ANO LETIVO 20/21 ARRANCOU ONTEM, DIA 14 DE SETEMBRO, NO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MANGUALDE

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Ontem, dia 14 de setembro, iniciaram o novo ano letivo as turmas H, I e J do 12º ano. Dia 17 de manhã, terá lugar a receção aos pais das crianças de 3 anos e dos 1º, 4º e 5º anos; dia 18 de manhã será a receção das crianças do pré-escolar e dos alunos dos 1º e 2º ciclos e no dia 21 começarão a decorrer as aulas normalmente para todos os anos e turmas de acordo com os horários.
Face a toda a apreensão que a presença do COVID19 tem colocado sobre a sociedade e porque, o vírus ainda se mantém, a Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de Mangualde achou oportuno deixar alguns esclarecimentos e palavras de tranquilidade aos pais sobre como tudo irá decorrer, para tal, convocou uma conferência e imprensa que teve lugar na tarde do passado dia 11 no gabinete do Diretor das Escolas de Mangualde, estando presentes, além do Presidente da Associação de Pais, Rui Pinto; o Diretor das Escolas de Mangualde, Agnelo Figueiredo e o vereador da Educação da Câmara Municipal de Mangualde, Rui Costa.
Começou por usar da palavra o Diretor das Escolas de Mangualde, referindo que esta conferência “ é para dar uma palavra de tranquilidade à nossa comunidade, sobretudo aos pais, porque as pessoas têm que vir para a escola mas confiantes e não com o pavor do contágio. Temos que deixar claro que a escola é um lugar seguro. Não é na escola que podemos ser contagiados com COVID, o que pode acontecer, é que podemos ter pessoas que trazem o vírus para a escola e é aí que temos que ter muita atenção, fazer muita pressão para que as pessoas evitem comportamentos de risco.” Todos devem ter em conta que o autocontrole é o mais importante para o controle desta pandemia. Evitar falar com pessoas com quem habitualmente não falamos ou com o parente que veio de longe, neste aspeto é recomendada muita atenção. Agnelo Figueiredo reforça mesmo, “autocontrole, fazer a sua autovigilância e responsabilidade, são os aspetos que nos permitem esperar um ano com certa tranquilidade”.
O plano de contingência do Agrupamento está também concluído, aprovado pela Proteção Civil e Delegada de Saúde e já foi publicado e distribuído a toda a comunidade escolar. Nele estão expressas todas as regras e procedimentos a cumprir que, a serem cumpridas não haverá qualquer problema.
“A função da escola é o ensino, não é evitar o COVID. A missão da escola é ensinar, formar, de forma que não potencie o contágio, mas não podemos por à frente do ensino o vírus. Primeiro está o ensino e depois, o vírus e nós temos que fazer uma coisa contemporizando com a outra. São precisas atitudes que evitem que o nosso objetivo principal seja sobreposto por outro”, reforçou o diretor do agrupamento.
Antes de terminar a sua intervenção, Agnelo Figueiredo deixou uma nota de congratulação por um lado, à Associação de Pais por ter tomado a iniciativa da necessidade deste esclarecimento à comunidade, e por outro, à Câmara Municipal de Mangualde, por toda a colaboração para o lançamento deste ano, nomeadamente nas obras necessárias na requalificação do colégio que foram realizadas durante as férias e a tempo de receber os alunos neste novo ano letivo. A finalizar, deixou ainda a boa notícia, resultante da transferência de competências, o facto de a partir de agora se passar a comer de igual forma nos três refeitórios do agrupamento, uma vez que, numa gestão global, todos passarão para a responsabilidade do chefe Alcino.
Seguidamente, Rui Pinto, Presidente da Associação de Pais, agradeceu a oportunidade perante esta situação excecional e a necessidade de se realizar uma análise do final do ano letivo anterior e mostrar toda a colaboração que tem vindo a ser realizada nos mais variados esclarecimentos que têm sido solicitados por parte dos pais.
Salientou a necessidade de todos serem “agentes não só de saúde pública, mas também construtores junto das nossas crianças, porque o acesso à educação deve ser universal e igual para todos. Em meados do ano letivo anterior, o ensino à distância foi o único possível, e nesse aspeto já deixamos uma menção de apreço e honrosa às Escolas de Mangualde que praticamente no dia a seguir conseguiram implementar este sistema. Não sabemos exatamente a eficácia, mas certamente aumentou as assimetrias aos alunos e a única forma de não perpetrarmos isso, é termos a escola presencial e, nesse sentido temos estado sempre junto da escola e da Câmara Municipal a dar a nossa opinião a ajudar a encontrar a solução”.
Mais uma vez, e a exemplo do que já havia sido solicitado pelo Diretor das Escolas, Rui Pinto, pede aos pais para a maior atenção junto dos filhos e do trabalho de que têm que realizar pela impossibilidade de se ter um funcionário para cada aluno. “Os pais terão que fazer um trabalho excecional”, reforçou.
Segundo Rui Costa, vereador da Educação da Câmara Municipal de Mangualde e reforçando o que já havia sido dito, neste novo ano escolar 20/21, é necessária uma corresponsabilização de toda a comunidade escolar.
Na sua intervenção, salientou ainda a forma estável com que se realizou a transmissão de competências, facto só possível, porque o município tem pessoas com competências para tal sendo propósito final “conseguirmos que o nosso agrupamento de escolas atinja um patamar de excelência”, salientou.
Encontram-se em andamento dois concursos, um para a reabilitação de parte da ACO e o outro para a reabilitação da ESFA.
No final das intervenções e em resposta a algumas questões, foi esclarecido que a questão do transporte escolar está resolvida e todos os alunos têm transporte para ir para casa se tiverem aulas só de manhã ou para virem para a escola se tiverem aulas só à tarde. Haverá transporte para todos. Também aqueles alunos, que por força da profissão dos pais, tenham que vir para a escola, ainda que não tenham aulas, terão enquadramento para ocupar o seu tempo e para realizar as refeições. Acrescentar apenas, que estas situações terão que ser devidamente comprovadas para que não se tornem uma generalidade, frisou Agnelo Figueiredo.
Outra preocupação dos pais, prende-se com a prática do desporto, nomeadamente Educação Fisica, quanto a este facto Agnelo Figueiredo esclarece “por enquanto ainda não vamos ter o desporto escolar, vamos ter a Educação Fisica, que vai decorrer com o apoio das instalações municipais, além do pavilhão municipal, vamos contar com o estádio e com o sintético. Vamos poder garantir aquilo que se chama “a bolha”, tendo uma turma de cada vez em cada espaço.”
Regras Universais/Informações Gerais constantes do plano de contingência
1. Manter sempre a distância de – pelo menos – 2 metros entre pessoas, dentro do recinto escolar.
2. Usar máscara no recinto escolar (os alunos, a partir do 2º ciclo) e procurar não mexer na mesma depois de colocada. Cada aluno, professor ou funcionário receberá um kit de 3 máscaras reutilizáveis para o 1º período.
3. Lavar sempre as mãos ou higienizá-las depois de tocar em objetos que não sejam os seus. À entrada da escola todos os alunos deverão higienizar as mãos com uma solução de base alcoólica.
4. Nos JI e Escolas estão definidos e identificados percursos desde o portão de entrada até às salas de aula ou outros espaços comuns, para evitar que os alunos circulem livremente no recinto com contacto com outras turmas. Nas escolas maiores, há portões de entrada e saída indicados.
5. A medição de temperatura, não sendo obrigatória, vai ser feita em todas as unidades.
6. Os pais não podem entrar nos edifícios escolares. Este facto, não obsta que os pais/encarregados de educação das crianças dos JI da cidade (ACO) possam entrar de máscara no recinto escolar (que não nos edifícios).
7. Nos JI, as crianças não poderão trazer de casa qualquer brinquedo e deverão ter calçado próprio para utilizar dentro do edifício.
8. Os alunos vão ser organizados para estarem tendencialmente em “bolha”. Os alunos da turma contactam apenas entre si. Partilham a sala de aula, onde cada aluno terá o mesmo lugar (à exceção de EF ou laboratórios ou TIC) e um espaço específico durante o intervalo. Pretende-se reduzir os contactos entre os alunos e evitar os contactos de potenciais contágios.
9. As salas de aula serão arejadas e as portas estarão abertas. As mesas estão dispostas de modo a que os alunos não estejam virados uns para os outros.
10. Os intervalos serão mais curtos no tempo e são delimitados os espaços.
11. Os horários foram feitos de modo a que haja o menor número possível de alunos no recinto escolar.
12. O único bufete para alunos a funcionar é do Escola ESFA, pelo que os alunos deverão, se o entenderem, ser portadores de um suplemento alimentar.
13. Os refeitórios funcionarão tendencialmente com hora marcada para cada turma e terão portas de entrada e saída. Eventualmente, terão serviço de take-away, dependendo da frequência apurada.
14. A utilização da casa de banho está condicionada. Nos intervalos, a entrada é determinada pelo funcionário. Após a sua utilização, pede-se que cada aluno lave as mãos (palma e costas da mão) com sabão pelo menos 20 segundos e as seque com papel, colocando este no recipiente existente para o efeito.
15. O arejamento das salas é feito durante os intervalos e é da responsabilidade do docente.
16. Colocar o lixo produzido nos caixotes.