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EDITORIAL Nº 787 – 15/11/2020

Uma saudação muito especial aos nossos idosos
Há dias numa conversa telefónica, informal, ao fim da tarde, com o Dr. Elísio Oliveira, Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, falavamos sobre o Jornal Renascimento e a sua importância no Concelho.
Dizia-me ele, que nas múltiplas visitas que fazia aos lares e aos centros de dia, o Jornal era muito acarinhado, lido e apreciado e às vezes até disputado.
Pensando nestas palavras, imediatamente surgiu no meu espírito a necessidade de, agradecer e de dedicar algumas palavras aos “nossos maiores”.
Lembrei-me de há já muitos anos ter estado em África, na Guiné Bissau, em serviço militar e de durante dois anos ter convivido, no mato, bem longe da Capital, com uma tribo, os Fulas, que praticavam o Islamismo.
E recordo as reuniões que “Os Homens Grandes”, debaixo de frondosa àrvore, vestidos com as suas túnicas, brancas, azuis e negras, discutiam os assuntos da aldeia. Havia um grande respeito por “estes maiores”, anciãos, experimentados pela vida, senhores de uma grande sabedoria.
Porém, nas modernas sociedades ocidentais, os jovens já não demonstram respeito pelos seus progenitores. Uma sociedade que caminha em muitos sentidos errados, desde o respeito pela natureza, sociedade pouco solidária, egoísta e desprendida de valores.
Em meu entender, vale o que vale, faz muita falta nas escolas as disciplinas de religião e moral. Esta disciplina, não é para cativar “beatos”! É antes e acima de tudo para incutir valores nos jovens que se preparam para a vida. Pode ser opcional, mas nunca erradicada.
Aliás, os Valores do Homem são universais, ou pelo menos devem sê-lo.
Esquecem-se os jovens de hoje, que serão os futuros velhos! E o povo, na sua sabedoria, milenar, criou um provérbio que poucos recordam:- “Filho és, Pai serás, assim como fizeres, assim acharás”. Nada mais verdadeiro. Quem não respeita os seus e os outros, não pode esperar respeito.
Não vai ser brilhante o futuro que os espera, infelizmente.
O Jornal Renascimento, também um “velhinho” de 93 anos, com uma grande história e muita vida, sempre jovem, quer ser um elo de ligação do Concelho de Mangualde aos seus leitores, levando até eles o que de mais relevante se vai fazendo.
E, há uma página muito especial. Aquela que infelizmente tem de relatar aqueles que partiram, que nós amamos e recordamos com imensa saúdade. Essa página faz-nos pensar que a vida tem um fim e que devemos aproveitar o tempo em que estamos em pleno, para praticar as acções que dignificam o Homem.
Em meu nome pessoal e no do Jornal Renascimento, envio um forte abraço, uma saudação muito especial a todos os idosos do Concelho de Mangualde, com os desejos de muita saúde e uma vida feliz. Obrigado pelo vosso carinho e apreço.

Dormir bem para ter saúde.


Um dos temas mais desvalorizados é a falta de sono ou a pouca qualidade do mesmo. De fato, surgiu uma corrente prevalente de considerar que dormir era o desperdício para atingir o sucesso. Até se glorifica quem dorme 3 horas noite, como se o mundo apenas funcionasse graças a esses “deuses”!
“O presidente Marcelo Rebelo de Sousa apenas dorme 3 horas, como ele consegue?” Pois! Lá estamos nós a comparar com os extremos! Ainda me lembro do Sr. Prof. Marcelo atirar-se ao Tejo como se fosse nadar 100 metros numa piscina olímpica, enquanto havia uma grande probabilidade de contrair hepatite ou outras doenças que lá “flutuavam” ! Agora questiono, é importante para si nadar no Rio Tejo?
Durante os momentos de escuta, ouvimos cunhadas, irmãs, amigas a queixarem-se da lida doméstica madrugadora que não conseguem atingir como as tuas conterrâneas “Veja lá, que chega a passar a ferro e lavar o chão às 4 da manhã, só porque não tem sono! Depois só oiço que sou preguiçosa porque durmo…”. Definitivamente as quezílias familiares são pouco salutares para a saúde psicológica e mental, e pior ainda quando há especulações! Ser uma fada do lar, não deve prejudicar uma boa noite de sono. E quando tal acontece, de forma sistemática, leva uma necessidade de medicação para induzir o sono, e a longo prazo a medicação para a provável depressão que está oculta perante tanta tarefa e atividade! Fala-se de toxicodependência como um comportamento aliado a decisões irracionais na juventude, no entanto há um grupo de pessoas que estão totalmente dependentes do comprimido noturno para repor o sono! Na verdade, apenas são coniventes com o tratamento prescrito por um profissional de saúde, logo fornecendo um manto de impunidade moral e legitimidade técnica. Mas o cerne da questão é: O sono é importante para quê?
A alteração da consciência promovida pelo sono, faz com que certos estímulos externos (som, cheiro entre outros) sejam atenuados, resultando num relaxamento muscular diminuindo os gastos energéticos do corpo\ metabolismo. Todo este processo tem por objetivo gerar uma “limpeza” física e cimentar as experiências psicológicas, no fundo é renovar energias garantindo um melhor equilíbrio, melhor saúde!
Dormir faz parte da nossa Natureza, colocar obstáculos apenas colocar mais problemas de saúde: evite trazer problemas para a hora de dormir; desligue a televisão, telemóvel; tente relaxar criando rotinas como ler um livro, estar em silêncio consigo próprio. Acima de tudo saiba cuidar de si!

REFLEXÕES

Património cultural (11)
Citânia da Raposeira
Quase numa lição da prática de Arqueologia apetece-me recordar alguns aspectos, e só alguns, do que é o dia a dia duma campanha. Para lá do trabalho de escavação propriamente dito era necessário diariamente desenvolver todo um processo de registos fotográficos das variadíssimas situações que iam ocorrendo, tudo tinha que ser registado nos cadernos de campo, era necessário fazerem-se os desenhos estratigráficos dos cortes e das camadas que se iam sucedendo. Além disso tinha que se ter muita atenção ao material que poderia estar envolto em terra - qualquer pedaço de cerâmica pequeno ou grande, vidros, metais, possíveis moedas, objectos de adorno, etc. Tudo tinha que ser guardado em sacos próprios, caixas de cartão ou envelopes devidamente etiquetados. Para se ser arqueólogo não basta ter um diploma na mão, é preciso saber o que é um trabalho de escavação correcto e saber desenvolvê-lo, procurando que não se percam testemunhos. É preciso (ou era) que o Director do Campo tivesse desenvolvido práticas prolongadas em trabalhos convenientemente orientados. Tive a dita dessa sabedoria me ter sido facultada pelos melhores arqueólogos nacionais e estrangeiros. Recordo nos estudos que fiz em Conímbriga a excelente direcção do mui prestigiado Prof. Dr. Jorge Alarcão (Universidade de Coimbra) e Monsieur Étienne, digno professor da Universidade de Bordéus. Foi uma colaboração por vários anos que nunca mais esqueci. Se rebusco na memória, os pequenos mas muito importantes passos de uma vida é para que pessoas que me leiam entendam que nada se consegue sem muito trabalho honesto e dedicação às causas. Nada nos aparece nas palmas das mãos sem esforço, devemos ser lutadores autênticos e dignos. É um facto que numa actividade deste tipo, quando se organiza a equipa orientadora, acaba por se criar uma hierarquia em pirâmide e não são poucas as vezes em que alguns elementos mais ou menos despeitados acabem por criar mau ambiente, mas por outro lado há convivências mui salutares para amenizar o trabalho esforçado do dia. Fazem-se Amizades que perduram por todo o sempre. E mais irei dizendo…

Novembro 2020

SANFONINAS

Cogumelos
Inesperadamente, olhei para o chão, movido apenas pelo instinto de saber onde é que iria pôr os pés. E ele lá estava, todo ufano, no seu elegante chapéu. Fiquei parvo: ali, entre as pedras da calçada! Nenhum humano o pisara, nenhum cão lhe pusera o focinho em cima, nenhum rodado de carro o esmagara! Resplendor selvagem na praça dum bairro suburbano! Fotografei-o, claro, que essa inusitada presença não podia deixar de se registar! E lembrei-me que, ainda há pouco, na 1ª semana de Novembro, no noticiário da RTP 1, uma senhora mostrara um exemplar magnífico!
Confesso a minha total ignorância no que respeita a cogumelos. Quais os venenosos, quais os bons. Que são deliciosos, bem no sei; que são mortíferos, também. E lembro-me sempre aquela triste hora de almoço perto de Suceava, na Roménia, na 2ª quinzena de Setembro de 1977: a aldeia estava de luto, porque toda uma família morrera por os ter comido venenosos…
Em contrapartida, os deliciosos aperitivos em Oviedo, nas Astúrias, acompanhados por uma sidra escorropichada a preceito naquele ritual de que os empregados sempre gostam de fazer gala. Aperitivos e refeições! Que, nas Astúrias, pode fazer-se uma refeição inteirinha só de cogumelos, cozinhados das mais diversas maneiras e das mais variadas qualidades! «Setas» lhes chamam – e que delícia!
Entre nós, só muito recentemente os cogumelos começaram a ser apreciados na culinária, embora, na maior parte dos casos, no-los sirvam de conserva, laminados, sem aquele sabor forte do cogumelo selvagem.
Por isso, onde eles abundam e era tradicional a sua apanha pelos particulares – e o pessoal sabia distingui-los bem – os municípios descobriram que seria bom favorecer o seu aproveitamento, até numa lógica de património gastronómico. Organizou-se em Foios (Sabugal), a 24 de Outubro de 2009, a Jornada Micológica, com o objectivo de «aprender a conhecer mais e melhor os cogumelos», sob orientação do Engº Gravito, «técnico do Ministério da Agricultura e especialista nesta matéria», que procedeu à «verificação e classificação» do que se colhera. Os participantes haviam sido convidados a vir munidos de «uma cesta, uma navalha e um pau»! Também a Câmara de Portel organiza passeios temáticos «Pela serra, à descoberta das silarcas»; o de 4 de Abril de 2009 foi acompanhado pela bióloga Celeste Silva.

IMAGINANDO

PARTE 83

A Sintra lendária traz-nos algo tão surpreendente, que só com a população mais antiga, da qual me incluo, nos vamos permitindo divulgar situações tão pitorescas, como a que vou narrar.
Não excluindo a parte mística, talvez na Península Ibérica, seja a Vila que mais tem para nos oferecer neste capítulo.
Situada na freguesia de Colares e Concelho da Vila, a população de Almoçageme organiza uma feira todos os fins de semana e visitada por muitos turistas da região e não só, que ali se deslocam para comprarem os frescos legumes e leguminosas, assim como alguma doçaria, porque a feira é farta e já uma realidade de longa data.
Embora seja conhecida por aquela tradição, tentei aprofundar a razão porque lhe havia sido dado aquele nome; “Almoçageme”.
E aí, Maria Teresa Caetano e Joaquim Leite, fazem duas diferentes abordagens.
A primeira é atribuída aos mouros aportuguesados, que lhe deram o nome de “Al-Mostageme” (significa “Água que corre” ou “sítio por onde água corre”) ,
A segunda é autoria do povo daquele localidade, e segundo a lenda, uma rapariga após um naufrágio conseguiu dar à costa numa praia daquela região, a Praia da Adraga.
Dois homens passeavam em plena Praia, quando subitamente depararam com a moça estendida no chão. Prontamente acorreram em seu socorro.
Porém, a moça, ou por estar cansada ou realmente não se encontrar de perfeita saúde jazia inanimada. Sem saberem o que fazer, ficaram um tempo junto dela, aguardando que houvesse alguma manifestação de vida.
Em determinado momento e como a moça se mantinha inerte, um deles disse:
A moça está morta;
Ao que o outro retorquiu:
Não companheiro, porque “A moça Geme”.
E foi assim, segundo a tradição popular, a origem do nome da aldeia. “Almoçageme”

As cidades e as pandemias


Um dos aspetos mais evidentes da covid-19 é que ensombrou os maiores centros urbanos do mundo. O novo corona vírus transformou as cidades mundiais, esvaziando ruas que costumam estar apinhadas e limitando centros comerciais outrora cheios de gente.
As pessoas não saem de casa, outras, simplesmente fugiram para os subúrbios. Os profissionais trocaram os escritórios partilhados pelo portátil e pelo zoom.
Enquanto a energia das cidades mais deslumbrantes foi substituída por um silêncio assustador, muitos fizeram a pergunta: Será que as pessoas voltam? Quando regressamos à normalidade?
De acordo com Farred Zakaria, um conhecido jornalista da CNN e reputado escritor, tudo voltará à normalidade. O padrão a que assistimos é conhecido. Durante séculos, os habitantes das cidades abandonaram as casas em momentos difíceis, acabando sempre por voltar às grandes cidades. E quando regressam, reinventam as cidades. A seguir à pior praga da história da humanidade, várias cidades do norte de Itália, como florença, lançaram o Renascimento.
Ao longo da história as cidades sofreram fogos e inundações, enfrentaram doenças e guerras, mas, vezes e vezes sem conta, reconstruíram-se e para melhor, aumentando a riqueza, a segurança e com normas de sustentabilidade mais inovadoras.
No “The Atlantic”, Derek Thompson escreve que as catástrofes naturais e as causadas pelo homem moldaram as cidades do mundo ao longo da história. As epidemias implacáveis que atacaram as cidades inglesas na revolução industrial deram origem a novas ideias sobre o papel do estado em garantir a saúde pública, especialmente nos resíduos e na gestão da água.
O metro de Nova Iorque, conhecido em todo o mundo, sofreu uma grande renovação após o pior nevão dos estados unidos, no final do século XIX. Por volta da mesma altura, um incêndio dizimou quase 8km2 da cidade de Chicago em apenas 3 dias. Determinados a reerguer Chicago, os edifícios foram reconstruídos para serem mais altos e robustos.
Nestes contextos, a liderança é fundamental. As grandes cidades mundiais deviam ter estado mais preparadas para a catástrofe que está a ser esta pandemia. Nova Iorque e Londres erraram no início da Covid-19, apesar dos vastos recursos. As cidades terão de fazer mudanças a pensar em futuras ameaças à saúde pública.
As cidades são especialmente suscetíveis às pandemias, mas boas políticas públicas podem tornar a vida mais segura durante uma crise pandémica.
Precisaremos de inovação urbana, pois até 2050 as Nações Unidas estimam que mais 2/3 dos seres humanos viverão em cidades. Em 2018, um estudo da Brookings descobriu que as 300 maiores áreas metropolitanas do mundo produziram 2/3 de todo o crescimento do PIB a nível mundial!
As cidades sempre foram a continuarão a ser centros de inovação, ideias e diversidade. Afinal o relacionamento humano é essencial para tudo isto.
Parafraseando Fareed Zakaria no seu livro (Ten lessons for a post-pandemic world) “Os humanos criam cidades e as cidades criam humanos, são dois lados da mesma moeda. O motivo para as cidades crescerem e persistirem, mesmo ao enfrentar calamidades, é porque a maioria das pessoas é atraída naturalmente pela participação, colaboração e competição. A racionalização para viver na cidade varia: trabalho, amizade, entretenimento, cultura ou tudo isto junto. Mas, além desses motivos externos, reside uma grande necessidade de interação social. Esta pandemia não acabará com esta interligação. De facto, o isolamento dos confinamentos e do afastamento social poderá provocar o efeito contrário, recordando as pessoas de uma ideia simples mas profunda: por natureza somos animais sociais.”
Por isso, haja esperança que a ciência encontre uma solução para podermos voltar à normalidade.

O Sítio de Maceira Dão


Assim se chamou ao local onde por volta de 1160 se construiu o Real Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão, por Carta de Couto dada pelo nosso primeiro Rei D. Afonso Henriques.
Volto a este tema, por se ter celebrado no passado dia 23 de Outubro a cerimónia que assinalou o início oficial das obras de conservação de tão importante monumento, situado na antiquíssima Freguesia de Fornos de Maceira Dão, que dista somente 4 Kms da Cidade de Mangualde.
Esta freguesia, uma das maiores do concelho, deve o seu nome a três elementos: Fornos pela abundância de fornos a lenha para cozer o pão, Maceira, que deriva da palavra latina “matianas” (maçãs) pelos muitos pomares na freguesia e Dão o rio que a banha e lhe dá àgua e fescura.
Povoamento muito antigo pelos vestígios arqueológicos aí encontrados: a Sepultura de Cancela, o Castro na elevação sobranceira à Ribeira dos Frades e a Vila Romana do Cabeço da Mota. Mas o que faz de Fornos de Maceira Dão importante e conhecido na História foi ser o local escolhido e bem para a construção do Convento dos Monges de Cister.
Escolheram um local recatado, mas não se pense que era uma brenha, isto é, um matagal, uma floresta. Maceira era uma vila, com muitas herdades cultivadas, rotas e povoados com casas, vinhas, soutos, moinhos e outras construções agrícolas. Terras ricas, com água, muita madeira de castanho à sua volta, caça, pesca no rio, gado miúdo, azeite e pão. Tudo o que era preciso para a Ordem viver. A Quinta, o cercado, isso sim, como ainda se conserva hoje uma grande propriedade com cerca de 180 hectares. Bastante grande para estas terras de pequena propriedade. Perto, dois povoados, Vila Garcia e Fagilde. Vila Garcia que pertencia ao Couto do Mosteiro e Fagilde ao Couto da Granja, também jurisdição do Mosteiro.
A Ordem de Cister, criada em França, rápidamente se estendeu pela Europa fora e em Portugal quase de Norte a Sul. O seu centro coordenador era Alcobaça pela sua grandeza e importância. Uma Ordem que tinha por divisa: “Ora e Labora”. Reza e trabalha. E foram verdadeiramente os Mestres do Vinho e da Vinha em Portugal. Mestres também na agricultura, que desenvolveram e ensinaram aos autóctones.
Quanto ao Mosteiro, classificado como Monumento Nacional, está em ruinas e a cair aos bocados. A capela usada como abrigo dos animais e os altares a servir de mangedouras. Infelizmente, esta situação não é única no nosso País. Já Eça de Queiroz, o Mestre Romancista, quando regressou de Paris para o seu Solar de Tormes, Baião, foi encontrar galinhas empoleiradas nos altares da capela.
E quantos mais casos não haverá?…

CONSULTÓRIO

ENTRÁMOS NO OUTONO E, OFICIALMENTE, ENTRÁMOS NO TEMPO DAS INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS
E, neste ano de Pandemia viral, mais perigosas se podem tornar as infecções respiratórias.
Não há dúvida que o Outono entrou na altura certa do calendário. E, o Outono vai, inevitavelmente, trazer consigo as doenças próprias da sua época: é chegado o tempo das tosses, dos espirros, das dores de garganta, do nariz obstruído, da voz nasalada, da febre, das bronquites, das pneumonias e da gripe! Acrescentando, a tudo isto, o risco de infecção provocado por este vírus pandémico: o SARS COV2.
Mas pode ser que, este ano, as coisas não sejam, assim, tão lineares. É que esta pandemia da Covid 19, trouxe novas regras de vivência: obriga ao uso de máscaras respiratórias, promove o afastamento físico entre as pessoas, dita uma série de medidas que, se cada um as cumprir, serão uma forma muito eficaz de evitar a propagação das doenças infecciosas respiratórias e, deste modo podermos ter um Outono-Inverno não tão complicado!
O que devemos fazer para as evitar?
É sempre melhor prevenir que remediar. No período em que vivemos apenas uma coisa é certa: cada um tem de fazer por si, e aconselhar os outros, no cumprimento das regras sociais amplamente difundidas pela Direcção Geral da Saúde e impostas pelo Governo! Seja no uso correcto das máscaras sempre que saia de casa, ou no resguardo social, não saindo de casa, a não ser por necessidade, evitar deslocações para fora da zona da residência, manter o afastamento físico de 1,5 a 2m, mesmo com os membros da família que não morem na mesma casa!
Mas devemos, também, procurar ter um papel pró-activo no evitar destas infecções e isso só se vai conseguir mantendo-nos o mais saudáveis possível, os doentes crónicos tomando a medicação de forma correcta, praticando alguma actividade física, tendo cuidado com a alimentação e fazendo a vacinação aconselhada pelos médicos e serviços de saúde!
Estamos na época ideal para a vacinação contra a gripe e contra a pneumonia! Até ao final do ano a vacinação deve ser feita a todas as pessoas em risco: as que têm mais de 65 anos, os portadores de doenças crónicas, os doentes submetidos a tratamentos que interferem com a imunidade e as grávidas.
Tem havido muita preocupação devido à falta das vacinas contra a gripe, quer nas farmácias, quer nalguns Centro de Saúde! Penso que as vacinas vão chegar para todos… e temos, ainda, bastante tempo até que chegue a época da gripe. Inscreva-se na sua farmácia ou no Centro de Saúde e aguarde!
Entretanto, e se pertence a um grupo de risco, deve vacinar-se, também, contra a pneumonia!
Ao ficar vacinado contra a gripe e a pneumonia pode evitar que a Covid não seja um factor de complicação e o doente não venha a ter, simultaneamente, “covipneumonia” ou “covigripe” o que seria, realmente, uma complicação séria!
Por favor, VACINE-SE.