Arquivo mensal: Dezembro 2015

CORTA MATO ESCOLAR E CAMINHADA SOLIDÁRIA

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Realizou-se na manhã do passado dia 16 o Corta Mato Escolar. No final do evento, teve lugar uma "mega" caminhada solidária, também promovida pelo Agrupamento de Escolas, contando com a presença de todos os alunos das Escolas ESFA, Gomes Eanes de Azurara e Ana de Castro Osório, com a finalidade de angariação de bens para distribuição pelas alunos mais carenciados do Agrupamento.

 

MANGUALDE: SERVIÇOS DE PROTEÇÃO CIVIL VÃO TER NOVOS EQUIPAMENTOS DE COMUNICAÇÃO

CIM Viseu Dão Lafões vai ceder equipamentos

NA ASSINATURA DO PROTOCOLO ESTEVE O EDIL MANGUALDENSE, JOÃO AZEVEDO

A Câmara Municipal de Mangualde assinou ontem um protocolo com vista à cedência de equipamentos de comunicação aos serviços municipais de proteção civil do município por parte da CIM Viseu Dão Lafões. A cerimónia decorreu no Auditório Carlos Paredes, em Vila Nova de Paiva, e contou com a presença do Presidente da autarquia mangualdense, João Azevedo, do Presidente do Conselho Intermunicipal, José Morgado Ribeiro e do Presidente dos Bombeiros de Mangualde, João Soares.

Desta forma, os serviços municipais de proteção civil mangualdenses passam a estar equipados com rádios que irão integrar o Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança em Portugal (SIRESP).

Devido ao caráter prioritário e urgente do apetrechamento operacional dos serviços municipais de proteção civil e dos corpos de bombeiros da região, a CIM Viseu Dão Lafões apresentou uma candidatura ao POVT, no âmbito da “Prevenção e Gestão de Riscos Naturais e Tecnológicos – Ações Materiais”, com o objetivo de colmatar lacunas e deficiências na cobertura da rede de comunicações, alerta, monitorização e localização, ao nível regional e sub-regional, adquirindo, assim, equipamento terminal de comunicação TETRA e respetivos acessórios (ETC), a integrar na rede SIRESP. Os mesmos serão cedidos às 14 autarquias que integram a CIM e a grande parte das corporações de bombeiros desses concelhos.

EDITORIAL Nº 675 – 15/12/2015

SR

Caro leitor,
É Natal! Já entrámos no espírito e vamo-nos entretendo com as compras e troca de palavras festivas que têm lugar nestes dias. Trata-se de um tempo de reflexão e de família. Reflectimos face ao passado ano e ao ano que se aproxima, ao bom e mau que caracterizaram estes 12 meses de tantos outros. Reflectimos também em família e partilhamos um pouco de nós com os nossos, valorizando o tempo que vivemos em reunião natalícia.
Temos agora um tempo de paz, que nos isola dos horrores e desgraças alheias a que somos sujeitos, e obrigados a assistir todos os dias quando a outros aflige. A Europa, nossa casa, tem sido o palco de infortúnios neste último ano. Tivemos, e temos, uma vaga de imigração de refugiados que fogem de uma morte anunciada e que muitos perderam também a família e a dignidade. Nestes dias, lembramos também os atentados em Paris e pelo mundo, que nos fez mais uma vez relembrar a nossa fragilidade e a imprevisibilidade que acompanha as tragédias. Faltam líderes, faltam valores, falta humildade, falta comunhão e conjugação de esforços.
Não deixa de ser irónico, muitas vezes, que o grande berço das maiores religiões do mundo, é a região com mais violência gratuita, que ostraciza entre outros povos, também o seu. João Paulo II deu os primeiros passos para unir religiões e conseguiu-o em alguns casos. É este o caminho. Não se podem deixar as pegadas de grandes intenções esquecidas no tempo.
A fundação Champalimaud criou há dias um desafio - como será o mundo daqui a 100 anos? Desconhecemos a resposta na mesma medida em que o dia de amanhã é uma incógnita, mas será essencialmente um reflexo do homem, que contra tendência terá de mudar algumas das correntes nefastas que se têm verificado de ano para ano.
Natal é o dia do nascimento de Jesus Cristo. Vamos também nós nascer neste Natal e começar a dar e fazer feliz aqueles que sempre nos rodeiam e a quem devemos muito de nós. Porque é em vida irmão, em vida.

A todos os nossos assinantes, leitores, colaboradores e amigos Votos de um Santo e Feliz Natal para si e para os seus.

Um abraço amigo,

A magia do Natal

Já nos espreita a magia do Natal!...
O dia a dia das pessoas passa diferente, mergulhadas que estão em pensamentos que se perdem na abstracção dos seus ideais.
Tudo está a postos!...
As ruas estão bem iluminadas; as montras, vistosas e lucescentes; as lojas, ricamente recheadas com artigos de variada estirpe; os supermercados, atulhados com díspar conteúdo alimentar.
Circular por entre todo esse aparato de grandeza torna-se penoso e deprimente para muitas pessoas.
Muito do que vêem embriaga-as, encanta -as e revoluciona-lhes a alma.
Algo do que captam ambicionam e entra no mundo dos seus sonhos.
Para viver mais condignamente a quadra do Natal, gostariam de adquirir géneros alimentícios mais substanciais; uma ou outra peça de roupa que melhor se adaptasse aos seus convívios; um ou outro utensílio doméstico; algum adorno; certo toque de requinte.
E as prendas para presentear os familiares e amigos?!...
Uma avolumada lista de provisões nasce em sua mente.
Mas, no silêncio do seu peito alvoroçado, escasseia o tilintar das moedas de que necessitam…
Das moedas que queriam ver, a reluzir em suas mãos, a fim de obter os mínimos rebusques considerados prioritários.
E entram em consternação!...
Orçamentam gastos, equiparam valias, remexem bolsos e mealheiros.
Em vão!...
A quantia monetária de que dispõem não lhes é suficiente.
Desiludidos, sofrem as suas carências.
De suas bocas atiram, ao léu, palavras de desespero.
E vêem-se rostos sulcados por lágrimas; corações feridos; olhos que procuram; mãos que tacteiam!...
Assiste-se a um verdadeiro cortejo de misérias que demove, sufoca e fere as susceptibilidades íntimas das demais pessoas!...
E cada qual se predispõe para a sua caminhada.
Há vários percursos a seguir, de acordo com as valias monetárias de cada pessoa, de cada casa, de cada família.
No entanto, encontram-se nos diversos espaços comerciais ricos e pobres, felizes e desventurados, deficientes e atingidos por vícios.
Todos se embriagam!...
Todos se quedam às evidências do perfume das lapinhas, emanado em si!...
Todos pressentem, já, o anunciante bimbalhar dos sinos da meia-noite!...
De qualquer jeito, todos se preparam para viver o Natal…
Para viver a festa da família de Nazaré, à qual pertencia o Menino Jesus!...
Mas é imprescindível lembrar-se de que fazem parte de uma família.
Unidos pelo mesmo sangue, justo será que uma comunhão de interesses e valias abranja todos os seus membros.
Que se estabeleça, entre eles, uma eficaz permuta de amizade consolidada com gestos, com dádivas, com prendas do coração.
Que, em qualquer sociedade familiar, existe sempre alguém monetariamente mais favorecido da sorte.
Na grande família da Terra, toda a gente faz parte do momento de Belém.
Que o viva, em magnitude de graça e espiritualidade, doando amor aos seus irmãos em Cristo.
O mesmo se processe na família portuguesa.
Que a magia do Natal possa atingir o coração de todos os seus constituintes!...
Que, com amor, fé e sentido de fraternidade, se ajudem uns aos outros, para que se amenizem as angústias provenientes das carências que pululam nos lares portugueses!...

Gizela Dias da Silva - FunchalTornar-se assinante para continuar a ler...

SANFONINAS

dr. jose

E este é pró gatinho!
Sempre me habituei a comer peixe. Meu pai fora arreeiro antes de ir para a tropa e eu lembro-me bem das conversas que travava com a Alice peixeira ou a Carolina, quando vinham, depois da volta, à hora do almoço, de canastra quase vazia, tentar vender-lhe o resto das sardinhas ou dos carapaus. A disputa era: «Hum! Tu nem um cento de carapau tens aí!...». «Qual não tenho!», replicavam. «Ai não tens, não! Três quarteirõezinhos e já é muito!». Acabavam por contar e meu pai ganhava quase sempre e lá ficava com a teca.
Quando não era essa cena, minha mãe comprava uma dúzia e, invariavelmente, a Sara punha 13 no alguidarito de barro, acrescentando: «Este é pró gatinho!».
Tudo isto me veio à mente agora, depois de, no curto espaço de meses, termos perdido três dos nossos gatos: o Sebastião, de pneumonia galopante, em três dias; o Peto e o Bebé, de insuficiência renal.
O veterinário, aqui há anos, dizia-nos:
- Eu cá não tenho problemas! Se houver fome, amanho-me bem com a comida dos gatos e dos cães. Tem qualidade e os ingredientes precisos para uma vida saudável.
Por isso e por via da publicidade, os nossos gatos passaram a comer ração. Quer biscoitos quer alimentos húmidos das latas. E lá íamos andando, até que, na clínica, começámos a ver que já começavam a existir doenças a mais. Então, insuficiência renal, a obrigar a comprimidinho diário em jeito de hemodiálise, estava a ser tema de conversa constante entre os donos e donas de cãezinhos e gatos que por lá víamos.
E quando – com a mágoa que se adivinha – tivemos de nos despedir do Bebé, a veterinária segredou-nos:
– Estamos a repensar tudo! O melhor, achamos nós agora, é ir entremeando a nossa comida, mesmo os restos (como se fazia no tempo dos nossos pais), com os ‘acepipes’ expressamente preparados para eles. Evitam-se, de certeza, esses casos – que estamos cheios de insuficiências renais…
Gostei deste retorno ao que nossos pais nos haviam ensinado. E não pude deixar de pensar numa mensagem que há dias recebi, a propósito dos alimentos, a verdade e a mentira. Nela se diz, por exemplo, a propósito do peixe azul (atum, sardinha, cavala…):
Antes: têm elevado teor de gorduras, devem evitar-se.
Agora: são ricos em ómega-3, uma gordura que mantém a integridade das células do organismo, há que comê-los!
Claro! Guardei religiosamente esta mensagem do antes e do agora! Até por mor dos meus gatos!Tornar-se assinante para continuar a ler...

Os advogados vieram a Paris

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Os vários advogados vieram ao encontro dos seus clientes e dos representantes do Mel-Movimento dos Emigrantes Lesados, a Paris.
Destas reuniões, destaca-se a vontade de manter as negociações com os responsáveis da grande catástofre dos emigrantes.
O advogado dr. Nuno da Silva Vieira afirmou que existem negociações que levam a crer, terão um impacto positivo nas decisões a serem tomadas.
O dr. António Pereira de Almeida afirma que o NB e o Banco de Portugal são os responsáveis desta tragédia. O BP tinha de supervisar o desenrolar dos acontecimentos o que se pode considerar erro grave em relação às “bad practices”
Miguel Reis afirma que o NB foi criado com ativos roubados e que a única asneira dos emigrantes foi a asneira da crença e confiança que o BES utilizou omitindo o artigo 321 do código dos valores imobiliários em Portugal. Aconselha todos os portugueses a verificarem se os produtos que subcreveram em todos os bancos, são verdadeiros Depósitos a Prazo-DP. Afirma ainda que a medida de resolução é um ato administrativo equivalente a um assalto.
O MEL reafirma que os emigrantes não compraram Papel Comercial das empresas do GES, que os seus produtos eram DP com capital e juros garantidos na sua maturidade. Também lamenta que esteja a ser encontrada uma solução para o Papel Comercial tendo em conta que mais uma vez os emigrantes ficam em fila de espera.
Aqui faço um “ aparte”, onde está a grande união dos portugueses? Já ninguém se lembra do slogan “o povo unido jamais será vencido”? Os emigrantes até novas provas são portugueses à parte? Estamos na quadra em que a maioria fala de: família, amor, paz, saúde e partilha, deixo o espaço e o tempo para cada um de nós refletir.
Mesmo com todos estes contratempos os emigrantes dizem ACREDITAR piamente nos seus advogados a quem reiteram a sua confiança e querem acreditar que os membros deste novo governo farão tudo para cortar as barreiras tão profundas e dolorosas existentes entre portugueses residentes e portugueses não residentes e sem querer ser redundante eles dizem estar prontos a ir onde for necessário para reaver as suas economias.
Para terminar, deixo uma frase cheia de conteúdo humano do Dr. Miguel Reis:- Esta história de roubo aos emigrantes é um verdadeiro terramoto provocado pelo homem e mais difícil de suportar que um terramoto da natureza.
Conselho para leitura: o livro “Banksters” de Marc RocheTornar-se assinante para continuar a ler...

CLAREZA DO PENSAMENTO

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Quando um pequeno gesto vale muito mais que uma prenda “de marca”
Apesar de ainda faltar algum tempo para o dia de Natal, com certeza que já terão sido “inundados” de publicidade, pelos mais diversos meios (televisão, rádio, jornais, revistas, internet, panfletos na caixa do correio, ...), com promoções, ofertas e novidades “imperdíveis” sobre vestuário, calçado, brinquedos, mobiliário, acessórios de moda, etc..
Mas será isto o verdadeiro espírito de Natal? O Natal “das prendas”, o Natal do consumismo desenfreado? Naturalmente que dar algo a alguém é positivo, não apenas para quem recebe a prenda, mas também pode ser gratificante para quem a dá. Se de facto existe espírito natalício no acto de dar prendas, onde está o espírito natalício quando vamos às compras e, no intuito de sermos os primeiros a aproveitar as promoções, passamos por cima de tudo e de todos para comprarmos os tão famigerados artigos antes que esgotem. Temos espírito de dádiva e de partilha para dar prendas àqueles que nos são próximos, mas “esquecemo-nos” desse espírito de dádiva e de partilha quando queremos aproveitar as tão desejadas promoções antes dos outros!
Também é muito habitual durante a quadra natalícia darem-se prendas (sobretudo vestuário e calçado) “de marca”, isto é, de uma marca conhecida. Quantas vezes já não ouvimos dizer quando alguém nos oferece uma prenda: vê lá que é da marca “X”! Apesar de reconhecer que certos artigos ditos “de marca” apresentam uma qualidade superior, o que é facto é que em grande parte das vezes se oferecem artigos “de marca” porque são caros, não sendo acessíveis à carteira de qualquer um e, como tal, há um pouco a ideia de que um artigo oferecido de uma marca conhecida vale muito mais que um artigo oferecido de uma marca desconhecida. Como é costume dizer-se, “o que conta é a intenção” e não o valor monetário da prenda.
O espírito natalício não se mede pelas prendas materiais que nós oferecemos e muito menos se mede pelo valor monetário dessas prendas. Um simples gesto, uma ação, uma palavra de conforto, uma palavra de motivação, um abraço, um simples desenho que uma criança nos oferece, uma conversa que alguém tem connosco num momento menos bom da nossa vida, desde que sejam verdadeiramente sentidos (e não sejam apenas atos de circunstância, para manter as aparências) valem muito mais do que qualquer prenda “de marca”.
Como diz o poeta, o “Natal pode ser quando o Homem quiser”. Se alguém que leve esta máxima à risca se põe a oferecer prendas “de marca” todos os dias, com certeza que rapidamente irá à falência! Contudo, se pusermos em prática um verdadeiro espírito natalício, baseado em simples gestos e em ações verdadeiras, é perfeitamente possível cumprir o que o poeta nos diz. Pois bem, que este Natal seja um Natal de menos prendas “de marca” e de mais gestos simples e fraternos, até porque estes últimos, ao contrário das prendas “de marca”, são de borla e tudo!Tornar-se assinante para continuar a ler...

TEMPO SECO

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Angola: Paraíso Adiado
Sempre me fascinou Angola. A sua invulgar dimensão, os contrastes invulgares dos seus espaços geográficos, as gentes e as suas ancestrais tradições, a alegria contagiante da sua imensa juventude, a sua mística e a convivência desinteressada e sadia entre as pessoas.
Conheço-a bastante bem no seu todo. Conhecia no passado, na sua justa luta pela independência. Conheço-a no presente, na sua ânsia de conquistar o seu merecido lugar no conceito das nações.
Viajar em Angola é sempre uma aventura no desconhecido, sabemos a hora da partida, nunca se sabe a hora da chegada. As distâncias são enormes e os percalços também. As avarias na estradas, que resultam sobretudo do péssimo e perigoso, estado da mesmas, são já um contratempo rotineiro, para quem viaja em Angola. A maior parte das reparações são feitas na própria estrada, daí que se diga que as estradas de Angola são a maior oficina auto do mundo.
Não obstante a reabilitação de muitas estradas angolanas efectuadas nos últimos doze anos, o seu estado volta a ser caótico. A fraca qualidade das reabilitações, aliada: à pouca competência das fiscalizações, à falta de manutenção das mesmas, às cargas desmesuradas a que são submetidas e talvez a outras razões mais dúbias por parte dos intervenientes, tornou-as outra vez, e de repente, intransitáveis.
Viajar de Luanda para o Huambo ou vice-versa, é coisa que já fiz muitas dezenas de vezes: de carro 4x4, sozinho ou acompanhado. Viajar de autocarro fi-lo a primeira vez na última deslocação a Angola. Viajei do Huambo para Luanda e posso dizer que é uma viajem demorada, perigosa e invulgar. Com saída do Huambo ás cinco da manhã, os passageiros apresentam-se com as suas bagagens, pelo menos uma hora antes da partida. Durante a manhã o autocarro para com muita frequência, para os passageiros se abastecerem de haveres, que compram nas praças improvisadas ao longo da estrada, e são substancialmente mais baratos, que comprados na capital.
As populações residentes ao longo das estradas, subsistem debaixo de uma grande dependência das mesmas. Através delas vendem os produtos que cultivam ou colhem em terrenos bravios. Tudo é vendido à beira da estrada, desde: feijão, batata, mandioca, banana, abacate, manga, cogumelos, repolho, abacaxi, cana de açúcar, etc., até à carne de caça e raízes para a impotência sexual.
Depois de passar pela Quibala, meio do caminho entre Huambo e Luanda, o estado da estrada agravou-se ainda mais. O troço de 150 Km, entre aquela vila e o Alto do Dondo, é extremamente violento para quem conduz e para os passageiros. Esporadicamente vão surgindo brigadas de crianças, em idade escolar, que vão tapando com terra e pedras alguns buracos ao longo deste troço. Em troca, não pedem dinheiro. Mas sim, pão ou qualquer outro tipo de alimento. Os passageiros comentavam com disfarçada desilusão e resiliência esta desesperante situação. O desespero deles contagiou-me também, e dei por mim a entregar-lhes um saco com seis pães que trazia para a viajem. Angola não tem necessidade destas situações. Não deveria ser um país a duas velocidades: uns têm tudo e outros nada. Não foi da queda abrupta dos preços do petróleo, que resultou esta situação de carência generalizada, ela já existia antes, os baixos preços do petróleo apenas a vieram a agravar.
Comecei a pensar o que poderia eu fazer para amenizar essas privações, às vezes, por demais elementares. Aí notei a nossa extrema fragilidade individual. Nada podia fazer sozinho, além de alertar os demais, nestas linhas que aqui deixo expressas.
Ás dezanove e trinta cheguei ao meu destino. Catorze horas e meia depois da partida, numa viagem turbulenta e penosa, que jamais esquecerei.
Bom Natal para todos.Tornar-se assinante para continuar a ler...

Ser Primeiro Ministro s/ ter ganho eleições

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O Governo mais sinistro, depois da derrota do PREC, em 25 de Novembro de 1975, é o do golpista A. Costa, meio português meio indiano, sempre acompanhado por um ilhéu do seu mesmo calibre.
Olhos nos olhos ….. frontal, assertivo, sem rodeios nas verdades que poucos gostam de ouvir, o Dr. Paulo Portas direccionou nas Bancadas da Assembleia da Republica o seu verdadeiro e acutilante discurso ao inferno ….... postura que lhe é inerente e o caracteriza …... fulminou e arrasou.
Paulo Portas: “Senhor primeiro-ministro, vírgula, mas senhor primeiro-ministro que o povo não escolheu”
“António Costa é o único militante socialista que chega a primeiro-ministro sem legitimidade política para o ser. Vencer as eleições primárias que o PS escolheu categoricamente o seu candidato a primeiro-ministro mas perdeu as eleições em que se candidatava a tal. É até agora o primeiro caso em democracia onde vemos um político em que tinha que ser político à viva força para aspirar a continuar a ser líder do seu partido. Habitualmente acontece ao contrário” …… Paulo Portas
“Levantar-se-ão a seu favor os que o apoiarão. Ficam escolhidos hoje os seus BFF, best friends forever [amigos para sempre]: Catarina best friend [melhor amiga] de António Costa, António Costa best friend [melhor amigo] de Jerónimo, Jerónimo – só isso não é novo – best friend de Heloísa. Com eles escolheu governar, neles se apoiará, neles poderá tropeçar, dependendo deles ficará ou cairá. É a vida” ……… Paulo Portas
É de lamentar todos os jogos políticos que se fazem para se alcançar o Poder.
A Democracia em Portugal está de luto. Não é assim que se devia chegar ao Poder, certamente que a maioria dos Portugueses que votaram nas últimas eleições legislativas, não estão contentes com este Primeiro Ministro de Portugal.Tornar-se assinante para continuar a ler...

A “Dura” Realidade das Contas Públicas

frederico
Em política, como na vida, muito do que parece, efetivamente não é. Sempre assim foi e, infelizmente, sempre assim será. É certo que a nós, nos compete sempre o dever moral de corrigir quando este tipo de situações acontece, bem como, de ser corrigidos quando, independentemente dos motivos ou das vontades estamos a contribuir para que esse tipo de situações aconteça.
Como todos sabemos, Portugal está (e deve continuar a estar) envolvido na obrigação de sair do défice excessivo, no que a contas públicas diz respeito. Deste modo, é imperioso não ter um défice superior a 3%, onde, numa linguagem mais corriqueira e acessível, se pode traduzir no facto do Estado não poder gastar mais do que 3% em relação aquelas que são as suas receitas efetivas.
Deste modo, quem esteve atento aquilo que foi dito sobre este tema pelo atual governo nos últimos dias, poderia inferir que o governo anterior, liderado por Pedro Passos Coelho, tinha deixado as contas públicas num reboliço tal que, ao contrário do previsto, seria uma quase impossibilidade a nossa saída do tal défice excessivo, acima dos 3%.
Ao ver estas “terríveis” notícias, imaginei logo o pensamento da grande generalidade dos portugueses, a pensar que esta alegada derrapagem que o atual governo tanto papagueia se ia transformar em mais uma avalanche de impostos, ou outras medidas de contenção que obtivessem o mesmo resultado financeiro.
Mesmo assim, e porque como referi anteriormente, a realidade não é aquilo que parece, ou que muitos querem fazer parecer, fiz um pequeno périplo por alguns dos nossos jornais mais orientados para a vida económica e encontrei esta pequena preciosidade: “para controlar este desvio, o governo congelou alguns processos não urgentes, que aliou a uma redução dos fundos que as administrações públicas tem disponíveis no valor de 46 milhões de euros”.
Ora bem, porque felizmente números serão sempre números, o tão famoso desvio que tanto “alarmou” o actual governo, resolve-se accionando alguns mecanismos que sempre estiveram previstos para estes casos, não permitindo que algumas das verbas já cativadas sejam gastas, bem como o facto de não se poderem assumir novos compromissos nos próximos 15 dias (até ao final do ano). Assim, basta não gastar os tais 46 milhões de euros para que o tão falado e famigerado desvio seja corrigido.
Assim concluímos que foi encontrando um “elevadíssimo” défice de 3,03% que, como podemos constatar, é facilmente corrigível. Como os números serão sempre números, por muito que se possa tentar, a inteligência dos portugueses não merece, nem pode, ser desrespeitada da forma como o atual governo está a começar querer fazer.Tornar-se assinante para continuar a ler...