CONGRESSO DO PARTIDO NÓS ALIANÇA

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“Que País é este?”…
É esta a frase que resume a intervenção de Pedro Santana Lopes a encerrar o primeiro dia do Congresso Fundador do Aliança em Évora.
Chamar intervenção é injusto, porque redutor.
Assim como “conversa de amigos”, porque demasiado informal.
O que na realidade se ouviu e viu foi um excelente discurso político.
Catalizador.
Arrebatador.
Galvanizador.
O que se pedia a Santana era que definisse as principais linhas orientadoras para o difícil ano triplamente eleitoral que se avizinha.
E ele fê-lo.
Que fizesse um discurso arrebatador.
E ele fê-lo.
Que não caisse na tentação da intervenção presidencial formal.
E ele fê-lo.
Que não fosse um sensaborão discurso meramente estatístico.
E ele fê-lo.
Que não fosse uma diatribe de popularismos.
E ele fê-lo.
Que explicasse a Portugal a razão de criar um novo Projecto Político.
E ele fê-lo.
Que marcasse as diferenças com os partidos clássicos que hoje tentam sobreviver no lamacento panorama político partidário português.
E ele fê-lo.
Que criticasse, denunciasse e atacasse as diferentes forças políticas no terreno, sem pretéritos pudores, até como forma de justificar o ser alternativa, que se quer credível.
E ele fê-lo.
Que partisse à conquista dos diversos eleitorados disponíveis incluindo o abstencionista.
E ele fê-lo.
Que dissesse “presente” e estimulasse a Esperança a um Povo que se sente depauperado, desiludido, desgastado, “sanguessugado” por uma enormíssima carga de impostos, os deveres, sem as legítimas regalias inerentes, os direitos.
E ele fê-lo.
Que provasse a Portugal, que ainda vale a pena.
E ele fê-lo.
Há quem escreva, hoje, que Santana foi apenas Santana.
Injusta mentira porque imprecisa e errada analiticamente.
Acima de tudo porque não foi o mesmo Santana de sempre que subiu ao palco do Arena Évora.
Foi, felizmente, um Santana mais maduro, porque mais consistente, mais experiente, mais sólido.
O “menino-guerreiro” demonstrou ter evoluido para General.
Mas…e porque todas as histórias têm um mas anatematizador…é urgente, é imperativo, é incontornável que Santana não se deixe inebriar.
Que se saiba rodear.
Que se saiba organizar.
Que se saiba completar.
Acima de tudo porque…Portugal não pode esperar…mais.

UMA VISÃO DO CONGRESSO DO NOVO PARTIDO “NÓS ALIANÇA” PELA COMUNICAÇÃO SOCIAL
O fundador do partido Aliança, Pedro Santana Lopes, considerou este sábado (9) um desafio “especial”, mas “sem pieguices”, o congresso do partido que arrancou em Évora. Santana Lopes manifestou-se “virado para o presente e para o futuro”.
Questionado se tem alguma nostalgia do PPD/PSD, partido que chegou a liderar e do qual saiu em agosto do ano passado para, depois, criar o Aliança, Santana Lopes disse que não. “Gosto de honrar todos aqueles com quem partilhei combates e respeitá-los e, por isso, ninguém me ouve, nem ouvirá, dizer mal das ‘casas’ onde já estive”, afirmou, frisando que, agora, está “todo virado para o presente e para o futuro”.”
Para o líder do partido, “cada novo desafio” acarreta “uma responsabilidade maior” e “construir algo de novo é fascinante, mas é uma exigência muito grande”.
“É mais cómodo, talvez, estar numa instituição grande, que já existe” e “que tem tudo ou quase tudo”, comparou. Mas “também é mais bonito ainda”, argumentou Santana Lopes, que disse gostar de ver a intervenção política “pelo lado mais bonito”.
A corrupção, a falta de respeito pelos mandatos, o esquecimento das promessas, os combates estéreis, esse é o lado feio da política e da vida”, afirmou.
Por outro lado, “o lado bonito da política é sermos capazes de lutar por aquilo em que acreditamos”, pelas “nossas convicções”, acrescentou.
Questionado pelos jornalistas sobre o Aliança não corre o risco de se tornar o partido dos desencantados, Santana Lopes rejeitou tal ideia. “Não, vai ver neste congresso um partido de gente encantada com as suas convicções e com o presente e o futuro.”

CONGRESSISTAS APROVAM ESTATUTOS E REGULAMENTO ELEITORAL DO PARTIDO
Eram exatamente 10:53 quando a reunião foi oficialmente aberta pela presidente da mesa, Ana Costa Freitas: “Este congresso marca oficialmente o nascimento de um novo partido político”.
Apontando que na Europa estão a aparecer partidos e movimentos extremistas, a presidente da Mesa do Congresso aproveitou para vincar que o “Aliança não é um partido extremista, é um partido democrático”.
Ana Costa Freitas, que é reitora da Universidade de Évora, disse também aos presentes que “todos têm o direito de falar”, e que cada orador dispõe de três minutos para a sua intervenção.
Pedro Santana Lopes foi recebido com palmas e uma plateia em pé.
O congresso aprovou, por unanimidade, os estatutos, a declaração de princípios, o regulamento eleitoral e o símbolo do partido.
Depois da aprovação dos estatutos, Ana Costa Freitas, declarou que a Aliança “acabou de nascer”.
No texto, é indicado que o partido terá a sigla “A”, e é “inspirado nos princípios e valores do personalismo, liberalismo e solidariedade, no respeito pela Constituição da República Portuguesa, na dignidade da pessoa humana e na afirmação da vontade popular para a construção de uma sociedade mais livre, mais justa e mais solidária”.
De acordo com os estatutos do partido, o “símbolo constitui-se pela palavra ‘Aliança’ em cor azul escrita em itálico e em maiúsculas, composta com cedilha no ‘C’ em forma de triângulo de cor cinzenta”.
Já a declaração de princípios indica que a Aliança “assenta a sua matriz em três eixos fundamentais: personalismo, liberalismo e solidariedade”.
Após as votações, um dos congressistas perguntou se poderia propor uma alteração, mas a presidente da mesa remeteu esse pedido para outro momento, indicando que os documentos seriam postos à votação como estavam escritos.
O partido vai te um novo site, uma plataforma que servirá para se apresentar aos cidadãos e também comunicar com as pessoas. O novo site, que estará disponível a partir do dia 14 de fevereiro, pretende abrir “um novo ciclo de comunicação”, que seja “completamente disruptivo”.
Não basta informar, queremos saber de si”, ouviu-se no vídeo promocional que foi dado a conhecer aos presentes no congresso.
O partido vai disponibilizar ainda o “alerta Aliança”, onde a população poderá denunciar situações.
No arranque do congresso fundador, a sala estava quase cheia, com duas filas de mesas compridas, ornamentadas com panos azuis claros, onde estão sentados cerca de meio milhar de delegados.
O congresso termina no domingo com a eleição dos órgãos nacionais e a intervenção do presidente eleito.
Tvi24

Santana denuncia injustiças da esquerda e exige a Marcelo que esteja mais “vigilante”
Pedro Santana Lopes fala pela primeira vez ao congresso na condição de presidente eleito do Aliança. O líder do Aliança critica a máquina fiscal e pede “mais exigência” perante Bruxelas.
Santana Lopes acusou a “frente de esquerda” de discriminar determinados setores da sociedade por “preconceito” e exige a Marcelo Rebelo de Sousa que esteja pronto a intervir. No discurso de encerramento do primeiro Congresso do Aliança, Santana Lopes — que falava aos congressistas pela segunda vez num espaço de catorze horas — falou de uma esquerda que tem sido “injusta”. “A frente de esquerda tem preconceitos em relação” à agricultura, às pescas, a dirigentes de ordens e de sindicatos, ou a governadores do Banco de Portugal com os quais não concorda”, exemplificou. O líder do Aliança identifica na atual esquerda portuguesa uma tendência para “transforma em lei” as suas convicções. Um fator que leva os partidos a serem injustos e a terem uma falta de “fair play democrático”.
Denunciando “o cerco que o Governo tem feito à Madeira favorecendo o PS para que ganhe as eleições”, Santana Lopes pediu a Marcelo Rebelo de Sousa que esteja especialmente “atento” e “vigilante”, pronto para entrar em ação. “Tenho de dizer ao senhor presidente que esta matéria exige a sua especial atenção, mas estamos certos de que estará vigilante“, sublinhou.
Apesar de considerar que o mandato de Marcelo Rebelo de Sousa tem sido positivo, Santana Lopes pede mais para a segunda fase: “a realidade exige um esforço maior do Presidente da República”, justifica. Por ser um ano eleitoral, entende que o Chefe de Estado deve redobrar os cuidados. E, novamente, uma mensagem de esperança: “sabemos que estará atento, vigilante e atuante”.
Já sobre o governo de Costa, o seu alvo preferencial, Santana disse que “o que se passou nesta legislatura é um caso de mau governo, de má governação”. Os partidos à esquerda do PS também tiveram direito à sua bicada, quando Santana lembrou que “o muro de Berlim caiu há quase 30 anos” mas que muitos em Portugal, por “não terem uma ideologia para se agarrar, apoiam qualquer coisa“.
Depois de pedir mais a Marcelo Rebelo de Sousa e de ter acusado o Governo de ser insuficiente para enfrentar as dificuldades do país, Pedro Santana Lopes quis mostrar que o Aliança estará pronto para o combate. “Cá estamos: somos já muitos e vamos ser cada vez mais”, avisou. A certeza do sucesso do seu novo partido foi-lhe trazida pelos dois dias de congresso. “Nenhuma outra força política foi capaz de fazer isto em tão pouco tempo”, constatou.
Apesar de recente, o partido conta com um líder batido neste tipo de discursos. Reconhecido pelos restantes partidos e, como ficou plasmado nestes dois dias em Évora, adorado pelos seus, Santana Lopes quer apresentar-se com uma nova roupagem. Para isso, dirige-se àqueles que nunca votaram nele. Nem em ninguém. “Peço aos abstencionistas quenos deem uma oportunidade, nós cumprimos na ação o que se prometemos na eleição”, assegurou. “O Aliança está preparado para as três eleições”.
Ao longo do discurso, Santana voltou a tocar em temas que já tinham sido abordados no discurso de sábado. Tornou a falar das deficiências na “estrutura de financiamento do SNS”, criticando o Governo: “Assim como está não dá. E não dá para a saúde dos portugueses“. Santana Lopes, numa vertente mais ideológica, defendeu que é necessário aumentar a liberdade de escolha entre o privado e o público. O líder do Aliança defendeu que é preciso “generalizar os seguros de saúde”, embora saiba que é difícil quando “mais de metade não paga taxas moderadoras.” Para Santana “todos devem ter os seus seguros de saúde” e é “insustentável que só os ricos possam escolher entre o SNS e os sistema privados”. Já no sábado tinha alertado para os que não podem chamar um Uber e ir para o privado.
Logo no início do discurso, Santana tinha começado por alertar para os graves problemas de violência doméstica que marcam o país. O recém-eleito líder do Aliança quis homenagear as vítimas: “Por elas, o nosso sentimento, e peço a Deus que as tenha junto de si”. No discurso de encerramento do primeiro Congresso do Aliança,  deixou uma crítica à máquina fiscal. “O Estado só é eficiente a cobrar impostos”, acusou.
Recorrendo a um discurso escrito, por oposição à intervenção de sábado, Santana Lopes insistiu num dos temas que mais tem repetido desde que saiu do PSD: o crescimento económico. Como se estivesse a apresentar as linhas limítrofes do seu programa de Governo, defendeu que são precisos valores mais elevados de crescimento de forma a que o país possa resolver os seus problemas financeiros. “Se crescermos acima dos 3%, os nossos problemas desaparecerão“, antecipa Santana Lopes. Para isso, estabelece como uma das suas prioridades a atração de “mais investimento para o país”.
Mas porque estamos a pouco mais de três meses das eleições europeias, o líder do Aliança falou da Europa e pediu uma “maior exigência para com Bruxelas”. “Esta exigência maior não prejudica a nossa convicção de sermos profundamente europeístas”, explicou. E para que não restassem dúvidas, falou claro: “não queremos sair da UE nem do euro. Queremos construir. Mas temos de lhes dizer que é imoral haver países que conseguem cada vez mais excedentes orçamentais à custa da contração económica de outros países”.
Direção aprovada com esmagadora maioria
A direção escolhida por Pedro Santana Lopes foi votada por 372 delegados e obteve, como seria de esperar, uma ampla aprovação. Apenas seis congressistas votaram nulo e outros dez preferiram votar em branco. Os restantes 356 votaram a favor das escolhas do presidente do Aliança. Ficam como vice-presidentes o ministro dos Negócios Estrangeiros António Martins da Cruz, a antiga secretária de EstadoRosário Águas, o antigo presidente da câmara da Covilhã Carlos Pinto, o antigo deputado do PSD Carlos Poço, o arquiteto João Borges da Cunha e ainda os dois militantes que tinham sido escolhidos por Santana Lopes para apresentar a moção ao Congresso: Ana Pedrosa Augusto — advogada de Madonna — e Bruno Ferreira da Costa, professor universitário doutorado em Ciência Política. A estes nomes soma-se o do antigo secretário-geral do PSD Luís Cirilo, que desempenhará o cargo de diretor-executivo.
In Observador

ROTARY DE MANGUALDE PROMOVE PALESTRA SUBORDINADA AO TEMA: O INTERIOR EXISTE? GEOGRAFIAS DE UM PAÍS COMPLEXO

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Por iniciativa do Rotary Clube de Mangualde, teve lugar no passado dia 8 de fevereiro, no auditório da Câmara Municipal de Mangualde, uma palestra subordinada ao tema “O Interior Existe? Geografias de um País Complexo”, pelo professor João Ferrão.
Com o auditório lotado, o professor iniciou a sua brilhante intervenção com esta interrogação: “Qual a realidade que se esconde, hoje, por detrás da expressão, tão utilizada como imprecisa, de «Interior»?” Explicando de seguida que “a diversidade de discursos que o invocam e a variedade de contextos em que o fazem dificultam qualquer tentativa de definição. Apesar disso, parece legítimo afirmar que o «interior» e a «interioridade» se associam basicamente três elementos: uma situação (subdesenvolvimento), uma causa principal (isolamento e dificuldades de acesso às áreas mais dinâmicas, localizadas no litoral), uma consequência particularmente grave (a desertificação, considerada nas suas várias componentes). Envolvendo estes três elementos surge um discurso marcado por uma cultura de fatalismo e de apelo à intervenção assistencialista do Estado.”
Continuando a sua intervenção explicou que “a sequência dos vários factores referidos no parágrafo anterior é bem conhecida. A marginalidade geográfica das regiões do Interior, acompanhada por um visível desinteresse por parte do poder central por estas áreas, levou a uma persistente sangria de gente, nomeadamente daqueles que, pelo seu capital escolar, cultural ou mesmo económico, mais necessários seriam para combater a situação deficitária existente. Este despovoamento, agravado por uma crise profunda do sector agrícola, estimulou o abandono dos campos e a concentração das populações em algumas cidades de média dimensão, contribuindo, lenta mas inexoravelmente, para romper equilíbrios ambientais, sócio-demográficos e económicos historicamente sedimentados. Gera-se, assim, um círculo vicioso marginalidade (geográfica)/despovoamento/abandono dos campos/marginalidade (social e económica) que conduz ao agravamento das situações de subdesenvolvimento, sobretudo em termos relativos mas mesmo, nalguns casos, em termos absolutos.”
Ficamos a saber que o interior existe, “Não pelas razões tradicionalmente invocadas, mas pelo facto de uma vasta faixa rural que se estende da linha Gerês/Montesinho à serra Algarvia partilhar um traço distintivo: a existência de espaços extensivamente caracterizados por uma baixa densidade relacional. Esta é, justamente, a factura mais pesada que o chamado Interior paga pelo processo de marginalização que sofreu durante tantas décadas”.
“Uma população envelhecida e globalmente pouco qualificada, um tecido empresarial fragmentado e atomizado, um aparelho administrativo público constituído por entidades demasiado auto-centradas e sem real poder de decisão, um movimento associativo incipiente, tanto do ponto de vista das empresas como dos cidadãos: tudo isto reflecte a realidade de áreas cuja escassez numérica e debilidade quantitativa de actores constitui o principal obstáculo ao desenvolvimento. Mais grave, porque mais decisiva, do que a reduzida densidade física, fruto dos processos de desertificação, é a incapacidade de os (poucos) actores existentes se qualificarem e se organizarem colectivamente, partilhando esforços e informação, produzindo conhecimento, estimulando inovações. É sabido que soluções organizacionais de tipo sistémico podem contrariar ou mesmo contornar fragilidades estruturais decorrentes da existência de limiares populacionais baixos: serviços de carácter ambulatório, movimentos associativos de base territorial, colaboração inter-institucional e intermunicipal, participação em redes de cooperação ou estabelecimento de parcerias e de alianças estratégicas ao nível regional são alguns dos exemplos possíveis neste domínio. Trata-se, afinal, de caminhar no sentido de encontrar soluções em que a interacção entre actores constitui não só uma via de combate ao isolamento mas sobretudo um veículo de constituição de limiares dinâmicos de massa crítica, uma oportunidade de qualificação dos actores envolvidos, uma fonte de criatividade colectiva”.
“Reconstruir o Interior destruindo a interioridade implica, pois, o desenvolvimento de estratégias activas de inclusão: mobilizar actores individuais e colectivos, integrá-los em objectivos comuns e em linhas de rumo estrategicamente partilhadas, co-responsabilizá-los na missão de criar condições de desenvolvimento para as regiões onde vivem e actuam. E, nesta tarefa específica, cabe ao Estado um papel crucial, impulsionando directa e indirectamente estas estratégias ao mesmo tempo que combate com vigor a cultura assistencialista. Como organizar, então, de forma mais eficiente os actores do Interior, conferindo a esta parcela do país a inteligência colectiva que necessita? Se as respostas são múltiplas, os caminhos a explorar ainda são mais numerosos. Quanto à preocupação principal, ela está bem identificada: evitar que à interioridade de ontem, apesar de tudo em vias de resolução, se juntem agora as novas interioridades decorrentes da exclusão da sociedade da informação e dos processos de mundialização. Num mundo crescentemente interactivo não existe lugar para realidades fechadas ou para soluções paroquiais. A opção é, pois, entre actor e espectador de um espectáculo cujo palco é cada vez menos de âmbito nacional; e é justamente em relação a esse palco que se definem as novas centralidades e, por contraste, as novas interioridades. O jogo entre integração e exclusão não só se tornou mais difícil como mudou de escala. Pena seria que uma visão limitada de combate à «interioridade de ontem» levasse a ocultar o perigo das novas interioridades que se adivinham”.

Casa Cheia para receber Bruno Nogueira em Mangualde

Na passada sexta-feira, 1 de fevereiro, houve “Sextas da Lua”, desta vez com Buno Nogueira. O humorista trouxe a Mangualde o espetáculo “Depois do Medo” e encheu o Complexo Paroquial.
“Depois do Medo” marca o regresso de Bruno Nogueira ao stand up e, juntamente com isso, o regresso à escrita de sinopses na terceira pessoa do singular. Neste seu novo espetáculo, Bruno Nogueira abordou «questões que só incomodam pessoas que têm demasiado tempo livre.»
Os mangualdenses tiveram assim um serão recheado de gargalhadas e boa disposição.

Operação “A violência não é uma opção”

A Guarda Nacional Republicana, entre os dias 11 e 15 de fevereiro, realizou, através das Secções de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário, um conjunto de ações de sensibilização direcionadas para a população em geral, e às pessoas mais vulneráveis em particular, nomeadamente crianças, jovens e idosos, cujo objetivo é alertar a comunidade para a necessidade de evitar comportamentos violentos.
A violência pode ser infligida de várias formas, desde a agradecer  física, psicológica, emocional e sexual, podendo mesmo considerar-se a negligência e o abandono como atos violentos de omissão de auxílio. As agressões físicas, os atos de vandalismo, o uso de armas, os furtos e os roubos encabeçam a lista de comportamentos que revelam maior preocupação.
A GNR, privilegiando o contacto pessoal em residências, em espaços públicos e privados e, principalmente, junto da comunidade escolar, em cada dia da semana,abordou alguns temas que constituem preocupação na sociedade, nomeadamente: Dia 11 de fevereiro – Violência entre Pares; Dia 12 de fevereiro – Violência Doméstica; Dia 13 de fevereiro – Violência no Desporto; Dia 14 de fevereiro – Violência no Namoro; Dia 15 de fevereiro – Violência Contra Idosos.
Com estas ações de sensibilização, a GNR pretende transmitir uma mensagem de preocupação com este tipo de criminalidade e de comprometimento em contribuir para a erradicar ou minimizar, criando um clima de confiança e de empatia na população e aumentando o sentimento de segurança.

UMA VIAGEM PELO PATRIMÓNIO CULTURAL DE MANGUALDE DURANTE VISITA AO ARQUIVO MUNICIPAL DOS FORMANDOS DO CURSO EFA – NS DE TÉCNICO/A DE LOGÍSTICA DA ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DE MANGUALDE

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Os formandos do curso EFA – NS de Técnico/a de Logística da Associação Empresarial de Mangualde visitaram o Arquivo Municipal. Entre manuscritos e impressos, palavras e imagens, recolheram preciosas informações da documentação com interesse histórico, essencial para o conhecimento da história local e construção da memória coletiva.
A visita teve início com uma apresentação dos Forais outorgados por Dom Manuel ao concelho de Azurara e ao concelho de Tavares, conduzida por Nuno Ribeiro, Técnico Arquivista do Município. Durante a sessão foi evidenciada a pertinência da salvaguarda e difusão deste tipo de património documental, com o propósito de possibilitar a todos os públicos (re)conhecer e, assim, valorizar a História local.
A manhã terminou com uma visita guiada às instalações do Arquivo Municipal, onde foi realçada a importância da preservação de todos aqueles documentos: «O arquivo é fonte de prova, construtor de identidade, guardião da memória, gestor de informações.», atentou Nuno Ribeiro.

A AEM deu início ao curso EFA – Técnico/a de Logística Nível Secundário

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A Associação Empresarial de Mangualde cumprindo a sua missão de aumentar as qualificações escolares e profissionais dos adultos da nossa região, iniciou no dia 7 de novembro de 2018 um curso de Educação e Formação de Adultos, nível secundário, de técnico de logística, com estágio incluído de 210 horas.
Frequentam este curso 20 formandos que foram selecionados de entre um conjunto dos muitos que se inscreveram para integrar o curso.
Trata-se de um curso de dupla certificação: certificação do 12º ano de escolaridade e certificação profissional de técnico de logística.
Decorridos cerca de dois meses desde o seu início a equipa pedagógica e os formandos têm trabalhado num espírito de partilha de conhecimentos. Estão previstas várias visitas de estudo que têm como objetivo principal dar a conhecer aos formandos realidades que se relacionam com o curso e que, oportunamente, daremos a conhecer.

Penalva do Castelo – Jovem em prisão preventiva por furtos em residências

O Comando Territorial de Viseu, através do Núcleo de Investigação Criminal de Mangualde, no dia 5 de fevereiro, deteve um jovem de 19 anos, por furtos em residências, no concelho de Penalva do Castelo.
No seguimento de uma investigação que decorria há seis meses, a GNR apurou que o indivíduo é suspeito de oito furtos em residências, tendo furtado cerca de 9 mil euros em dinheiro e diversos objetos, facilmente transacionados, como telemóveis e computadores. Para além destes furtos, o suspeito está indiciado em vários tipos de crimes como injúrias, ameaça agravada, furtos de e em veículos, condução sem habilitação legal e condução perigosa.
O indivíduo, enquanto menor, conta com antecedentes criminais pelos mesmos tipos de crimes, e encontrava-se a cumprir uma pena suspensa de dois anos. Após ter sido presente ao Tribunal Judicial de Mangualde, no passado dia 7 de fevereiro, foi-lhe aplicada a medida de coação de prisão preventiva.

HOMEM ATINGE A EX MULHER A TIRO EX CASAL RESIDIA EM ABRUNHOSA A VELHA

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Caso de violência doméstica vem juntar-se aos muitos já registados neste início de ano
Na passada quarta feira, dia 6 de fevereiro, um homem tentou matar com disparos na cabeça a ex mulher.
Segundo se sabe, o atacante, nunca aceitou o divórcio, responsabilizando a ex mulher pelo fim da relação, assim, arquitetou um plano para a matar. Ter-se-á munido de uma arma de fogo e atraindo a vitima a um local isolado em Nelas, onde lhe desferiu dois tiros na zona da cabeça, que, por mero acaso não se revelaram fatais.
Após ter disparado contra a vítima, tentou de seguida suicidar-se, mas também falhou o intento.
A vítima ainda que ferida, conseguiu pelos próprios meios deslocar-se ao centro de saúde local, onde pediu ajuda.
Com a colaboração da GNR de Mangualde, o suspeito da autoria de um crime de homicídio na forma tentada já foi detido e presente a primeiro interrogatório judicial, onde lhe foi aplicada prisão preventiva.
O ex casal, ambos de 39 anos e pais de duas crianças menores, são de Mangualde, ela de Moimento do Dão e ele de Abrunhosa a Velha, localidade esta, onde ambos residem.

O Centro de Mangualde irá produzir o novo Opel Combo, integrando toda a nova geração de pequenos furgões do Groupe PSA

2018 Opel Combo Life

2018 Opel Combo Life


Após o lançamento industrial da terceira geração dos veículos comerciais das marcas Citroën e Peugeot, o Centro de Mangualde produzirá, pela primeira vez, veículos da marca Opel.
Em 2018, a fábrica de Mangualde iniciou a produção dos novos Peugeot Partner/Rifter e Citroën Berlingo/ Berlingo Van. Para receber a produção destes veículos com os melhores níveis de eficiência, o Centro realizou um profundo processo de modernização e uma das mais importantes transformações industriais da sua história.
No desenvolvimento deste projeto e com a integração da Opel no dispositivo industrial do Groupe PSA, o Centro de Mangualde irá incluir, a partir do segundo semestre de 2019, a produção do novo Opel Combo, em duas variantes – comercial e de passageiros.
Este novo modelo vai possibilitar uma maior estabilidade e flexibilidade dos volumes de produção, permitindo que a fábrica se torne mais competitiva para responder a um mercado automóvel cada vez mais exigente.
A fabricação do Combo será partilhada com a fábrica de Vigo (Espanha), que já produz a marca Opel desde julho de 2018. Esta nova geração de veículos comerciais ligeiros do Groupe PSA está a ser produzida sobre a plataforma EMP2 e em exclusivo mundial nas duas fábricas ibéricas – Mangualde e Vigo.
Os modelos Peugeot Partner, Citroën Berlingo e Opel/Vauxhall Combo foram eleitos recentemente “Furgão Internacional do Ano 2019” e “Best Buy Car of Europe de 2019”, galardões internacionais que reconheceram as múltiplas qualidades dos pequenos furgões do Groupe PSA.
Os principais mercados de destino dos modelos Opel Combo produzidos na fábrica de Mangualde serão Portugal, Espanha, França e Itália.

Escola de Mangualde recebe Taça da Fruta de Portugal

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A Turma 3ºB da Escola Básica Ana de Castro Osório, de Mangualde, foi distinguida com a Taça da Fruta de Portugal e a entrega da taça aconteceu no dia 13 de fevereiro, pelas 14h45, na Biblioteca Municipal de Mangualde.

Sete turmas da Escola Básica Ana de Castro Osório partiram numa verdadeira aventura à descoberta da fruta DOP e IGP de Portugal.
O Centro de Frutologia Compal lançou a iniciativa Volta a Portugal em Fruta com o principal objetivo de valorizar as frutas DOP (Denominação de Origem Protegida) e IGP (Indicação Geográfica Protegida) de Portugal e reforçar a importância do consumo de fruta numa alimentação equilibra.
Os alunos das turmas 3ºA, 3ºB, 3ºC, 3ºD, 3ºE, 4ºC e 4ºF da Escola Básica Ana de Castro Osório, em Mangualde, aceitaram o desafio e, após uma votação renhida no Facebook da Compal, foram um dos três vencedores do desafio. Em clima de festa, os alunos e professores receberam o Centro de Frutologia Compal para uma tarde divertida dedicada à fruta. Os alunos prepararam diversas atividades performativas sobre a fruta e a sua importância na alimentação. No final, foi entregue aos alunos da turma vencedora, o 3ºB, a Taça da Fruta de Portugal.

ALUNOS TRABALHARAM SOBRE A MAÇÃ DE BRAVO ESMOLFE DOP
Os alunos e a professora da turma do 3ºB da Escola Básica Ana de Castro Osório decidiram estudar e provar uma das frutas mais saborosas da sua região: A Maçã de Bravo Esmolfe DOP. Inspirados na sua história, localização e sabor, a Volta a Portugal em Fruta valeu a pena para melhor conhecerem esta maçã vizinha da aldeia de Esmolfe.

“VOLTA A PORTUGAL EM FRUTA”
Várias escolas do 1º Ciclo aventuraram-se na “Volta a Portugal em Fruta” com o Centro de Frutologia Compal. Após votação, a Escola Básica de 1º Ciclo de Moncarapacho (1º classificada), a Escola Básica de Bonfim (2º classificada) e a Escola Básica Ana de Castro Osório (3ª classificada) foram as vencedoras desta volta que foi uma verdadeira aventura na sala de aula.
O Centro de Frutologia Compal lançou a iniciativa “Volta a Portugal em Fruta” com o objetivo de valorizar as frutas DOP (Denominação de Origem Protegida) e IGP (Indicação Geográfica Protegida) de Portugal e reforçar a importância da inclusão da fruta no âmbito de uma alimentação saudável. Com esta iniciativa, 68 escolas do 1º Ciclo e mais de três mil crianças receberam o Mapas das Frutas de Portugal, onde estão representadas estas frutas e as suas regiões. As turmas aceitaram o desafio de participar no concurso Volta a Portugal em Fruta com trabalhos criativos inspirados nas frutas DOP e IGP de Portugal.
“Volta a Portugal” em Fruta é uma iniciativa do Centro de Frutologia Compal que distribuiu o Mapa das Frutas de Portugal acompanhado por materiais multimédia lúdico-didáticos às escolas do ensino básico de 23 concelhos das regiões demarcadas com fruta DOP e IGP em Portugal. Este mapa foi desenvolvido em parceria com o Centro de Informação Geoespacial do Exército e com o apoio da Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Regional e da Associação Portuguesa de Nutrição.