EDITORIAL Nº 754 – 15/5/2019

patrao
Caro leitor
Todos os políticos que se prezem devem informar o eleitorado da sua condição, ou seja, o seu passado, no mínimo, que mais não seja, com o registo criminal, como aqui expresso o meu, embora, não me reveja na política.
registo

Viva a liberdade.
Abraço amigo,

REFLEXÕES

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GRUMAPA – Grupo Mangualdense de Apoio e Protecção dos Animais
Contributos para a história de Mangualde
Entrámos em 1999 com o terreno legalizado em nome do Grumapa. Logo fomos fazer uma avaliação do que teria de ser feito de imediato. Eram 3 hectares de terreno, 30.000 m2! Deparamo-nos com uma verdadeira floresta de giestas altíssimas e outros matos que mal deixavam ver as árvores que por ali também cresciam – carvalhos, pinheiros, medronheiros, vários eucaliptos e lá no topo erguiam-se dois de grandes dimensões. Perante este panorama tínhamos como primeira tarefa a limpeza deste vasto espaço. Seria a primeira grande despesa e a primeira grande dor de cabeça. Era preciso desenvolver actividades que nos permitissem começar a amealhar dinheiro. Recorremos às velhinhas rifas e em todas as festas da zona montamos tendinhas de vendas variadas. Contactamos o comércio, as indústrias e particulares na esperança de alguns donativos. Assim conseguimos o necessário para iniciarmos os trabalhos que foram assumidos pelo vizinho Sr. Abel Fonseca. De vários dias e semanas precisou este senhor para vencer aquele emaranhado de troncos de giestas grossíssimos aonde se amarravam silvas que provocavam ferimentos. Foi um verdadeiro inferno até se atingir a limpeza total.
Depois disto ficou claro que o terreno se desenvolvia em socalcos de poente para nascente. Só à esquerda da entrada se encontrava um espaço relativamente plano e não tínhamos mais nenhuma outra superfície! Se pretendíamos erguer qualquer construção ter-se-ia que fazer terraplanagem e criar um plateau suficientemente largo. Contactamos o Senhor Abrantes que se dedicava a estes trabalhos, além disso havia duas poças com água nascente que teriam de ser limpas e desafogadas no seu espaço. Avaliada a dimensão e dificuldade dos trabalhos foi-nos fornecido o orçamento…!
Santo Deus! Ainda os trabalhos estavam no começo e as preocupações eram enormes!
De novo uma paragem para reflexão. Reuniões de Direcção, Assembleia extraordinária. Tudo tinha que ser decidido dentro da máxima clareza e seriedade. As receitas que eram poucas, para as despesas que eram grandes, tinham que ser muito bem geridas, tostão a tostão. Houve muitas hesitações quanto à continuidade desta empreitada tão pesada para quem tinha tão poucos recursos. Pesados os prós e os contras decidimos não desistir, já tínhamos vencido etapas bem difíceis, seria de continuar. Conseguimos um bem para um fim muito determinado, não se podia desperdiçar. Reflectindo, porém, num certo ditado popular eu diria agora “ se o arrependimento fosse uma árvore, eu seria uma floresta”… Mas para quê chorar sobre leite derramado…nunca podemos adivinhar o dia de amanhã – os trabalhos, os êxitos, as derrotas, as alegrias, as desilusões… É com isto que se constrói e destrói a humanidade e o planeta.
Iríamos, no entanto, continuar na senda dos nossos sonhos, fazendo o percurso que parecia escrito nas estrelas…

MEMÓRIA DE UM TEMPO COM MEMÓRIAS

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A LEITEIRA… ….DA ALDEIA ATÉ Á VILA
No estábulo “ rosmaninha“ e “mimosa“ estão agitadas, impacientes porque já pelas frinchas da porta de madeira penetram uns tímidos raios de uma claridade escoada. E como imagem luminosa vinda de um espaço misterioso surge no umbral da porta a leiteira de balde na mão. Ajeita-o á luz da candeia e puxa o tosco banco de madeira, aprontando-se para a ordenha entre os vagos mugidos das pachorrentas vacas. Pela manhãzinha logo começa a entrega. Com gestos distraídos de aurora sorridente, ligeira vai a leiteira. Na cabeça um cântaro de leite, outro numa das mãos e na outra ainda os copos de lata que serviam de medida. Diáriamente ainda noite, mas quando já a luz se começa a vislumbrar nas frestas da manhã, palmilha a mal asfaltada estrada em direcção á vila de Mangualde. Erguem-se na margem ermos pinheiros e seculares carvalhas estremunhadas e embebidas em altas ansiedades. Com os pés mal calçados pisando uma geada estaladiça, encaramelada que rangia como vidro quebradiço sob o peso do seu corpo de pluma. Dirigia-se ao “depósito“ do leite para o pesar (ser verificada a sua densidade) e medido. Era uma velhinha casa com portas oscilantes, desconjuntadas já das mãos e do vento e amolecidas do contacto brando dos longos dedos húmidos da chuva. Humildemente vivia divinas madrugadas de estrelas, nuvens e ventos. Era esta uma manhã enganosa de um sol tímido rasgando o horizonte longínquo prometendo uma manhã radiosa. Mas sem que nada o previsse o céu toldou-se e tornou-se plúmbeo. Logo se previa a queda de um forte nevão. A leiteira aligeira o passo na sua distribuição porta a porta. A volta é sinuosa e longa e sempre a calcorreia quer faça sol, quer chova, vente ou neve. As suas madrugadas alvorecem com uma bruma de sonho e de beleza, mas da sua face transparece um nevoeiro d’alma, como mistura informe de sono e cansaço. Mais uma porta de um freguês, mais uma medida despejada no recipiente pendurado, e sempre o mesmo sorriso alegre de uma saudade ausente, sem um suspiro nem um ai. Era o seu ganha pão, a sua vida, o grande sacrifício que a natureza lhe exigia, mesmo quando as nuvens pesadas se levantavam como sombrias rochas de granito.
Termina a volta, regressa á sua velhinha casa com sacadas ornadas de cheirosas rosas de Alexandria, craveiros na escadaria e violetas nas janelas. Seu berço que durante o dia o sol aviva e á noite a escuridão desfalece.
Amanhã será mais um dia e uma nova e dorida volta, talvez uma manhã de uma luz nova e alvorescente por uma estrada ladeada de matagais onde de ternura os pinheiros.

Calha a todos…parasitas intestinais!

Ana Cruz
É indecente falar de temas relacionados com excrementos ou fezes. Tal assunto é tão vergonhoso, que apenas quando temos situações críticas é que colocamos dúvidas, muitas vezes numa fase tardia …
Mas é um fato que devíamos ser educados desde crianças a observar os fluídos e dejetos que expelimos. “Epá! Isso é nojento”, pensa o leitor. Talvez o hábito consumista de ter tudo facilmente feito lhe tenha facultado a falsa realidade de controlar o seu ambiente, mas ignorar a existência de infeções parasitárias só lhe trará desconfortos evitáveis. A certeza que vive numa casa sem qualquer contato com animais de quinta, e que o seu inofensivo gato ou cão estão avessos a estes atropelos parasitários, pode trazer alguma suposição de não ser exposto a estes vermes. No entanto se há algo que estes invertebrados não são esquisitos, é com o tipo de habitação, classe social ou origens dos seus futuros hospedeiros. Até se conta que uma famosa cantora de ópera que quase se casou com o Aristóteles Onassis (para quem não se lembra, era considerado o homem mais rico do mundo após a II Guerra Mundial, tendo realizado fortuna com a frota de petroleiros), ingeriu um “vermezinho” para ficar mais elegante. Tal foi notória a sua perda de peso, que as suas “amigas” (que acabaram por expor este segredo da diva!) queriam saber o motivo. Lá a Maria que tinha o nome Callas, mas não soube se calar e contou que tinha feito. Porque um dos sintomas de estar infestado por estes seres, é a perda de peso. Quando o indivíduo tem as suas defesas saudáveis, nem se apercebe que está a alimentar estes parasitas. Eventualmente pode ter cólica\ dor de barriga, vómitos e até diarreia, mas nunca imagina que poderá ser por irritação do sistema gastro-intestinal devido a um verme.
As mais conhecidas são as lombrigas, mas existem centenas de parasitas intestinais. Os mais frequentes são as ténias, oxiúros e lombrigas. Podia colocar os variadíssimos nomes em latim para classificar os vermes que parasitam os intestinos, com certeza daria uma imagem mais científica e profissional, mas o objetivo e clarificar e alertar os leigos que independentemente dos nomes científicos querem é saber como prevenir esta infestação e incómodo. Os parasitas não sobrevivem sem um hospedeiro, sendo o porco e o gado os principais recetores. Logo, ao consumirmos carne de porco e vaca e não procedermos à sua correta cozedura podemos ser os próximos hospedeiros. É através das fezes que estes animais conseguem contaminar os hospedeiros, ou seja quando alojados no intestino do hospedeiro libertam ovos que quando expelidos pelo hospedeiro poderão contaminar outros seres humanos\ animais. Daí a preocupação de cozer bem a carne para destruir estes ovos. Também o fato de andar exposto ao estrume\ terra onde poderá existir estes potenciais ovos e\ou parasitas é um risco de ficar infestado. As crianças e os idosos, por terem as suas defesas mais imaturas ou fracas, respetivamente, estão mais suscitáveis a contraírem esta patologia. Assim para além da fadiga, dor de barriga e diarreia, existem outros sintomas bem mais evidentes e que descuidamos. A famosa comichão durante a noite na zona anal, agitação durante a noite que provoca insónia; a expulsão dos próprios parasita nas fezes diárias (e por vezes pode sair pela boca ou nariz!); o ranger de dentes (bruxismo) que supostamente não está confirmado cientificamente, mas que as pessoas com mais idade lembram-se de associar às lombrigas. O diagnóstico deve ser sempre acompanhado pelo médico, mas há quem se adiante, como foi o caso que passo a citar: Certo dia, a médica com quem estava a fazer equipa chama-me ao seu gabinete. Ao entrar vejo uma senhora que aparentava 70\80 anos sentada, junto à secretária da médica. “Veja o que esta senhora me ofereceu!”-exclamou a médica com um tom brincalhão. Levanta um frasco típico de colheita de urina, com uma espécie de minhoca e líquido amarelado. Escusado será dizer que o aparato de ver uma lombriga, impôs um bloqueio para não expressar o meu asco. Mas ao mesmo tempo admirei a coragem e o sangue frio da senhora em mostrar o que tinha expelido e da médica por não colocar uma atitude de repugnância e altivez, em concordância com o estereótipo…
O tratamento que pode ser adquirido na farmácia sob consulta do farmacêutico, não sendo obrigatória a ida ao consultório médico. No entanto obrigatório é informar as instituições onde as crianças\idosos permanecem devido a contágio. Realizar uma higiene corporal mais rigorosa na região anal para evitar proliferação dos ovos que estão a ser expulsos. Trocar mais frequentemente a roupa interior (cuecas, toalhas, lençois). Cortar as unhas mais rente, quando coça os ovos podem ficar alojados sob as unhas, e facilmente podem entrar em contato com a boca! Todos os que habitam na mesma casa devem ser desparasitados no mesmo dia, todos significa pessoas e animais! E para evitar reinfestações, 20 os 30 dias depois devem ser novamente desparasitados. Isto não evita nova infestação. De fato existia uma corrente de médicos de família nas décadas 70\80 que prescreviam desparasitantes antes das pessoas de queixarem….
A minha mãe conta, que a minha avó todos os dias observava o sítio onde os filhos evacuavam (tempos em que ter casa de banho era um luxo…). Quando via algo de anormal –lombrigas- dava pevides de abóbora em jejum aos filhos até não aparecer mais alguma anormalidade. Hoje as coisas não se resolvem apenas com pevides, mas que as lombrigas ainda estão para incomodar…

SANFONINAS

dr. jose
Lavar os dentes

Dei comigo a pensar, nos momentos matinais de uma operação tão comezinha e corriqueira como lavar os dentes. Nunca imaginara eu descrever os gestos inconscientemente mecânicos que ela implica e como – exactamente por serem inconscientes, sem necessidade de os acompanhar com o pensamento – podem ser momentos aproveitáveis.
Uma primeira sensação, a de agradecimento: tenho água, tenho posses para a pasta dentífrica da minha preferência. Escovo os dentes como me ensinaram e como eu ensinei a meus filhos: na vertical, ora dum lado ora doutro. E lembrei-me daquele dia, em que, na sala de embarque para uma viagem aérea, a mãe pegara no telemóvel e insistentemente perguntava «E o Carlinhos já lavou os dentes?», como se não quisesse partir sem ter a certeza de que o seu Carlinhos lavara os dentes.
O prazer que se sente nesses gestos. Aliás, aos actos de higiene está sempre ligada uma sensação agradável que instintivamente nos ajuda a praticá-los. Em nós e nos animais. Sinto o prazer do Spike, o labrador, quando o escovo; e o do Maio, gato, quando lhe passo a escova pelo dorso que se arqueia…
Verifiquei hoje que é tudo automático: o pegar no copo e enchê-lo de água à torneira (amiúde me lembro da cidade do Cabo que não tem água potável – e dou graças a Deus!); o ir buscar a escova e tirar-lhe o resguardo; o estender da pasta (cuidado, não é preciso muita, que ‘no poupar está o ganho’); o referido escovar segundo as regras aprendidas logo na instrução primária, de prótese na mão esquerda à espera de escova ela também (e agradeço por ter prótese, que minha avó materna sempre a conheci completamente desdentada, porque no seu tempo não havia próteses ou dinheiro para elas); o alívio do bochechar final; a possibilidade de secar lábios e mãos numa toalha ou mesmo no toalhão de banho (privilégio este também!)…
Tudo automático, pois. O pensamento, porém, fixara-se já, sem pressas nem inquietação, no que haveria para fazer nesse dia. E o bloquinho lá estava, no lugar certo, com o lápis ao pé, para, entre uma escovadela e outra, se necessário, ali apontar algo a não esquecer, o tema possível para a próxima crónica no Renascimento ou a pesquisa que importava ainda fazer para completar o raciocínio daquele artigo científico que está entre mãos…

IMAGINANDO

francisco cabral
PARTE 57
SINTRA
imaginando sintra
Sinto um orgulho muito grande em viver a cinco quilómetros da Vila de Sintra, propriamente na ascendida Vila de Algueirão/Mem Martins e sempre que posso desloco-me a esta Linda Serra, um dos Chakras (vórtices) do nosso País.
Não é por acaso que grandes Grandes Poetas e outros Senhores de diversas culturas procuraram e ainda hoje o fazem, este recanto não só pelo seu Esoterismo, mas pela mística que a envolve e aqui dou ênfase a Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão ao desenvolverem o seu livro “O Mistério da Serra de Sintra”.
Embora neste momento não o faça amiúde, noto e quando  aí me desloco, uma harmonia que a própria natureza em si, me faz viver numa paz profunda digna do Grande silêncio interior, que obrigatoriamente me invade.
No entanto saliento e com alguma mágoa, que uma parte da Serra de Sintra não está sintonizada nesta harmonia. Verifiquei e em locais específicos, que a prática de magia negra se tornou habitual naquele sítio, e quem é sensível imediatamente nota que algo não está bem.
Mas, à parte este parágrafo, realço que a Natureza também se encarrega de a transmutar, porque o seu interior nos dá belas paisagens que encantam os olhares, não esquecendo a proteção dos Seres Elementais.
Diz-se que esta Serra está ligada ao Reino de Agharta no interior do Planeta, que teria neste local uma cidade, tendo no Castelo dos Mouros uma das 100 entradas (portal) para este Reino.
Já circundando o Palácio da Pena, que mais à frente falarei, encontramos a Fonte dos Passarinhos, um ponto de paragem obrigatória para deliciarmos a leveza da sua água e contemplar aquelas avezinhas que ali vão beber num chilrear ensurdecedor, mas não atrapalhando a paz que precisamos para reaver “novas energias”.
Atrás desta fonte, desconhecido por uma grande maioria e por caminho estreito, alguns metros à frente e para os mais esotéricos, encontramos o Templo dos Gnomos. Este Templo é composto por nove árvores, formando no seu interior um círculo. Ao entrar neste círculo e pronunciando o mantra “OM” (aquilo que lhe protege, lhe abençoa), automaticamente este som é repetido nove vezes.
Quem tem oportunidade, é o sitio ideal para a prática de meditação e entrar em alinhamento com a Mente Universal, podendo  até provocar um colapso de Função de Onda, se assim o desejar.
Predominando nesta Serra os Reinos Vegetal e mineral, como a pura água que brota do interior da mesma e que ainda se vai mantendo neste estado, a maioria das plantas são exóticas pelo que dão uma beleza fora do comum, convidando a nos ligarmos e passemos a maioria do tempo a contemplá-las, como de nossa família se tratasse. Isto não é obra do acaso, porque ele não existe, mas sim porque muitos Seres Elementais lhes dão plena proteção. Quando alguém tenta destruir  nem que seja uma plantinha, estes Seres mentalmente desviam a atenção do prevaricador. Aliás, mesmo que uma parte dos visitantes não creia, garanto que no estado de silêncio absoluto e plena concentração sente a presença destes Elementais.
Vou contar um facto verídico que aqui aconteceu, quando em grupo fizemos uma Meditação:
Reparei que uma pequena lagartixa, quando iniciámos e durante o Trabalho Espiritual se manteve imóvel. Ao finalizámos, essa mesma lagartixa foi à sua vida e um grupo de aves chilreou de tal maneira, como a dar por concluída a Meditação. O grupo achou muita graça e chegámos à conclusão que tudo é parte do UM.
A 529 metros, ponto mais alto da Serra e em pleno Parque da Pena, encontramos uma réplica da Cruz Alta original, com o miradouro que nos permite contemplar a Vila de Sintra, assim como a cidade de Lisboa e o Rio Tejo.
Da história da Cruz original nada se sabe. Também se desconhece quantas foram feitas, porque o fator tempo e os respetivos raios destruíram algumas delas. Entretanto uma réplica estilo Manuelino que remonta ao ano de 1552 e reinava na altura D.João III segundo escritos, durou até 1997. Da Cruz original até aos dias de hoje, desconhece-se quantas réplicas foram feitas.
Continua
Fjcabral44@sapo.pt

As Eleições Europeias

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Faltam poucos dias. São já no dia 26 de Maio.
Quando se escreve para um Jornal e se tem o gosto de comunicar, manifestamos livremente as nossas opiniões, ideias e pensamentos.
Todos nós temos esse direito. É um conceito fundamental da Democracia protegido pela Declaração Universal dos Direitos do Homem e pela nossa Constituição da República.
É o nosso suporte da Democracia. Assim, podemos todos exprimir ideias e opiniões diferentes e até contraditórias.
Escrever nos Jornais, ser Jornalista, é estar mais próximo da vida real. E a primeira missão de um jornalista é informar. Para isso tem o direito de fazer perguntas. A pergunta é uma ponte de entendimento entre os Homens.
E a pergunta aqui vai. Porque escolheu o Partido Socialista para cabeça de lista às eleições Europeias o ex- ministro Pedro Marques ?
A resposta não é fácil. Para muitos portugueses, mesmo que sejam do Partido Socialista, é difícil de perceber.
Pedro Marques é um mau representante de Portugal na Europa e uma má escolha entre os socialistas.
Em artigo publicado no Jornal Renascimento em 15 de Março do corrente ano, sob o título –“ A Ver Os Comboios a Passar “, dava-mos conta da sua má prestação como ministro do Planeamento e das Estruturas. Uma péssima execução das verbas para o Plano Ferroviário para Portugal. Apenas executou 7%.
Com o decorrer da campanha nota-se que é um candidato sozinho no terreno, uma total ausência de combate político, sem aparelho, isto é, sem acompanhamento das figuras do partido, excepto quando António Costa aparece a dar apoio. E quando aparece António Costa, ofusca Pedro Marques, tira-lhe palco e acaba por o apagar. Os outros contundentes, líderes dos partidos concorrentes, esquecem Pedro Marques , ignoram-no e respondem a António Costa.
E outra pergunta! Não é muito melhor a segunda figura da lista Maria Manuel Leitão Marques? Uma socialista com provas dadas, várias vezes ministra, com trabalho feito, com prestígio!
Ouvi comentadores nas televisões associarem Pedro Marques, como dos piores ministros e Maria Manuel Leitão Marques entre os melhores.
Foi irritante ver há dias Pedro Marques numa televisão atacando os outros concorrente por nada terem feito a dizer : – Eu tenho obra!
A obra está á vista de todos. Dos 2,7 mil milhões que anunciou para modernizar os Caminhos de Ferro Portugueses até 2020, que é daqui a meses, só investiu 158 milhões de euros.
Deixou o Governo, passa para outro posto, segue a sua carreira alvejando postos mais altos e nada acontece. Não presta contas do seu mandato ao País.
E agora a última pergunta. Em quem votar nas próximas eleições Europeias?
Os portugueses têm uma grande tarefa pela frente. As eleições Europeias são de cinco em cinco anos. O voto tem pois cinco anos de duração. Depois de votar já nada há a fazer. É preciso ter muito cuidado, escolher bem. Tarefa muito difícil.

CONSULTÓRIO

dr. raul
Passou o Natal, passou a Páscoa – períodos em que os excessos alimentares são uma quase constante – e o Verão aproxima-se a passo de corrida. Está no tempo de começar a aprimorar o peso pois a praia aproxima-se e não vamos querer deixar à mostra aqueles tufos de obesidade, ou os pneus demasiado insuflados, ou aquelas barrigas que provocam inveja a grávidas de quase nove meses.
E como vai perder esse peso em excesso? Fez já bastantes esforços e os resultados foram insatisfatórios?
Eis uma pequena lista das armadilhas, mais clássicas, que impedem que o ponteiro da balança se desloque para o lado bom.
Os objectivos que pretende atingir são razoáveis?
Não pensem que poderemos ter, todos, a figura esbelta dos modelos das revistas de modas, seja feminina ou masculina: não fomos programados para sermos, assim, tão magros! E, passar fome, também não vai modificar a nossa silhueta. É importante aprender a aceitar-se e a fixar objectivos realistas.
Não queira perder quilos em excesso, porque não o irá conseguir no curto prazo.
A primeira coisa a aprender, nisto de querer emagrecer, é ser razoável e realista.
Não acumule frustrações
Quanto mais draconiano for o seu regime, mais difícil será segui-lo a longo prazo e levá-lo a bom termo.
Se está continuamente a impor privações a si mesmo, vai acumular frustrações e, ao fim de algum tempo, irá sucumbir e arruinar todos os seus esforços.
Uma perda de peso demora tempo! É preciso estabelecer um longo programa cujo objectivo não é de o frustrar temporariamente, mas de o ensinar a comer de forma moderada e equilibrada durante todo o ano.
O seu pequeno-almoço é suficiente e equilibrado?
Um grande erro que se comete frequentemente é o de saltar o pequeno-almoço. A primeira refeição do dia deve ser suficientemente consequente e equilibrada para permitir que se aguente durante toda a manhã e chegar à hora do almoço sem ter muita fome.
Quanto mais fome tiver ao almoço, mais irá comer em quantidade, negligenciando a qualidade do que come. Por esta mesma razão, também, o almoço deve ser suficientemente consequente. Comer uma salada verde ao almoço, sem mais nada, é ter a certeza de grande fome nas horas que se seguem.
Atenção à composição do pequeno-almoço. Evitem as pastelarias, os folhados tipo “croissant”, as bolachas e os biscoitos industriais, ricos em ácidos gordos saturados. Dêem preferência aos produtos leiteiros, pouco gordos, ou aos derivados de soja, ou ao skyr, aos cereais e pão integral, e aos frutos.
Evitar as bebidas açucaradas
Gasosas, sumos de frutas, xaropes, águas aromatizadas, etc…
Todas as bebidas açucaradas devem ser evitadas. Elas trazem as chamadas calorias vazias ou ocas, quer dizer, calorias que não têm qualquer interesse nutricional, mas que se vão juntar ao seu número de calorias quotidianas e vão impedir de perder peso.
Evitem as bebidas “light” porque elas têm o inconveniente de manter o gosto pelo açucarado.
Não coma, muito depressa
Arranje tempo para comer. Coma tranquilamente, de preferência num local calmo, sem grandes ruídos e não se deixe distrair pela televisão.
É comendo com calma e lentamente que se apreendem os sinais de fome e de saciedade, indispensáveis para regular o apetite.
As suas saladas são verdadeiramente ligeiras?
Comer saladas de qualquer género, em particular de alface, permite aligeirar as refeições. Mas atenção, pois quanto mais há salada, em geral, mais molhos há.
Do mesmo modo, para que as saladas se mantenham leves, deve evitar-se a adição de guarnições: um pouco de fiambre, mais um pouco de queijo, uns frutos secos e o que era leve torna-se uma verdadeira salada gulosa.
Pratica actividade física suficiente?
A actividade física deve fazer parte integrante de todos os programas que visam a perda de peso.
Para a saúde em geral, uma sessão de actividade desportiva três vezes por semana é o ideal. Só ou em grupo é primordial que se mexa com regularidade.
E não se esqueça que tudo vai somando ao longo do dia: suba as escadas em vez de esperar pelo ascensor, pratique jardinagem, ande a pé (imponha a regra dos 6 ou mesmo 10.000 passos por dia) e porque não ir dançar?
E-mail: amaralmarques@gmail.com