A festa da Páscoa

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A Páscoa recorda e celebra a Ressurreição de Jesus Cristo, após três dias da sua crucificação no Calvário, conforme nos relata o Novo Testamento.
E o Novo Testamento é uma das partes da Bíblia. E o que é a Bíblia?
A Bíblia não é um livro. É quase uma biblioteca, porque é o conjunto de 66 livros. O Velho e do Novo Testamento. Isto é, antes e depois do nascimento de Jesus Cristo.
A Conferência Episcopal Portuguesa apresentou há dias, na Universidade Católica, o primeiro volume da nova tradução da Bíblia em português, feito por 34 investigadores. Um texto uniforme traduzido directamente das línguas originais.
A Bíblia é só a obra mais procurada e vendida no mundo. Surpreende-nos pela sua antiguidade. Foi escrita ao longo de 1500 anos por 44 autores, das mais diversas origens e formação. Camponeses e pescadores, reis e filósofos, pobres e ricos. Foi Moisés quem começou a escrever o testo sagrado cerca de 1450 anos antes de Cristo.
E termina com o último livro escrito pelo Apóstolo João cerca de 90 anos depois da morte de Cristo.
É na Bíblia que vamos encontrar algumas profecias messiânicas que se relacionam com a Festa da Páscoa.
O Profeta Miqueias, 750 anos antes de Cristo, anunciava Belém como o local de nascimento de Jesus. O Profeta Isaías, 700 anos antes de Cristo, anunciava que Jesus nasceria de uma virgem. O Profeta Jeremias, 688 antes anunciava o massacre dos inocentes, que Herodes executou na vã tentativa de matar o Messias. E até o Profeta Zacarias antecipou, 520 anos antes, que Jesus seria vendido por 30 moedas.
No fundamental, o centro da Bíblia é Jesus Cristo. E tem uma missão: – pôr o Homem em contacto com o infinito.
A Bíblia fala do Homem, da origem do mundo, do Bem e do Mal. É um conjunto de doutrinas, conselhos, princípios de vida para o bem estar e felicidade do Homem.
Jesus nasce em Belém, na noite mais longa do ano e é morto em Jerusalém. Jerusalém foi fundada 1.000 anos antes de Cristo pelo Rei David. Ao longo de séculos a cidade foi conquistada e destruída.
Mas, manteve sempre o Templo de Jerusalém, o espaço mais Sagrado do Judaísmo. E hoje é local sagrado para Judeus, Cristãos e Muçulmanos.
E foi em Jerusalém que Cristo foi crucificado e morto. Jesus, vindo da Betânia, faz uma entrada triunfal em Jerusalém no Domingo de Ramos. Esta entrada marca o início da Paixão que termina com a Crucificação e Ressurreição. Dirige-se ao Templo. Cura cegos e mancos. Limpa o Templo dos cambistas. Aqueles que exploram os pobres e diz: – Fizeram da minha casa, uma casa de ladrões“.
O Cristianismo transformou a Páscoa Judaica. Cristo passou a ser o Cordeiro de Deus, cujo sangue tirou o pecado do mundo e libertou a Humanidade. A Páscoa passou a ser a Ressurreição, a vitória da vida sobre a morte. Festa feita no início da Primavera porque como esta é o renascer da natureza.