçao dos Animais
Construção do Canil /Gatil
No texto anterior falava eu de tudo o que já se tinha conseguido construir e do primeiro grupo de boxes que estavam colocadas no alçado esquerdo do Pavilhão, onde já se tinha instalado o primeiro grupo de sete cães dos vinte e um que cuidava em minha casa. Depois destes adaptados ao novo ambiente os outros catorze iriam fazer-lhe companhia…pensava eu ! Mas…entretanto surgiu um problema para resolver. No Monte da Senhora do Castelo onde eu na companhia do sócio e Amigo Fábio cuidávamos diariamente de dezassete animais que por lá apareciam e ficavam, vi ali um grande cão preto de raça Dog alemão. Era um domingo de Agosto em que eu ia desanuviar e tomar um cafezinho no Bar do Hotel, e logo, a minha boa disposição desapareceu. Mas o que é que eu podia fazer ?! O animal veio rápido para mim e vi–lhe uma grande chaga num quadril. Pronto! Mais um … alguns rapazes que andavam por ali só me diziam “leve-o, leve-o é tão lindo! Ele precisa e nós não podemos.” Pedi-lhes que mo carregassem no jeep, telefonei ao Amigo Fábio, que se preparasse para me acompanhar ao albergue e me ajudasse a colocar numa das boxes um cão bem pesado. O pobre rapaz lá foi conformado com a sua sorte… era “um bombeiro” sempre de piquete, pese embora todos os trabalhos de estudo do seu curso… E o grande cão preto passou a chamar-se DOG como a sua raça, e foi tratado, curado das suas mazelas e muito acarinhado.
Tentando ultrapassar muitas arrelias com tantos abandonos, estes acontecimentos inesperados, até acabavam por dar sentido à vida. E ao descrever alguns deles, mas são tantos…qualquer possível leitor entenderá o que foi o dia a dia duma protectora quase a tempo inteiro somando ainda a grande inquietação dos encargos que as construções nos traziam….só de loucos !!
E, para além disto, tínhamos de estar sempre alerta, porque no minuto menos esperado alguém nos contactaria para nos informar de situações deprimentes e desestabilizadoras do nosso estado de espírito. Um dia o avô do Fábio trouxe uma informação terrível – entre a Cunha Baixa e Espinho havia uma espécie de grande tanque com muitos esqueletos provavelmente de cães !!!. Agora vou ficar por aqui, mas não deixarei de descrever este caso insólito e desmoralizador, porque toda a gente se deve consciencializar do que a maldade humana é capaz.