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Barragem de Fagilde- Desastre Ambiental

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O esvaziamento repentino da Barragem de Fagilde há cerca de um mês matou milhares de peixes. Um desastre ambiental!
A população alarmada acabou por chamar a Guarda Republicana para denunciar o atentado, que comprometeu a diversidade existente. A morte dos peixes deve-se à abertura repentina e exagerada das comportas, dificultando a adaptação dos peixes ao fluxo acelerado e decrescente das àguas.
Caricato é, após a abertura, ver funcionários dos Serviços Municipalizados das Águas de Viseu, a transportar peixes em reservatórios, tentando salvar os sobreviventes.
Este desastre ambiental, autêntico crime público, ilustrado com fotografias publicadas na Internete, mereceu uma intervenção na Assembleia da República do Partido Ecologista os Verdes.
Todos os outros partidos, mormente os maiores e que na região são os mais votados não se conhece qualquer insurgimento. Se fosse uma coisa boa de certeza eram os primeiros a aparecer. A Barragem de Fagilde é um dos maiores patrimónios do Concelho. O que é uma terra sem água?
Num dos últimos Editoriais do Renascimento, Serafim Tavares, proprietário e director do jornal, afirmava com mágoa: – “ Mangualde hoje, é nada de nada”. E oferece o jornal para a comunidade reagir!…
Refere ainda que sendo Mangualde uma terra magnífica nunca teve gente com rasgo para a desenvolver.
Quem não ama a sua terra, não pode amar ninguém!
Terra que espalhou pelos quatro cantos do mundo o que tinha de melhor- a sua gente.
Foram expulsos da sua terra pela miséria, pelo subdesenvolvimento.
E os políticos, os responsáveis por isto, são a cara descarada da vergonha perdida.
E de muito longe, de grandes distâncias recordam com saudade as suas terras, onde falam as velhas pedras.
A distância é como os ventos:- apagam as velas e acendem as grandes fogueiras. Por isso Portugal é considerado como o país “dos adeuses”!
Portugal, em todos os tempos teve sempre maus políticos. Mais interessados em defender os seus interesses e muito pouco preocupados com a defesa dos interesses dos que os elegeram. E isto já vem de muito longe.
Em monarquia, no Sec. XIX, o nosso Rei D. Pedro V, que teve um reinado difícil com os políticos da época e com as suas intrigas, considerava-os “corruptos, ineficientes e imorais”. E chegava a dizer: “os políticos são como os cigarros, fumam-se e deitam-se fora”! Palavras de Rei!
Os nossos escritores, os maiores, Luís de Camões, Eça de Queiroz, Fernando Pessoa, que fazem parte dos “génios” da Cultura e da Literatura Universal e muitos outros, todos criticaram a política e os políticos do seu tempo. Camilo Castelo Branco, o nosso maior novelista, referindo-se à qualidade dos políticos dizia, temos:- “Os oportunistas, os despeitados, os cobardes, os enfatuados, os imbecis e os inúteis; a ambição que enxovalha, a inveja que morde, o ódio que envenena, o ridículo que mata; as mentiras convencionais”.
Mais no nosso tempo o escritor José Cardoso Pires referindo-se às escolhas dos políticos dizia: – “porque têm padrinhos no céu, afilhados no Inferno e no Purgatório, onde se junta toda a maralha dos conspiradores em part-time”.
E, Almeida Garrett, aos que aparecem para destruir, chamava-lhes – “miseráveis reformadores“.
De minha lavra acrescento mais duas categorias. Os “pavões” que se espanejam abrindo o leque de penas vistosas e os “alisbonados”, aqueles que rumam a Lisboa, esquecem a terra, as origens e os compromissos assumidos.
Alguns, acham-se acima de tudo e de todos. Ás vezes até dos seus pares e dos que o colocaram num trono que tem tanto de fictício, como de efémero.
E quando se comportam assim, significa que o seu fim está mais próximo do que imaginam.
A borboleta queima-se na chama da vela!…

CONSULTÓRIO

dr. raul
A DOR DE COSTAS!
São uma das causas que levam os doentes a queixar-se ao seu médico: “Doutor, doem-me as costas”!
Na verdade, as costas podem ser a causa de muito sofrimento – as célebres “dores nas costas”!
Tenham o nome que tiverem – dorsalgia, lombalgia, lumbago ou, ainda, hérnia discal ou ciática – são dores que motivam queixas em muitas das pessoas que nos rodeiam ou, mesmo, em nós próprios.
Calcula-se que oito em cada dez pessoas sofrem, podem vir a sofrer, ou já sofreram de dores nas costas!
Vamos tentar reconhecer cada um destes tipos de dores e dar uma ajuda sobre a sua prevenção e tratamento.
A dorsalgia provoca uma dor localizada ao nível das omoplatas.
A dor da dorsalgia concentra-se no meio das costas, ao nível das omoplatas. É uma dor que pode dificultar os movimentos respiratórios.
A dor nas costas não é hereditária.
O facto de as dores nas costas atingirem várias pessoas da mesma família não tem a ver com a hereditariedade mas, antes, pelo facto de ser uma afecção muito difundida.
O lumbago dura geralmente uma semana.
Mesmo que a dor imediata do lumbago (à volta dos rins) seja intensa, ela não se prolonga por muito tempo e cede, de uma forma rápida, ao fim de alguns dias. Pelo contrário, se a dor tem uma duração mais prolongada, às vezes alguns meses, a designação de lumbago não se aplica e a dor passa a chamar-se lombalgia crónica.
Reconhece-se uma ciática pela irradiação da dor pela parte posterior da coxa.
Esta irradiação da dor é devida ao facto de estarem atingidas uma ou mais raízes do nervo ciático, nervo este que parte da coluna vertebral e segue na direcção da perna.
A ansiedade e a depressão agravam as dores nas costas.
As perturbações psicológicas, como uma depressão ou um estado se ansiedade, jogam um papel, não negligenciável, no aparecimento ou passagem ao estado crónico das lombalgias. Daí o suportar-se menos bem uma dor quando se sofre de um humor depressivo ou ansioso.
Mesmo que sofra frequentemente de dores nas costas a actividade física é, quase sempre, aconselhada.
A actividade física previne o aparecimento de dores nas costas e, igualmente, o seu agravamento. Mas, durante o período de dor aguda, não é recomendada a prática de actividade desportiva. Também o bom senso aconselha que se devem praticar exercícios que não provoquem constrangimento para as costas, agravando as suas dores.
O que é uma cruralgia? Uma dor lombar específica.
A cruralgia é uma dor da parte inferior das costas que irradia para a parte anterior das coxas. Esta dor é devida a uma perturbação de uma ou mais raízes do nervo crural, também chamado nervo femural.
Pelo facto de sofrer de lombalgia não é necessário fazer, sistematicamente, uma radiografia.
Uma radiografia apenas mostra os ossos e as vértebras (que também são ossos), não mostrando os discos intervertebrais, os músculos, os ligamentos, os nervos ou os vasos, que não são visíveis numa radiografia. Por isso, quando não há suspeita de outra coisa que a lombalgia, a radiografia não será muito esclarecedora.
Quando se sofre de dores nas costas o período de repouso deve ser o mais curto possível.
Antigamente os médicos aconselhavam longos períodos de repouso a quem sofria das costas. Hoje em dia só se aconselha o repouso durantes os episódios de dor aguda. Mal passe a fase aguda recomenda-se o recomeço das actividades físicas o mais rapidamente possível e, mesmo, a prática de uma actividade física ou desportiva, regulares.
Contra as lombalgias prescrevem-se, por vezes, antidepressivos
Os antidepressivos exercem uma acção sobre a transmissão da mensagem dolorosa. É por isso que se utilizam, por vezes, em maior quantidade que os analgésicos ou anti-inflamatórios. A dose utilizada é, habitualmente, mais baixa do que a prescrita em casos de depressão. É por isso que muitas vezes os antidepressivos podem ter um efeito apreciável nas situações de depressão associada a dores nas costas.
Fonte: Isabelle Eustache, www.rhumatismes.net.
E-mail: amaralmarques@gmail.com

O DINHEIRO DA CRISE

Desde muito novo que tive o vício de juntar moedas, foi uma mania que nunca perdi ao longo dos anos, isso não me levou a ser ”um homem rico”, nem de perto nem de longe, procurei , isso sim ser um “ rico homem”, mas também não sei se consegui esse desiderato, já que isso não me compete a mim avaliar, mas sim a outrem. Mas nestas coisas do colecionismo encontramos por vezes coisas curiosas, situações que desconhecemos e que só a história de quando em quando nos traz à mente.
Como não quero ser acusado de plágio, pedi autorização ao Exmo Senhor Carlos Gomes, um expert na matéria para poder usar o seu trabalho sobre as cédulas fiduciárias, que durante o tempo de crise dos anos vinte circularam como moeda, autorização que gentilmente me foi concedida pelo referido Senhor o que eu agradeço.
E afinal o que são essas famigeradas CÉDULAS FIDUCIDÁRIAS?
As cédulas fiduciárias constituem desde há muito tempo um dos objectos de interesse de colecionadores e estudiosos, nomeadamente por todos quantos se interessam pela numismática e notafilia, a nossa história económica ou simplesmente os aspectos da vida regional.
Apesar disso, estamos convencidos que as cédulas produzidas não merecem ainda a atenção devida e são inclusive pouco conhecidas, apesar de surgirem alguns exemplares em leilões de colecionismo, (ultimamente muitas com a proliferação dos grupos de vendas de moedas e notas). É o Caso dos exemplares de 1> e 2 centavos da Câmara Municipal de Mangualde que reproduzo.
Regra geral, o aparecimento de tais cédulas verificou-se em momentos particularmente difíceis, de grave crise económica ou convulsão social, mormente durante a primeira Guerra mundial, em resultado do encarecimento dos metais e consequente escassez da moeda corrente de baixo valor indispensável a pequenas transações. Esta situação que levou ao aparecimento do chamado “dinheiro de emergência” constituído por cédulas, cuja emissão fora a princípio apenas autorizada à Casa da Moeda, mas que acabou por generalizar-se a inúmeras instituições oficiais e particulares, como Camaras Municipais, Misericórdias e até estabelecimentos comerciais.
Na cunhagem de moeda de reduzido valor facial, como sucede com as divisionárias geralmente utilizadas na realização de trocos, são entregues metais menos valiosos como o cobre, o alumínio o níquel ou ligas constituídas por aqueles a fim de que mantenham um valor nominal ao seu valor intrínseco, ou seja em relação aos metais entregues na sua feitura, sucede, porém, que quando ocorre uma fobia do custo daqueles metais, recorre-se à emissão de cédulas fiduciárias, a fim de evitar os elevados custos que a cunhagem das moedas implica em relação ao seu baixo valor nominal. Foi precisamente o que sucedeu nos finais do século XIX por ocasião de crise financeira resultante sobretudo da baixa do cambio brasileiro, facto que gerou uma situação de pânico traduzido em falências, suspensão de pagamentos, corrida aos bancos e o quase desaparecimento de circulação das moedas de ouro e também em consequência da desvalorização da prata que levou à falência do banco londrino Baring Brothers que tinha acabado de conceder um empréstimo de oitocentas mil libras ao Estado Português, facto que determinou a depreciação da moeda.
Também durante e Primeira República o crescimento da dívida externa com a Inglaterra resultante da participação na guerra e a inflação dá resultante associada à especulação com as divisas constituíram que determinaram a depreciação da moeda, mau grado as diversas tentativas feitas no sentido do seu controlo que levou nomeadamente à criação da Junta Reguladora da situação Cambial por ter existência efémera.
Com efeito a partir de 1914, o Governo autorizou a Casa da Moeda a emitir cédulas que se destinavam a substituir as moedas de cinco, dez e vinte centavos. Contudo, verificando-se que esta medida não era o suficiente para suprir a escassez de moedas então verificada, acabaram por ser autorizadas as Câmaras Municipais a proceder à sua emissão com curso legal dentro da área do respectivos concelhos. Esta prática viria, contudo, a generalizar-se com a emissão por parte de outras entidades nomeadamente as Misericórdias, tendo esse privilégio cessado em 1918, embora ainda surgissem em 1922 cédulas de 20 centavos.
O seu aspecto era bastante rudimentar emitidas em papel simples ou de cartão com as mais variadas dimensões, manuscritas ou impressas, embora gradualmente melhoradas no seu aspecto gráfico, acabando por revelar-se meios de propaganda turísticas e regional.
Só a partir de 1924 foi possível travar a depreciação do valor da moeda e desse modo ir progressivamente sendo reduzida a utilização das cédulas de ínfimo valor.
Mário Silva Sousa

CARNAVAL

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quatro centenas de crianças coloriram o carnaval de mangualde
Cerca de 400 crianças do pré-escolar da rede pública e IPSS’s do concelho de Mangualde animaram e coloriram, na passada sexta-feira, dia 21 de fevereiro, a principal avenida da cidade. Os mais pequenos puderam assim, numa organização da Câmara Municipal de Mangualde, viver toda a folia desta época, com muita música e alegria.
A Câmara Municipal contou com a colaboração dos Bombeiros Voluntários de Mangualde e com a Guarda Nacional Republicana na orientação do trânsito no centro da cidade para que todas as crianças se divertissem e pudessem mostrar os seus belos fatos no desfile de Carnaval em segurança.

SENIORES mangualdenses BRILHARAM EM BAILE DE CARNAVAL
Decorreu na passada segunda-feira, dia 24 de fevereiro, no Centro Paroquial de Alcafache, o tradicional Baile de Máscaras do projeto Desporto Sénior, onde participaram mais de 200 seniores.
Foi um dia diferente para estes utentes, onde reinou a folia e a alegria do Carnaval.
O momento contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Mangualde, Elísio Oliveira.
Esta atividade, organizada e dinamizada pela Câmara Municipal de Mangualde, contou com a participação de diversas instituições do concelho, nomeadamente: Centro Paroquial de Santiago de Cassurrães, Centro Paroquial de Alcafache, Centro Social e Paroquial de Fornos de Maceira Dão, Centro Social Paroquial de Chãs de Tavares, Centro Social e Paroquial de Abrunhosa-a-Velha, Centro Paroquial da Cunha Baixa e Associação Social Cultural Recreativa da Freixiosa.

O CARNAVAL POR QUINTELA DE AZURARA
A Fogueira, as Papas de Milho, a Sacada e o Enterro do Entrudo são os pontos altos das Festas de Carnaval
A freguesia Quintela de Azurara, voltou a fazer jus aos seus costumes de Carnaval com momentos que recordam tradições seculares. A Fogueira, as Papas de Milho, a Sacada e o Enterro do Entrudo, foram os pontos altos das festividades que, ao longo de vários dias, animaram as ruas daquela localidade. Os “Casamentos” dos Compadres abriram os festejos.
Apesar do passar dos tempos e das alterações inerentes à evolução das sociedades, perde-se no tempo o ano e a forma como Quintela de Azurara começou a viver a tradição do Carnaval. Uma iniciativa secular, que foi passando de geração em geração, com momentos únicos, como é o caso do jogo a Sacada, onde os rapazes solteiros se mascaram de “velhas” e, transportando sacas de serapilheira, desafiam os homens casados a participar no jogo.
A fogueira, como habitualmente foi outro dos pontos altos deste Carnaval com a população a juntar-se à volta de uma grande fogueira, cantando e dançando alegremente e já satisfeitos com as Papas de Milho, ir “Cantar a Madrugada” pelas ruas da aldeia.
No dia de Carnaval, a folia continuou! Durante a manhã descansaram os que aguentaram a noite e à tarde vários grupos musicais e muita animação circense animaram Quintela de Azurara até ao Enterro do Entrudo, às 00h00.
Durante estes dias, Quintela de Azurara ofereceu ainda um vasto programa lúdico, para a população e visitantes:  a caminhada pelos “Trilhos de Ludares”, o Passeio Noturno de BTT e o Free Trail. E ainda degustação dos produtos da região em destaque nas Feirinhas de Entrudo, onde também esteve patente o artesanato.

LOJA SOCIAL “ARTES & BOUTIQUE” ABRIU NA UNIÃO DE FREGUESIAS DE TAVARES

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No passado dia 20 de fevereiro, pelas 19H00 teve lugar a inauguração da Loja Social da União de Freguesias de Tavares na localidade de Vila Cova de Tavares
A cerimónia de inauguração teve início com a bênção das instalações pelo Revº Pe. António, na presença do presidente da Câmara Municipal de Mangualde, Elisio Oliveira, os vereadores Maria José Coelho e João Lopes, o Presidente e restantes elementos da União de Freguesias de Tavares e o muito público que se associou neste momento festivo.
Já no interior das instalações, Alexandre Constantino, usou da palavra agradecendo a presença de todos, neste dia que assinala o dia mundial da justiça social.
Salientou o ótimo serviço que as instalações desta loja irão prestar à comunidade e a todos os que de alguma forma possam usufruir delas, referindo que estes edifícios só fazem sentido se houver quem faça uso deles. O Presidente da União de Freguesias de Tavares destacou ainda o papel importante que estas lojas em conjunto com outras instituições, como Freguesias, municípios, etc. têm no apoio aos mais necessitados.
Seguidamente Alexandre Constantino explicou resumidamente como nasceu esta loja.
Há cerca de ano e meio a freguesia tinha a roupa e, nos meses que se seguiram, foram aparecendo outros objetos e mobiliário necessários para o funcionamento da mesma. Depois, e porque a freguesia é composta por 11 aldeias, todas elas com espaços recuperados era necessário descentralizar e decidiu-se a abertura na localidade de Vila Cova de Tavares onde, como é possível verificar, a freguesia criou umas instalações muito dignas e que irão funcionar muito bem. A par da loja social, e porque o espaço o permite, irá ali funcionar também uma oficina de artes, mais direcionada para as senhoras, onde terão lugar vários workshops.
Antes de terminar Alexandre Constantino referiu que a freguesia tem ainda em curso mais dois projetos sociais, um deles a ser apresentado ainda este ano.
Elísio Oliveira, Presidente da Câmara de Mangualde, mostrou a sua satisfação pela obra que ali estava a ser inaugurada. Uma obra que valoriza a lógica social, espiritual e de valores da comunidade enaltecendo a capacidade de iniciativa e vitalidade da freguesia.

MANGUALDE ACOLHE: exposição de homenagem a antónio borges

Mangualde recebe a Exposição de Pintura de homenagem a António Fernando Correia Borges, de pseudónimo “Bianco”, na Biblioteca Municipal Dr. Alexandre Alves, de 4 de março a 18 de abril. A mostra, de entrada livre, é um tributo prestado por Ilda Borges, viúva de “Bianco”, e Anthony Borges, seu filho. A iniciativa nasce da necessidade que os dois têm de perpetuar a memória de António Borges e revelarem algumas das obras que o autor realizou, mas que nunca chegou a divulgar publicamente. O respeito e a admiração por Bianco são o mote desta iniciativa, assim como o carinho pela cidade de Mangualde, onde viveu com a avó paterna desde criança. A exposição demonstra perfeitamente o gosto e apetência que Bianco tinha pela pintura primordialmente abstrata, sem esboço prévio, como se saísse diretamente da sua alma revelando assim as suas qualidades inatas.

Biografia
António Fernando Correia Borges, nasceu a 7 de março de 1956 em Cabinda, Angola onde viveu uma infância feliz juntos dos seus pais e irmãos, mas foi ainda em criança, nos anos 60, que veio morar para Mangualde, junto da sua avó paterna. Foi nas Escolas Primária e Secundária de Mangualde que adquiriu um capital de conhecimentos que o iria preparar para o futuro risonho que já era esperado. Concluiu com aproveitamento o antigo 7º ano de liceu no colégio de S. José e Stª Maria, onde era conhecido por “Branquinho”. Este nome viria, mais tarde, a inspirá-lo para passar a assinar as suas obras de pintura, incluindo as que são objeto da presente exposição, pelo seu pseudónimo “Bianco”.
A sua infância moldou o seu carácter de forma a transformar-se numa pessoa de sensibilidade rara e educação extrema, fatores que sem dúvida, muito contribuíram para mais tarde despertar nele o forte e vincado gosto pela pintura. A partir de 1975 passou a residir e coabitar, ainda em Mangualde, com a sua família direta que, entretanto, tinha regressado a Portugal, vinda de Angola. Essa estabilidade emocional que derivava do aconchego familiar, despertou nele outra vertente não menos importante: a sua paixão pela música que o tornou um executante de violão muito aceitável.
Conheceu Ilda Fernanda Gomes Marques, natural de Outeiro de Espinho, porém emigrada nos Estados Unidos da América (EUA), com a qual viria a contrair matrimónio a 31 de maio de 1986. Do feliz enlace resultou um filho, Anthony Marques Borges, nascido a 01 de julho de 1991.
Emigrou para os EUA com a sua esposa em julho de 1986, passando a exercer a profissão de Security no Parque Avenue na cidade de Nova York durante 28 anos, reformando-se em 2018.
Depois de várias viagens a Portugal com a sua esposa, com retorno aos EUA, efetuou a sua última viagem para o seu país em outubro de 2018, já bastante debilitado pela doença que o afetou, vindo a falecer na cidade de Mangualde no dia 12 de novembro de 2018.

PROJETO PREDYS

No dia 28 de fevereiro, pelas 17 horas, decorreu no auditório da Escola Ana de Castro Osório, pelas 17 horas, uma sessão de apresentação do Projeto Predys -” Apoiar Crianças em risco de Dislexia na transição entre o pré-escolar e o 1º ciclo do EB”, destinado a Docentes do Pré-Escolar, 1º Ciclo e outros interessados do Agrupamento de Escolas de Mangualde.
Segundo Cristchley, a dislexia é uma dificuldade de aprendizagem da leitura, escrita, soletração, memorização, dentre outras identificadas em diferentes faixas etárias de idade, que afeta a aquisição literária por um número significativo de crianças e adolescentes em idade escolar. Na opinião de pais e educadores, o “defeito inesperado” na leitura dos disléxicos, em geral, mesmo com o QI acima da média, gera uma gama de reações negativas, surgindo, muitas vezes, rótulos, dentro e fora da escola.
A jornalista Robyn Curnow, também ela disléxica, num dos seus artigos, deixa um conselho para muitos pais: “Se o seu filho está constantemente a ser aconselhado a esforçar-se mais, a escrever melhor ou a deixar de ser preguiçoso, então talvez seja necessário levá-lo a fazer os teste para o distúrbio de aprendizagem mais comum do mundo.”
Na base do entendimento dominante- daqueles que sobre esta temática produzem saber- é pacífico e exigível: a avaliação precoce que identifique uma criança com comportamentos que representem sinais de dislexia e, caso esta se verifique, implementando-se as metodologias e soluções que cada caso (em concreto) reclamar, a fim de obstar aos impactos nefastos nos processos de aprendizagem; e não tão somente
Equipa de Trabalho:
Edufor – leader do projeto em Portugal
Dulce Paixão (Professora de Português); Elisabete Nabais (Coordenadora) Paula Costa (Coordenadora do Centro de Apoio à Aprendizagem e delegada do grupo de Educação Especial); Sandra Pina (professora de Inglês)

CONVÍVIO DOS GRELOS EM SANTO ANDRÉ E SÃO COSMADO

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Mais uma vez, teve lugar na quarta-feira de cinzas, nas localidades de Santo André e São Cosmado o tradicional convívio dos Grelos em comunidade.
É uma tradição já com muitas décadas esta que se realiza anualmente nestas duas localidades e que oferece a quem se reúne em comunidade os saborosos grelos de nabo, com batata, chouriça e ovos tudo regado com bastante azeite.
Em Santo André, este convívio tem lugar no Centro Cultural enquanto que, em São Cosmado a reunião acontece no Largo do Forno.

PEDRO SIZA VIEIRA E JOÃO NEVES VISITARAM A PSA MANGUALDE

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No âmbito do programa de visitas ao setor automóvel e tendo em conta a sua importância na economia nacional, o Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira e o Secretário de Estado Adjunto e da Economia, João Neves, visitam a PSA Mangualde na tarde do passado dia 21 de fevereiro. A acompanhar a visita estiveram também, o Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, Elisio Oliveira e o Diretor Geral da PSA Mangualde José Maria Castro.
Aos visitantes foram apresentados os resultados do ano 2019, ano de referência para a fábrica, tendo alcançado o seu recorde de produção, bem como, a contextualização atual e futura da empresa.
Após a visita e em declarações à comunicação social, o Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, salientou que os mais de 77 mil veículos produzidos no ano passado, e o estar numa fase pujante com projetos para a produção de um novo modelo de baixas emissões, colocou esta unidade de Mangualde na rota destas visitas ao setor automóvel.
“O mais interessante nesta fábrica é o nível de incorporação de componentes produzidos em Portugal. Foi por isso que o grupo PSA e a fábrica de Mangualde dinamizou um clube de fornecedores que está a ser apoiado pelo governo português no sentido de capacitar um conjunto de empresas portuguesas para poderem participar na cadeia de valor destes veículos. Teremos veículos produzidos em Portugal mas, produzidos cada vez mais, com componentes também produzidos em Portugal” referiu Pedro Siza Vieira, acrescentado ainda “é mais valor, porque são criados em Portugal, mais valor para a nossa economia e mais postos de trabalho, daí estarmos muito empenhados em apoiar projetos futuros.”
O Ministro adiantou ainda que “Estamos a discutir a hipótese de um veículo de baixas emissões, mas julgo que todas as empresa vão ter que capacitar as suas unidades de produção para que os seus veículos sejam cada vez menos poluentes, menos emitentes de gazes com efeitos de estufa e neste momento o projeto mais imediato que queremos ver concretizado é realmente um veículo de base, de baixas emissões, para melhorar o portfólio desta fábrica”.
Quando questionado para quando um veículo de baixas emissão o Ministro em consonância com José Maria Castro adiantaram o “Lançamento comercial do carro será em finais de 2023”
No seguimento das declarações do Ministro, José Maria Castro, diretor-geral da PSA Mangualde referiu que “A fábrica que estamos a imaginar para 2025 terá perto de 70% dos volumes de produção em versões eletrificadas. Sem esse projeto, a fábrica ficaria com apenas 30% de volume, o que neste mundo não é viável. Tenho dificuldades em imaginar a fábrica sem conseguir este projeto. É um projeto vital para a fábrica de Mangualde”. Neste sentido, 2020 será um ano decisivo, visto que, até ao final do ano, terá de ser aprovado um projeto de 18 milhões de euros para a produção de automóveis híbridos, com baixas emissões. Este projeto envolve a Opel Combo, a Citroën Berlingo e a Peugeot Partner, que são produzidas nesta unidade. É um projeto que já está “pré-aprovado pela direção-geral da PSA”, mas do qual serão conhecidos mais detalhes no final do ano. Porém, há a certeza que “a aprovação deste projeto depende do apoio do Governo – através da agência de investimento AICEP – e também dos representantes dos trabalhadores”, referiu José Maria Castro.
A visita terminou com Pedo Siza Vieira a experienciar a condução de um veículo acabado de sair da linha de montagem.

ABRUNHOSA A VELHA

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O centro Social de Abrunhosa-a-Velha festejou o Carnaval de uma forma muito divertida a animada desfilando pela povoação e participando em conjunto com outros Centros Sociais do Concelho, em desfiles e Convívios. Parabéns a todos pela alegria e animação principalmente a toda a equipa que são muito alegres,  divertidos e dinâmicos.
Também o rancho de Carnaval saiu levando o nome de Abrunhosa-a-Velha por várias povoações do concelho de Mangualde bem como por concelhos vizinhos onde foram recebidos da melhor forma e onde prevaleceu a alegria e a boa disposição. Mas para além da animação e divulgação da Povoação de Abrunhosa-a-Velha teve, também, com o objectivo a angariação de dinheiro para a Associação Humanitária e Cultural de Abrunhosa-a-Velha. Tendo em conta um pouco das tradições populares conseguindo conciliar a música tradicional típica dos ranchos com a diversão típica do Carnaval. Podemos ver o empenho e dedicação dos mais novos  bem como toda a postura com que se empenharam para dignificar todo o grupo e da Banda de Musica que é um ponto de divulgação da povoação e nem o cansaço, o calor e o frio demoveram o grupo. 
Foi muito bonito ver a forma como foram recebidos sendo brindados, em alguns locais, com mesas com comida e bebidas para “alegrar a alma e o estômago”.
Também é de agradecer toda a dedicação dos mais crescidos e principalmente aos mais jovens. É de louvar tal iniciativa.
A todos um grande obrigada por esta iniciativa e força no futuro para mais atividades como esta que move até os mais pequeninos.
Mas o Carnaval na bonita povoação não ficou por aqui. Também um grupo de jovens foliões resolveram mascarar-se fazer o Enterro do Entrudo cujo nome era Zé Alho. Após o cortejo “fúnebre” fez-se a queima do mesmo. Desde há algum tempo a esta parte que não se vias uma animação tão grande.
A toda a população os parabéns pela diversão a interação. Foi muito bonito de se ver.
Espero que para o ano seja igual ou melhor e que TODOS colaborem.
Isaura Amaral