EDITORIAL Nº 783 – 15/09/2020

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Livre-nos Deus …
Os crentes que rezam ao Pai pedindo o Pai Nosso de Cada Dia, hoje cada vez mais difícil de amassar, pedem também ao perseguinar-se, isto é, ao fazerem o Sinal da Cruz, que nos livre dos nossos inimigos.
Conhece-se melhor o Homem, que os Homens. Se é difícil conhecer o Homem em toda a sua extensão, mais difícil se torna conhecer o Homem em todas as relações que tem com os outros Homens.
Como se pode conhecer e compreender as infinitas combinações a destes seres intelectivos, livres e apaixonados?
Nem a filosofia nos explica bem o que é o Homem, nem a história nos dá bem a conhecer o que são os Homens.
Homem, eterno enigma!
O Homem enquanto ser social e sociável, vai criando relações e deveres; relações de amizade, de adversidade e de inimizade.
A amizade, a relação com um amigo, é discreta e constante, branda, sossegada e reflectida. Nunca atormenta, antes consola.
O adversário, segundo a sua etimologia, é aquele que se voltou contra nós, seguindo uma opinião diferente. É alguém com quem podemos contar, excepto naquilo que pertence à disputa.
Assim, não é o inimigo! Porque este procura fazer sempre mal. Só os Homens de mérito têm adversários. O vulgo não conhece mais que inimigos. A inimizade é sempre uma paixão, senão sempre baixa, ao menos rancorosa, tenaz, repreensível, sobretudo em seus excessos. Pressupõe graves injúrias recebidas, mentiras. E faz com que receemos sempre o inimigo, mesmo depois de reconciliados, porque costuma ser traidor.
Porque, o inimigo não tem escrúpulos em praticar acções baixas, recorrer a procedimentos vis.
O inimigo tem como única finalidade o nosso aniquilamento!
Livre-nos Deus dos nossos inimigos e quanto mais depressa melhor!